Pode parecer um contra-senso mas ao fim do artigo acredito que a energia nuclear é a melhor opção neste momento, inclusive ambientalmente.

Não, eu não estou louco e por favor, peço aos ambientalistas de plantão que guardem as tochas, foices e machadinhas antes de me chamarem de herege, traidor da natureza ou coisas piores.

Este post iniciou com a idéia de escrever sobre uma tecnologia e um produto em especial mas conforme fui lendo nas fontes que achei acabei decidindo ampliar o assunto. Assim sendo o texto ficou longo mas acho que tem a chance de ser bem esclarecedor e peço que deixem seus pensamentos nos comentários, esta é uma área que realmente gosto.

Não pretendo colocar aqui uma fonte de verdades mas minhas opiniões pessoais que podem até ser um pouco parciais já que tenho minhas convicções e, mesmo tentando ser neutro, acabo passando algo de meus valores neste texto.

Fontes de energia: factibilidade e limpeza

Nem vou considerar aqui fontes de energia termoelétricas como usinas a gás, óleo ou carvão, o escopo deste artigo é uma fonte de energia limpa, barata, segura e prática para o futuro próximo.

Dentro destes quesitos existem poucas alternativas factíveis com a tecnologia atual e com o que é possível que seja desenvolvido nos próximos 10 anos.

Energia solar em órbitaAdiante deste prazo talvez haja a possibilidade de desenvolvimento comercial de geradores geotérmicos, ou alguma forma de aproveitar as ondas do mar ou até mesmo as marés, talvez ainda células solares de alta eficiência e, ao que tudo indica, uma larga utilização de hidrogênio tanto como combustível convencional quanto para geradores de eletricidade através da tecnologia de células de combustível.

Num futuro mais distante, talvez 70 ou 100 anos, pode ser que tenhamos a fusão nuclear ou ainda a captura de energia solar em órbita sendo transmitida direto para a terra por microondas em estações de distribuição, mas isto é algo que ainda está no reino das especulações e pesquisas, alguns acham até que é ficção.

O que temos agora?

Hidroelétricas

Hidrelétrica de Itaipu No Brasil dependemos quase totalmente da energia gerada em grandes usinas hidroelétricas, nosso país tem a maior quantidade de grandes rios do mundo e um regime de chuvas bastante regular mas, mesmo assim, é um modelo que está próximo de seu limite de exploração, quase todos os grandes rios brasileiros já possuem diversas usinas e o impacto ambiental que elas causam é gigantesco. E são caras, custando de centenas de milhões até bilhões de dólares, além de muitos anos para construir.

Diferentemente do que muitos pensam, a energia hidrelétrica não é nada limpa. uma usina deste tipo é a maior obra de engenharia que existe, mesmo usinas médias consomem uma quantidade de recursos enorme, especialmente cimento e aço, mas também um volume descomunal de combustível, afinal tudo tem que ser transportado de algum lugar. E tudo isto resulta na liberação de gases na atmosfera além do consumo dos próprios recursos naturais.

Além disto, estas usinas mudam completamente o ciclo natural dos ecossistemas onde são instaladas, rios são interrompidos e grandes desníveis são criados, às vezes superiores a 100 metros. Os lagos de  sua represa inundam áreas de centenas de quilômetros quadrados, submergindo plantas e animais, com o tempo estes entram em decomposição e liberam gases nitrogenados na atmosfera que são dezenas de vezes mais tóxicos do que o gás carbônico, e isto durante décadas.

Mais adiante existe outro problema que é a perda de eletricidade na distribuição. Como estas grandes usinas ficam longe dos centros de consumo, linhas de transmissão com centenas de quilômetros e estações de distribuição pelo caminho acabam perdendo eletricidade divido à resistência natural dos cabos utilizados. No Brasil estima-se em cerca de 25% de perda apenas nas linhas de transmissão.

Por fim, existe sempre a possibilidade de longos períodos de estiagem causarem problemas no fornecimento, como tivemos 2 vezes nesta última década, chegando a níveis críticos em todas as represas do país. A vantagem da hidrelétrica é a baixa manutenção e a possibilidade de geração sob demanda, se existe uma demanda menor é só deixar passar menos água, se a demanda é maior, abre mais a comporta da turbina e gera mais energia.

Energia do vento

Aerogerador, turbina eólica Uma possibilidade que hoje está começando a ficar viável é a geração de energia eólica. No Brasil existem poucos lugares onde é possível a exploração comercial deste tipo de tecnologia, notadamente no litoral do Nordeste e no litoral do Rio Grande do Sul. A estimativa é de que apenas no Rio Grande do Sul seria possível gerar cerca de 18 mil Megawatts com turbinas eólicas, mas isto exigiria milhares de turbinas instaladas até dentro do mar.

É uma tecnologia extremamente limpa que pode coexistir com outras atividades no mesmo local sem problemas. Existem fazendas nos EUA onde os fazendeiros continuam com suas atividades de cultivo nas mesmas áreas onde as turbinas foram instaladas. Também são equipamentos que demandam muito pouca manutenção, uma turbina atual pode ser deixada por conta própria por 5 anos ou mais sem precisar de revisão alguma.

O problema é que o vento nem sempre está presente, mesmo em áreas onde é normal ventar existem épocas de calmaria, não é uma fonte de energia que pode ser usada como principal fonte. Ela não pode fornecer energia sob demanda, não há como armazenar o excedente para ser usado depois e se em um dado momento for necessário mais do que está sendo gerado, vai haver um déficit.

O custo não é alto, uma torre geradora de 1MW custa cerca de 1 milhão de dólares, existem custos extras de instalação que variam conforme o local e ainda há a mesma questão da distribuição e suas perdas. Mas, definitivamente, é uma fonte secundária que deve ser explorada.

Energia solar

solar Aqui entramos em um terreno incerto e cheio de reviravoltas. O estágio de desenvolvimento atual das tecnologias de uso de energia solar para geração de eletricidade ainda está longe de ser comercialmente viável em larga escala.

O grande problema é a eficiência na conversão da luz em eletricidade que hoje chega a quase 20% nos painéis produzidos com silício cristalino, tecnologia que representa 95% de todos os painéis solares fotovoltáicos produzidos atualmente. Estima-se que seria necessário atingir cerca de 30% de eficiência para que este tipo de energia fosse competitiva comercialmente.

Pode não parecer muito mas é um aumento de 50% na eficiência atual que tem avançado em pequenas frações percentuais ao longo dos últimos anos e parece próxima de seus limites técnicos. Outras soluções terão que ser adotadas, se não pelo lado do rendimento, então pelo lado do custo que deveria ser reduzido drasticamente.

Existem diversas tecnologias em desenvolvimento atualmente que vão de painéis com nanotubos de carbono ou tintas que convertem luz em energia até concentradores solares que convertem calor em eletricidade diretamente. O problema é que tudo isto ainda é experimental e não há garantia alguma de que qualquer uma destas soluções seja viável fora do laboratório e nem em quanto tempo isto ocorreria.

Fora isto, existe o problema de só funcionar quando há incidência de luz solar, o que não ocorre durante a noite e nem de forma constante na maior parte do planeta. Isto acaba levando ao mesmo problema da geração eólica, falta de previsibilidade e impossibilidade de geração sob demanda.

Por fim, é uma tecnologia válida e que tem aplicação em áreas remotas onde é mais barato ter um painel solar com baterias do que ter o custo de levar postes de transmissão até o local. Talvez em breve tenhamos algum avanço significativo que torne mais barata esta energia que é a mais limpa possível e extremamente abundante.

Biomassa

Biomassa Esta é uma área ao mesmo tempo incrivelmente cheia de ótimas possibilidades e ao mesmo tempo polêmica sob muitos aspectos. Como as opções são muitas, vou tentar ser breve e talvez algo fique de fora, se acharem que esqueci algo, por favor, complementem nos comentários.

Não é exatamente um problema mas existe certa controvérsia sobre o que seria denominado biomassa para termos de geração de energia, eu vou tomar o espectro mais amplo que vai desde restos da indústria madeireira (exemplo clássico) até o lixo doméstico, que muitos consideram como uma fonte por si só.

Por definição a energia gerada por biomassa seria qualquer tipo que utilizasse como fonte algum tipo de material orgânico.

No Brasil temos alguns exemplos de usinas elétricas de biomassa, especialmente no interior de São Paulo onde há grande produção de cana-de-açúcar para beneficiamento de álcool combustível. Esta indústria gera uma considerável quantidade de bagaço de cana que depois pode ser queimado em usinas térmicas para geração de eletricidade.

Também podem ser usados restos de madeira como serragem, lascas e aparas de serralherias, indústria moveleira, da celulose ou qualquer outra que utilize madeira.

Por fim, existe um movimento que busca extrair energia do lixo que produzimos em larga escala. A forma mais tradicional é através de coleta de gases combustíveis como o metano, que é gerado pela decomposição do lixo orgânico nos aterros sanitários. Mas existe uma forma mais moderna e com resultados melhores que é a geração de energia através do plasma de lixo. Uma usina deste tipo aquece o lixo até que ele transforme-se em plasma que então gira turbinas para gerar energia. além de fornecer eletricidade a um custo compatível com outras fontes comerciais, este processo elimina o lixo acumulado.

Ciclo do Carbono Este é um processo meio ambíguo em relação ao meio ambiente já que ele é diretamente dependente de subprodutos da exploração intensiva de recursos naturais ou ainda do consumismo humano. É uma consequência e não uma causa da exploração. Por isto acho que seria uma fonte de energia secundária já que os recursos à sua disposição são grandes mas limitados

Tem a vantagem do baixo custo, a possibilidade de produção sob demanda e localizada, ainda pode dar fim a uma série de rejeitos industriais e domésticos que seriam altamente danosos ao meio ambiente e, por fim, fazem parte do ciclo de carbono.

É possível ainda o uso de outros tipos de biomassa como o etanol ou biodiesel mas estas fontes são destinadas basicamente, à movimentação de veículos, por isso não as considero aqui.

Energia Nuclear (Atômica)

Por fim chegamos ao que me fez escrever este texto enorme, a energia nuclear ou atômica, como alguns preferem.

Usina nuclear A imagem que temos das usinas nucleares é péssima, graças a décadas de propaganda negativa, especialmente por parte dos ambientalistas mais idealistas e menos pragmáticos e também devido a dois graves acidentes que marcaram a história desta tecnologia: o primeiro em 1979 na usina de Three Mile Island, na Pensilvânia, Estados unidos. O segundo acidente é o maior e mais famoso de todos, o derretimento de um reator na usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986 (ainda como parte da União Soviética).

Após Chernobyl houve praticamente uma paralisação na construção de novos reatores, mais por uma questão política do que técnica já que ambos os acidentes ocorreram por falha humana conjugada a problemas de manutenção e tecnologia antiga. Usinas modernas são muito mais modernas e mesmo as mais antigas são seguras se tiverem a devida manutenção.

O fato é que, se for contar as mortes causadas por acidentes em usinas nucleares, elas são ínfimas se comparadas, por exemplo, às mortes causadas pela poluição gerada por usinas termoelétricas a diesel ou carvão, até mesmo a mineração de carvão é mais fatal do que todos os acidentes nucleares já ocorridos. Hoje em dia até os ecologistas estão defendendo o uso da energia nuclear para substituir combustíveis fósseis.

Por fim, surgiu agora uma nova (ou velha) tecnologia de geração de eletricidade (e calor) utilizando micro-reatores atômicos do tamanho de uma geladeira

Hyperion reactor Fiquei maravilhado pelas possibilidades apresentadas pela empresa Hyperion Power Generation que recentemente revelou o projeto de comercializar estes reatores transportáveis. Eles são do tamanho de uma geladeira com mais ou menos 1 metro de altura e uns 60 centímetros de diâmetro. São encapsulados em estruturas isolantes maiores com pouco mais de 2 metros de altura e 1,5 metro de diâmetro, pesando entre 15 e 20 toneladas, podem ser transportados por caminhão ou navio até seu destino.

Estes reatores podem fornecer 70MW de energia térmica para aquecer água por exemplo ou cerca de 25MW de energia elétrica durante 5 a 10 anos, até mais dependendo da demanda. Isto é o suficiente para abastecer 20 mil residências nos Estados Unidos. No Brasil acredito que este número seria perto de 40 mil residências ou cerca de 100 mil habitantes, em outros locais do mundo poderia ser mais que o dobro disto.

A melhor analogia seria encarar este reator como uma bateria com uma carga gigantesca.

Porque eu acho que é a melhor solução imediata?

Veja abaixo uma lista das razões e no final dois tópicos muito importantes, segurança e poluição.

  • Localidade: Seria possível instalar estas usinas diretamente nos locais de consumo, uma cidade pequena/média por exemplo, ou ainda um bairro de uma metrópole ou até mesmo para alguma indústria que consuma muita energia
  • Economia: As usinas custarão cerca de 25 milhões de dólares, é um custo muito baixo, especialmente se levar em consideração a simplicidade da instalação, a não necessidade de construir linhas de transmissão atravessando centenas de quilômetros e a não necessidade de manutenção
  • Demanda: A energia é produzida conforme a demanda dos consumidores até seu limite de cerca de 25MW, se a demanda for menor, a produção é menor e ela pode ser usada por mais tempo
  • Segurança: A tecnologia utiliza Hidreto de Urânio (UH3) como combustível e nenhuma parte móvel. esta tecnologia foi desenvolvida nos anos 50 como parte do programa de armas e falhou, ela não consegue explodir, mas gera calor suficiente para produzir energia elétrica. O Urânio utilizado é enriquecido a apenas 10%, para fazer armar precisa estar a mais de 95%, seria inviável tentar utilizar o UH3 para desenvolver armas.
  • Poluição: Depois de 5 ou 10 anos gerando energia para umas 100 mil pessoas o reator é desativado e totalmente reciclado na fábrica, o que sobra de lixo é equivalente a uma bola de futebol em tamanho, é algo ínfimo se for comparar com os bilhões de toneladas de poluentes que deixaram de ser produzidos por outros métodos.

Hyperion reactor

Concluindo

Tenho quase certeza que só eu li até aqui mas se alguém mais leu, espero que tenha achado interessante, faz um bom tempo que quero escrever isto e já tem muito tempo que não escrevo algo original.

Como disse, esta é minha opinião e gostaria muito de ver a opinião de vocês nos comentários baixo, este é um assunto que me fascina e adoro discutir à respeito.

Fontes: Além das citadas no texto é bom ver a entrevista com o CEO da Hyperion, Guardian e Techtree

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Comentários do Blog

22 Comentários

  1. Elisio disse:

    E se um grupo de terrorista resolve roubar o Hidreto de Urânio para usá-lo como “bomba suja”, contaminando a cidade ou sua estação de água potável? Tem que ser instalado e bem protegido.
    Achei ótima opção, mas ainda peca na segurança.

    • Quem quisesse fazer isto teria que passar por muitas tarefas extremamente complicadas a ponto de ser inviável, provavelmente impossível.

      1) Teria que entrar nas instalação/subestação/geradora, normalmente coisa bem protegida e grande

      2) Teria que desligar todo o equipamento, desconectar tubos e cabos

      3) Teria que cavar vários metros terra à dentro até chegar onde está o reator

      4) Teria que possuir a capacidade de erguer uma peça de cerca de 20 toneladas

      5) Seria necessário transportar o reator (20 toneladas) ou então desmontar ali mesmo para remover o material, considere que isto é feito de forma a ser muito difícil desmontar

      Considere que tudo isto deveria ser feito com o material em reação, gerando mais calor do que qualquer humano poderia suportar, inclusive a escavação deveria ser feita com proteção térmica e a manipulação do reator deveria ser feita à distância, é muito provável que os terroristas morressem de calor, desidratação, hipertermia ou envenenamento radiaoativo antes de atingir seu objetivo

      Acrescente a isto que seria uma operação muito demorada, acho um pouco inviável para conseguir um material de baixa pureza, mais fácil encomendar para algum Russo maluco.

  2. joaquim disse:

    Gostei do texto e li até o fim !
    Concordo que no momento esse sistema de geração de energia seja menos danosa para o efeito estufa, mas precisa esclarecer os poderosos do planeta que isso será utilizado para fins ‘pacíficos’, senão, ‘eles’ vão mandar a mídia ‘bombardear’ essa idéia de geração energética ‘verde’ e transformá-la em armas potenciais de ‘terroristas’. É bem provável.

  3. Giacomel disse:

    alcool é só uma forma de passar o controle de poucos (petroliferas) para outros poucos, hidrogenio ainda é totalmente inviável, pq embora a reação seje muito energética, precisa de muita energia para separar o hidrogenio da água, e a perdas de energia por ‘n’ fatores durante o processo, assim como na construção de uma hidroeletrica a enorme gasto de energia por transporte e uso de material.

    muito bom o texto, na parte de geradores eólicos em alguns casos os animais dão menos leite, ovos e outras coisas pelo fato de estarem perto dos aerogeradores e ruidos de baixa frequencia

  4. Giacomel disse:

    com certeza usinas nucleares são ótimas alternativas, a curto prazo então, nem se fala, são economicamente muito superiores a outras formas de geração de energia limpa, possuímos a tecnologia necessária e o combustível é abundante, inclusive, se utilizado um modelo de reator nuclear de neutrons rapidos a quantidade de combustível que poderia ser usado seria multiplicado por um fator de 100

    os ecologistas quando protestam quanto a construção de usinas nucleares estão apenas contribuindo com a construção de mais termoelétricas, que por incrível q pareça libeam mais elementos radioativos no ambiente que uma usina nuclear, pois no carvão há traços de uranio, entre outros elementos nocivos.

    não basta dizer “a tecnologia é boa, vamos usá-la”, nao é assim q funciona, deve ser economicamente viável

    a décadas atrás a reciclagem começou e nao foi adiante pq os donos de recicladoras eram ecologistas (nada contra ecologistas administradores), mas não pensavam no lucro e custeio da empresa, logo elas acabaram falindo

  5. Equilibrium disse:

    Eu não gostaria de um reator “mirim” desses aqui na esquina de casa, pense só na desvalorização imobiliária de um bairro com um troço desse?!?! Agora perto de uma Hidroelétrica, é meu sonho…
    Ps: É só mais um ponto de vista…

    • Bom, digamos que “colocar no quintal” é mais uma figura de linguagem já que o reator é apenas a “bateria” do sistema, ele seria conectado aos verdadeiros geradores, provavelmente turbinas a vapor na superfície que então gerariam a eletricidade, isto deve ser algo grande.

      além disto ainda seria interessante ter uma subestação para a distribuição da eletricidade, imagino que isto tudo ocuparia um quarteirão inteiro, coisa não muito diferente do que já existe em muitos locais em quase todas as cidades que não sejam pequenas.

      Pode até ser que desvalorize no começo, mas com os anos é um efeito que reverteria, aconselho comprar terrenos por perto quando desvalorizar :-)

  6. Joas disse:

    Concordo com tudo o que foi escrito e acrescento.

    A mídia elege uma teoria como verdade e ignora todas as demais. Isso acontece em várias áreas do conhecimento, inclusive no famoso “aquecimento global”.
    Há uma outra teoria para as mudanças climáticas que vêm sendo observadas no planeta. A de que a transformação de desertos e florestas em lagos afete o microclima da região onde se instala uma usina. E que, pela quantidade de hidrelétricas pelo planeta, essa mudança em microclimas tenha atingido um ponto crítico e esteja afetando todo o clima do planeta. Basta observar o número de catastrofes climáticas antes e depois de Itaipu.

  7. Mau disse:

    Fantástica a possibilidade, muito legal mesmo, só corrige o nome da substância é Hidreto de Urânio.

  8. Antonio Magalhães disse:

    Acho a energia nuclear bastante interessante. Hoje em dia existem reatores nucleares mais eficientes que os chamados PWR que estão em Angra I e II. Entretanto não podemos esquecer que o hidreto de URÂNIO utilizado nesse reator que voce citou (U235), tem meia-vida de 713 milhoes de anos. Você também citou o resíduo como uma “bolinha”, mas procure sobre a quantidade de césio-137 que causou o acidente de goiânia e você verá que quantidade, em se tratando de radioisótopos é algo ínfimo. Imagina um reator desses dando problema perto de são paulo, ou outra cidade. É seguro, sim, mas nunca 100%. Então você nao se sentiria meio perturbado morando em uma zona de risco? Pra finalizar eu acho que existem muitas váriaveis a se considerar na utilização da energia nuclear. Com certeza é uma solução energética viável, mas se fosse perfeita nao haveriam pesquisas procurando desenvolver outras fontes. Você só se esqueceu de citar as desvantagens…

    • Uma coisa que acabei não vendo, o decaimento do UH3 gera que tipo de material?

      Em todo caso, o resíduo gerado depois de anos de fornecimento de energia pode ser guardado com muito mais facilidade do que tentar colocar de volva no fundo do mar os bilhões de toneladas de carbono equivalentes.

      Eu não ficaria perturbado com isto perto da minha casa não, de forma alguma. Pelo que li o UH3 é auto-regulável e não consegue atingir massa crítica de forma alguma.

      • Júlio disse:

        Esqueça explosão. O que deve ser pensado é em vazamento.
        Sou radicalmente contra a energia nuclear, acredito que o maior problema deste tipo de energia são os resíduos por ela gerados, o qual ainda não tem fim seguro. Inclua no custo deste tipo de energia o gasto necessário para armazenar os restos…
        Quanto a quantidade de gazes nocivos na atmosfera acredito que os grandes vilões sejam os nossos queridos veículos movidos a combustão, esqueçam as hidrelétricas.

        • Nem me preocupa explosão, perguntei sobre o decaimento para saber que tipo de resíduo é gerado, este é o que vai ser recolhido depois, dependendo do que for, pode até ser reciclado.

          Vazamento só ocorre caso haja algum fluido no sistema, neste caso não existe, o próprio UH3 é o regulador e resfrigerador da reação, por isso é uma solução tão elegante, não há vazamento porque não há o que vazar.

          Carros produzem gases sim mas em muitos países, incluindo EUA, Russia e China, a maior parte da poluição vem das termelétricas que produzem a maior parte da energia que consomem e é uma quantidade tão colossal que o que os carros produzem nem significa tanto.

          E não tem como esquecer as hidrelétricas, o problema delas é maior ainda, o gás que elas produzem em abundância é o metano, que é 25x mais nocivo do que o dióxido de carbono para reter calor.

          Outra coisa, radicalismos são prejudiciais à saúde, em todos os sentidos.

  9. Thiago Cunha disse:

    Oi Alexandre,

    gostei muito do texto! ótimo trabalho!

    Rapaz, fiquei curioso sobre esse último método, energia nuclear ‘portátil’, digamos assim. Pode mesmo ser uma boa!

    abraço

    • Não é exatamente portátil já que a cosa pesa até 20 toneladas, mas pode ser transportado por qualquer via de transporte com facilidade.

      Ao chegar no destino ainda existe um bom trabalho de instalação que deve ser feito de modo que não é possível ficar levando de um lado para outro.

  10. Helio Freitas Jr. disse:

    Muito interessante seu artigo sobre energias alternativas. Gostaria de acrescentar apenas um pequeno detalhe, de maneira a agregar mais um pouquinho de informação: No caso de energia eólica, existem projetos funcionando em um país Nordico, no qual uma pequena cidade é abastecida com este tipo de turbinas. Como a capacidade instalada é maior que a demanda, eles usam o excedente para produzir hidrogênio por eletrólise, sendo o mesmo armazenado, e usado para produção de energia por pequenas termoelétricas quando a intensidade do vento diminui. Existe também a possibilidade de armazenamento do excedente de energia em “bancos” de baterias, as quais são usadas para abastecimento em periodos de queda da energia eólica através de “inversores eletronicos”, embora neste caso a solução de armazenamento não seja totalmente “limpa” devido ao impacto do uso das baterias.

  11. Leandro disse:

    Concordo plenamente, e o sr. esqueceu de dizer que para uma usina hidroeletrica entrar em operação, as propriedades inundadas por ela, estes donos de terras tem de ser indenizados, pois nao vao mais poder explorar a area, e quem paga a indenização? todos NÓS. Os ambientalistas q falam q a hidroeletrica é um meio de geração de energia limpa tem q apanhar.

    • O problema das desapropriações nem considero tão grave já que normalmente são áreas remotas de baixo valor que que acabam sendo compensadas pelo ganho na produção de energia e, em muitos casos, as margens das represas acabam sendo até pontos turísticos gerando renda.

      Já o problema ambiental é permanente e é um sistema em geral ineficiente para um país da dimensão do Brasil que precisa transmitir a energia por longas distâncias.

  12. Degas disse:

    Kosh, eu li tudo. Só não sei o que comentar.

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