Finalmente vi esse tão esperado filme (pelo menos esperado por mim)! Eu já tinha visto há muito tempo Omega Man, a versão com Charlton Heston e, apesar do final, gostei muito. A primeira versão, com Vincent Price, que chegou a influenciar George Romero a criar seus zumbis de A Noite dos Mortos Vivos ainda é inédita pra mim, mas não por muito tempo… E o livro original, Eu Sou a Lenda, tive a felicidade de comprar em um sebo e devorei. Assim, só me restava aguardar pra ver como ficaria uma versão moderna, com efeitos novos, verbas altas e astro de ação atual.

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Bem, vou contar o que me atrai nesse tipo de história: a questão da sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico. O que você faria se a sociedade tivesse ruído, o mundo ficasse deserto e você pudesse fazer o que quisesse? Lembrando que cada recurso é precioso e escasso: uma lata de salsichas devorada jamais será reposta. Bem, eu me divertiria pra caramba! Poderia andar nas ruas sem atropelo ou medo de assalto, dirigir carrões esportivos caríssimos, iria nas lojas, locadoras e shoppings e faria a festa… poderia morar onde quisesse e ter o que quisesse, de uma tv de plasma a um legítimo Van Gogh. E é isso que faz o protagonista, Robert Neville . Ele se diverte. E ainda por cima com a companhia de um belo e inteligente cachorro!

Mas é claro que não é só isso. Ele sofre pela perda da família. Sofre porque não desistiu da humanidade e ainda tenta salvá-la. Sofre porque a qualquer momento o que sobrou dessa humanidade, transformada por um vírus em criaturas mutantes zumbis-vampíricos, podem matá-lo (e a seu cachorro também).

O filme tem ação e bastante suspense. Mesmo quem viu as versões anteriores e leu o livro vai ficar na beira da cadeira, sentindo o suspense e sofrendo junto com Neville. Mesmo considerando as mudanças em relação ao livro, acredito que o filme foi uma ótima adaptação e quem for ver irá se divertir. O bom de ler o texto original é que ele se aprofunda mais em alguns questionamentos filosóficos que envolvem até mesmo o próprio título da história. É difícil falar mais sem cometer spoilers, no entanto.

Diferenças fundamentais do livro pro filme: os mutantes do livro falam (especialmente o vizinho que vive gritando “Nevilleeee, venha pra fora. Nevilleeeee, saia da casa!”), o cachorro aparece no meio da história apenas e o final é diferente também.

Participações especiais: a brasileira Alice Braga, sobrinha da conhecida Sônia Braga e ainda cheia de sotaque está bem no filme. Não diria que é um destaque, como dizem alguns ufanistas pois o papel dela é pequeno. O moleque que aparece com ela deve ser filho ilegítimo de algum diretor, porque não entendo a presença dele ali. Não está em nenhuma versão e não acrescenta nada a esta.

Curiosidades:

  • No Time Squares pode-se ver um cartaz de um filme com o Batman e o Superman, com estréia para 15/05/2010. Na locadora de video também existem cartazes de filmes do Lanterna Verde e dos Teen Titans.
  • Para as seis noites de filmagem na Ponte do Brooklyn foi necessário aprovação de 14 agências governamentais, uma equipe de trabalho de 250 pessoas e mais de 1.000 figurantes (incluindo 160 membros completamente equipados da Guarda Nacional). Foram utilizados diversos veicúlos e aeronaves militares de verdade e gastou-se um total de US$ 6.000.000,00. Ou seja, o orçamento dessa cena é mais ou menos igual ao orçamento do maior blockbuster nacional da atualidade: Tropa de Elite custou R$ 10,5 milhões no total. (fontes: IMDB e Folha)
  • Will Smith se afeiçoou tanto do cachorro -na verdade, cadela- que ao final das filmagens quis adotá-la. Entretanto, o treinador dela não aceitou abrir mão da cachorrinha de jeito nenhum.

Em resumo: veja o filme agora e divirta-se muito, leia o livro depois e pense.

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