Em todas as regiões do Brasil, especialmente nas áreas rurais, o trabalho escravo ainda pode ser encontrado. Opositores do nosso programa de etanol gostam especialmente de lembrar que essa área é uma em que as condições de trabalho são particularmente bem cruéis.
O governo até reconhece o problema, mas se “irrita” com as críticas.

Felizmente, alguns funcionários públicos vão além da indignação ou da irritação e trabalham para resolver o problema.
Eu aprovo o esforço dessas pessoas que estão combatendo este absurdo.

Mais de 7.000 trabalhadores escravizados foram libertados, considerando a lista oficial do Ministério do Trabalho, atualizada em 10/07/07, em que constam 192 infratores.
E esta lista exclui o “empregador” (portanto excui também o número de escravos ali liberados) depois de dois anos do flagrante, caso ele venha a pagar as multas e não reincinda nesse período.
Parece bem simples sair dessa lista, mas muitos permanecem assim mesmo. Por isso existe outra forma de não constar na lista, bem mais rápida: recorrer a uma liminar judicial.
Óbvio que estes feitores de escravos e essa indústria de liminar não estão incluídos na minha aprovação!


Vendo que, em pleno século XXI, NOSSO país ainda tem escravos (e não são uns poucos casos isolados, observem que quase 200 pessoas escravizaram mais de 7000) e sabemos que mesmo oficialmente esse número é muito maior – então eu desaprovo quem prefere ficar apontando as falhas da China, Cuba, EUA, Paraguai, etc, em vez de indignar-se e tentar fazer algo para resover o nosso problema terrível.

Em vez de ficar metendo-se nos assuntos dos outros países, levando a “democracia” e o nosso precioso sistema goela abaixo de outras culturas e sociedades, acredito que primeiro é preciso arrumar o nosso quintal. Até porque não gostariamos que o Brasil sofresse sanções comerciais ou fosse invadido militarmente para libertar o pobre brasileiro escravizado.

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Comentários do Blog

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  1. Antonio Carneiro disse:

    PS: também acho que qualquer um pode ter opinião sobre qualquer coisa. Esse é o intuito da Série Aprovo x Desaprovo. Mostrar a minha opinião e ver a dos outros.
    Mas acho errado querer impor uma opinião sobre os outros.
    Quando criticamos uma outra sociedade podemos estar apenas emitindo nossa opinião. Mas quando exigimos que eles se adaptem à nossa visão sob pena de todo tipo de sanções, aí já é bárbarie.

  2. Antonio Carneiro disse:

    Hmm… não acho que vc tenha captado bem o que eu quis dizer. A idéia principal é “NÃO DEVEMOS NOS METER NOS ASSUNTOS DOS OUTROS”.
    Sou adepto da Primeira Diretriz que existe em Jornada nas Estrelas, acho que ela tornaria o nosso mundo bem melhor.
    Empurrar os nossos conceitos em cima de outros é escandaloso. Foi feito com os índios e agora querem fazer com asiáticos e árabes, por exemplo.
    E é ainda mais idiota quando os nossos conceitos são tão cheios de falha como os dos outros.

    Quanto a comparação turística, bem, conhecer Paris é bem diferente de conhecer Recife. Cada cidade tem suas características, portanto uma coisa não é obstaculo para outra.
    Mas eu até acho besta brasileiro ir pro Caribe ou outras destinações de verão (tirando surfistas, por exemplo) sem conhecer um pouco do nosso maravilhoso litoral.

  3. Kosh disse:

    Hmmm … é aquela mesma linha de pensamento que diz “Porque tu quer passar uma semana na Nova Zelândia se ainda não conhece todo o Brasil?”.

    Acho que uma coisa não impede em nada a outra e qualquer um pode ter opinião sobre qualquer coisa.

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