Aviões Não Tripulados

Na guerra do Golfo um recurso militar americano chamava atenção: os aviões espiões não tripulados. Graças a eles, os Estados Unidos eram capazes de localizar alvos e vigiar a movimentação inimiga, permitindo que as incursões das suas tropas fossem mais seguras e objetivas. De vez em quando um desses era abatido, mas o custo deles é bem menor que uma aeronave tripulada, sem falar nas vidas poupadas.

Bem, agora o Brasil está nesse clube seleto da alta tecnologia de combate. O Carcará tem tecnologia brasileira e já está sendo utilizado pela nossa Marinha, especificamente pelo Corpo de Fuzileiros. A expectativa é que ele também seja utilizado pela Polícia.

Os Números

Produzido pela Santos Lab, o Carcará tem o nome oficial de Vant (Veículo Aéreo Não-Tripulado). Com 1,60m de envergadura, ele atinge 3.000 metros de altitude, velocidade máxima de 75 km/h e autonomia de vôo de 90 minutos, em um raio de até 8 km. O peso de apenas 2 quilos permite que ele seja lançado com as mãos sem nenhuma dificuldade.

Ele possui 3 antenas. Uma se comunica com satélites para determinar sua posição atual. Uma segunda antena se comunica com o software de controle, em terra, que lhe diz a direção a ser seguida. A última antena envia imagens  em tempo real a partir de uma câmera retrátil que possui. Essa câmera, que gira 360°, segue automaticamente um alvo identificado pelo operador.

Utilidade

Atualmente, a Marinha está utilizando o Carcará a partir de navios. Estes lançamentos são feitos com o objetivo de investigar a costa em busca de lugares com condições para atracar.

Existem diversos outros usos planejados por seus criadores. Monitoramento florestal e pesquisas agrícolas são dois exemplos. Mas é na segurança pública que eles esperam ver o Carcará em ação o mais breve possível. Como ele é feito de espuma de polipropileno, um tipo leve de isopor, uma queda em área populosa não deve ferir inocentes ou causar grandes danos.

Segurança Pública

O Carcará poderia melhorar a capacidade de vigilância, ao mesmo tempo que reduz custos.

Graças a sua autonomia, ajudaria a encontrar cativeiros, por exemplo. Sua capacidade de monitoração poderia ser usada para vigiar o movimento do tráfico de drogas. A perseguição  a um alvo identificado com um simples clique do operador ajudaria no cerco a automóveis ou “bondes” criminosos.

Devido a seu tamanho reduzido e a altitude alcançada, ele também seria um alvo mais difícil para os atiradores do tráfico que o helicópteros.

Pessoalmente achei interessante. O custo total do aparelho e treinamento não foi divulgado, mas sou a favor de usarmos as armas atuais mais eficientemente ao mesmo tempo que incluimos novas armas no combate ao crime.

Fontes: Santos Lab, Isto É, Blog Naval

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Comentários do Blog

1 Comentário

  1. Alexandro disse:

    Uma arma eficiente contra o tráfico de drogas. Resta saber se o funcionamento é silencioso. Isto seria ainda mais eficaz, já que os traficantes mantém um controle rígido em seus postos de observação.

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