Como disse semana passada, nas quintas-feiras antes de alguma corrida vou colocar algo sobre a história a F1 ou algum detalhe técnico interessante.

E que forma de começar a escrever neste espaço seria melhor do que recordar como e quando fui apresentado à Fórmula 1? Lembro que em 1977, quando eu tinha 6 anos apenas, ouvi falar sobre corrida de carro, mas como eu morava no interior do RS mal conseguia sintonizar rádio por lá.

Lembrem os que sempre viveram nas capitais ou que nasceram na era da internet, nos anos 70 TV era algo que existia basicamente nas grandes cidades e arredores, e em 1977 eu morava em São Martinho. Pra minha sorte, no ano seguinte nos mudamos para uma cidade maior, Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Lá tinha televisão e a recepção era de boa qualidade.

Foi então que descobri que muitos domingos de manhã havia um programa com carrinhos correndo na TV, eram coloridos, faziam barulho e parecia muito legal. Tinha corrida em diversos países (sempre fui doido por geografia), tinha gente com nomes estranhos e tudo parecia uma festa muito legal. Foi assim que em 1978, aos 7 anos fui apresentado à F1 e ao meu primeiro ídolo, Mario Andretti.

Também foi onde vi o primeiro acidente fatal da minha vida, uma cena que me chocou muito, justamente com o sueco Ronnie Peterson, companheiro de Andretti na Lotus logo na largada do GP de Monza. É uma cena que até hoje lembro, pelo mostrado no vídeo foi uma largada bem confusa onde não se esperou que todos os carros alinhassem para dar início à corrida. Ainda tinha gente chegando no grid quando o Andretti queimou a largada e deu aquela confusão. Ainda era meio amadora a coisa naqueles tempos.

Ao lado o vídeo da primeira parte do resumo da temporada de 1978, incluindo uma volta onboard no antigo circuito de Jacarepaguá no Rio de Janeiro.

Em 1978 havia algumas soluções técnicas interessantes como os carros-asa da Lotus onde o carro inteiro era como um aerofólio gerando down-force ou então o bizarro carro-ventilador da Brabham que tinha um ventilador na parte traseira do carro que sugava o ar que passava sob a assoalho, isso fazia o carro grudar no chão mas jogava muito detrito na cara de quem vinha atrás. Este carro foi considerado ilegal logo após sua vitória no GP da Suécia.

1978 também marcou a estréia de Nelson Piquet na categoria, no GP da Alemanha à bordo de uma Ensign.

Aqui está a parte 2 e a parte 3 do resumo. Cada uma com cerca de 8 minutos.

Fontes: Google, Youtube, Wikipedia

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