Pois então amigos, não é que a atração sexual nasce pelo nariz mesmo. Mas não tem nada a ver com o olfato.

É uma lenda antiga que sempre se baseia nos animais e afirma que o impulso sexual é sempre regido pelo olfato ou no mínimo, por algo relacionado à química olfativa.

CérebroPois então, o que os cientistas descobriram foi um pequeno nervo que começa no nariz e vai direto à área sexual do cérebro, sem passar pela parte olfativa. Este nervo é sensível a compostos químicos que são exalados por todos nós, e carrega as informações destes compostos até o cérebro para que seja interpretado da forma adequada.

Não é um cheiro nem um perfume em particular, já que este nervo não é olfativo não há nada que mestres perfumistas possam fazer para despertar o desejo de outras pessoas. Até porque pelo que foi descoberto, cada pessoa tem sua própria “assinatura química”, como uma impressão digital e cada um interpreta esta assinatura de uma forma particular.

Genética

O mais interessante é que parece que a atração é maior na mesma proporção em que as assinaturas químicas das duas pessoas forem diferentes. Quanto mais diferentes mais se atraem ou mais despertam algum tipo de desejo sexual.

Como pessoas com parentesco próximo tendem a produzir compostos químicos parecidos a interpretação dada a esta preferência pela diferença é uma forma da evolução genética garantir a maior variedade genética possível evitando cruzamentos entre familiares ou quem tenha algum nível de parentesco próximo.

Gravidez e anticoncepcional

Outra curiosidade é que a mulher, quando engravida, altera a interpretação dos sinais químicos e passa a se aproximar mais dos parentes genéticos, isto seria uma forma de buscar abrigo entre os familiares mais próximos, um tipo de proteção.

Mulheres que fazem uso de pílulas anticoncepcionais acabam tendo efeito semelhante já que os hormônios levam o corpo a um tipo de “situação de gestação”. Então se uma mulher se apaixona por alguém enquanto usa a pílula, pode ter o interesse diminuído quando deixar de tomar o medicamento.

Instinto

Claro, isto não é uma escala de “8 ou 80”, pelo que se sabe em tudo que envolve genética e interpretação de sinais químicos, existe uma infinidade de graduações, além de que seres humanos não são unicamente instintivos, existe toda uma racionalização e um comportamento social que deve ser agregado.

Mas definitivamente, aquela paixão e desejo repentinos por alguém que acabamos de conhecer podem ter explicação neste “instinto químico”.

Fonte: MSNBC

Postado por Tags: , , , , , , , Categorias: Arte & Cultura, Ciência & Tecnologia, Curiosidades
758

Comentários do Facebook

Possuímos dois sistemas de comentários, você pode escolher o que mais lhe agrada. :-)


Comentários do Blog

Ninguém comentou ainda, seja o primeiro.

  1. Não especificado. Pelo que consegui entender é algo específico para cada pessoa e que é interpretado de forma diferente por cada indivíduo. Não é um cheiro, algo que seja perceptível.

  2. priscila disse:

    gente, desculpa, mas não entendi
    que tipo de composto químico esse nervo é sensível?
    essa assinatura química seria o que exatamente?

  3. Cíntia disse:

    ah, pensei que tivesse o autor e revista do artigo original.
    Esse aí é de divulgação cientifica… nao tenho acesso à scientific american não…

  4. Cíntia disse:

    Qual é a revista em que foi publicado o artigo? Eu tenho acesso a váris revistas cientificas pela Universidade. Diz o nome do autor do artigo que eu tento pegar :)

  5. Eu li em outro artigo (que não consegui confirmar se era este mesmo nervo) que quando estimulado em um peixe este nervo fez o coitado liberar o esperma imediatamente.

    Imagina se descobrem como fazer isso (ou algo menos drástico) com humanos … melhor nem imaginar :-)

  6. Carol K. disse:

    Eu gostei do post…bem interessante, mas qm sabe não descobrem mais alguma coisa sobre esse nervo sexual..já pensou! rs…melhor não!

  7. Eu tentei acesso ao artigo original que foi publicado mas a revista onde saiu só mostra se for pago, por isso nem coloquei a referencia para ele. Saiu na Scientific America Mind de fevereiro de 2007 inicialmente.

  8. Carol K. disse:

    Sei não, mas pelo que eu li, num passado pouco distante, meu irmão faz infobio na Usp, “esse tal nervo” (vomeronasal, voromenasal ou coisa assim) não tem função aparente nos seres humanos, pois ele perde a “tal função sexual” ainda na fase fetal…ou alguma coisa assim…

Deixe uma resposta