Segundo a Folha de S. Paulo, os estragos provocados pelo ciclone extratropical que atinge o Rio Grande do Sul há alguns dias já deixaram 22,5 mil pessoas desalojadas. Outras 1.600 pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para abrigos municipais. O maior número de vítimas é de moradores da região metropolitana de Porto Alegre. Duas rodovias permanecem interditadas e milhares de pessoas continuam sem energia elétrica.

Conforme a Defesa Civil Estadual, entre os desalojados, a maioria –20 mil– mora na região metropolitana de Porto Alegre. Outros 1.500 moram na capital e 1.000, no litoral. Entre os desabrigados a situação também é pior na região metropolitana. Lá, 1.000 perderam suas casas –na capital foram 300 e no litoral também.

Ainda, na noite de ontem (3), cerca de 247 mil pessoas estavam sem energia elétrica, no Estado. Na manhã deste domingo, dos 247 mil, ao menos 150 mil continuavam às escuras –esse número pode aumentar, no entanto, porque a RGE (Rio Grande Energia), que atende cerca de 52 mil pessoas, não confirmou a situação atual.

Em Santa Catarina, os temporais também provocaram alagamentos. Na cidade de Ermo, o rio subiu cerca de 1,5 metro e atingiu casas. Por volta das 3h deste domingo, os moradores começaram a ser resgatados por barcos dos bombeiros.

Segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina, chuvas fortes e ventanias devem continuar ocorrendo durante este domingo.

Entenda os vários tipos de ventos e tempestades:

Vento: termo genérico que identifica o ar em movimento, independente da velocidade.

Brisa: é um vento de pouca intensidade, que geralmente não ultrapassa os 50 km/h.

Monção: começa no início de junho no sul da Índia. São ventos periódicos, típicos do sul e do sudeste da Ásia, que no verão sopram do mar para o continente. A monção geralmente termina em setembro, caracterizando-se por forte chuva associada a ventos.

Ciclone: Caracteriza-se por uma tempestade violenta que ocorre em regiões tropicais ou subtropicais, produzida por grandes massas de ar em alta velocidade de rotação. Evidencia-se quando ventos superam os 50 km/h.

Furacão: vento circular forte, com velocidade igual ou superior a 119 km/h. Os furacões são os ciclones que surgem no mar do Caribe (oceano Atlântico) ou nos Estados Unidos. Giram no sentido horário (no hemisfério sul) ou anti-horário (no hemisfério norte) e medem de 200 km a 400 km de diâmetro. Sua curva se assemelha a uma parabólica.

Tufão: é o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico, entre julho e outubro. É o mesmo que furacão, só que na região equatorial do Oceano Pacífico. Os tufões surgem no mar da China e atingem o leste asiático.

Tornado: é o mais forte dos fenômenos meteorológicos, menor e mais intenso que os demais. Com alto poder de destruição, seus ventos atingem até 500 km/h. O tornado ocorre geralmente em zonas temperadas do hemisfério norte.

Vendaval: vento forte com um grande poder de destruição, que chega a atingir até 150 km/h. Ocorre geralmente de madrugada e sua duração pode ser de até cinco horas.

Willy-willy: nome que os ciclones recebem na Austrália e demais países do sul da Oceania.

(Fonte: Folha de s. Paulo On-line)

Assista a reportagem sobre o ciclone extratropical:

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