Quem me conhece, sabe perfeitamente que eu sou um nerd, adjetivo o qual fui reconhecer há bem pouco tempo. O meu problema (ou virtude???), é que tudo o que me interessa em tecnologia da informação, eu vou e aprendo de forma quase que compulsiva. Foi assim com os config.sys e autoexec.bat no DOS e Windows, para que pudésse rodar meus joguinhos quando iniciei minha “vida nerd”, foi assim com redes e, agora, tá sendo assim com virtualização.

Mas, o que raios seria esse trem de virtualização?! Bão, é um conceito que ekziste desde a época do Mainframe e um nerd (olha como são bons, esses meninos) resolveu portar para a baixa plataforma, ou seja, servidores e pcs. O conceito é relativamente simples: você pega uma máquina física (que pode ir de um servidor multi-core até o meu antigo Pentium 3) e através de um software, emula computadores (máquinas) virtuais que podem ter a funcionalidade que você quiser e, óbvio, sua máquina física aguentar, quer seja uma estrutura de homologação para um software, servidores de autenticação ou aplicações que exigem alta disponibilidade ou simplesmente uma VM (virtual machine, ou máquina virtual) para rodar uma aplicação ou joguinho que já não são mais suportados pelo sistema operacional da máquina física, por exemplo, o Cyberia2 que não rodava no meu Windows XP em 2004, rodou sem problemas numa VM com Windows 98.

Então esse trem de virtualização serve tanto pra casa quanto pra empresa? Empresas gigantes de software como a VMWare (líder do segmento) e a Microsoft (correndo feito doida atrás do prejuízo) e fabricantes de processadores como a Intel e a AMD dizem que sim, através de investimentos pesadíssimos para maximizar ao máximo o desempenho de uma máquina física quando hóspede (host) de máquinas virtuais.

Para o mercado corporativo, o fenômeno tem proporcionado economia de espaço, de custos com energia e com aquisição de hardware… não nos aprofundemos em ROI, TCO e as outras siglas corporativas. A diversidade na implantação de um ambiente consolidado com máquinas virtuais e um sistema de storage (tema para o próximo post geek) é enorme.

Para usuários finais, ou domésticos, a diversidade é igualmente grande considerando custos de sistemas de armazenamento, processadores e memória atualmente. É muito mais barato e dá muito menos dor de cabeça você, por exemplo, montar uma máquina física e dar uma máquina virtual pro seu irmão menor brincar. Se você obedecer as melhores práticas (eheuehue) vai ter criado uma máquina virtual modelo ou até mesmo ter feito backup e quando seu irmão vier dizer que não tem mais nada funcionando, você apenas restaura a máquina que ele tinha… novinha!

Enfim, esse mundo é fantástico e qualquer pesquisada sobre o assunto vai mostrar ao ilustre leitor que existem cada vez mais pessoas entrando nesse mundo, quer seja no mundo sério (???) das corporações ou nos quartos de quem nem é tão sério assim.

Mais informações:
www.vmware.com
www.microsoft.com/windowsserversystem/virtualserver

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5 Comentários

  1. […] to subscribe to the RSS feed for updates on this topic.Powered by WP Greet Box WordPress PluginNo capítulo anterior (ehuehue), postei conceitos básicos sobre virtualização, explicando bem por cima o que é e pra […]

  2. Isso, usa uma linguagem mais simples possível. E figuras ajudam bastante!

  3. Legal, vai ter tradução pra Ananás?

  4. Aidemin disse:

    Vai ser uma trilogia, acho. Vou falar mais sobre como a tecnologia funciona no próximo post e depois falo mais sobre os cenários de utilização.

  5. Alexandre Salau disse:

    Vai ter continuação? É curso semanal? Vai falar sobre virtualização em hardware?

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