Sabe de onde surgiu o logotipo da Ferrari, aquele cavalinho empinado? Pra buscar a origem deste símbolo, é preciso conhecer o aviador italiano da I Guerra Mundial, Francesco Baracca.

Francesco Baracca, herói italiano

Este piloto era um verdadeiro Ás, tendo participado de 63 combates aéreos e abatendo 34 aeronaves inimigas. Seu lema era: “Eu miro no avião e não no piloto”. E não eram só palavras bonitas: em mais de uma ocasião ele acertou a aeronave inimiga, incapacitando-a e vencendo o duelo, e então pousou seu avião para se certificar de que o piloto adversário estava bem. Se tudo estivesse bem, ele ainda o parabenizava pelo combate. E é por este motivo que ele não gostava dos avanços da indústria armamentícia, que tornava as batalhas mais cruéis.

baracca

 Sua morte, em missão de ataque às trincheiras austríacas é cercada de mistério: a versão mais aceita diz que ele foi abatido por fogo anti-aéreo, porém existem duas outras versões: uma defende que um piloto inimigo o derrubou e outra garante que, ao ter seu avião atingido, ele se matou em pleno voo, preferindo morrer do que ser feito prisioneiro.

 O Brasão de Baracca

O avião de Baracca e de sua esquadrilha apresentavam pintado na lateral o escudo que ele decidiu adotar: o  cavalinho empinado. Existem duas versões para ele ter utilizado este brasão.

 Uma versão diz que esta seria uma homenagem ao 2° Regimento da Cavalaria Real de Piemonte, em que ele serviu antes de tornar-se piloto. Outra versão remonta uma antiga tradição em que após cinco aviões abatidos o piloto ganhava o status de Ás e este podia adotar como seu brasão o símbolo do quinto inimigo derrubado. No caso de Baracca, este seria um piloto de Stuttgart, cidade alemã cujo brasão é um cavalo empinado muito semelhante ao que conhecemos da Ferrari.

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Na verdade, até a cor do cavalo é fruto de discussão. A versão mais corrente diz que em sua aeronave ele teria invertido as cores (principal e fundo) do Regimento, deixando o cavalo na cor vermelha. A cor negra do cavalo surgiria mais tarde, adotada pelos colegas de Baracca em sinal de luto pela sua morte (ou adotada apenas a partir de Enzo Ferrari como luto pela morte de todos pilotos da I Guerra, de acordo com a versão que você preferir).

Enzo Ferrari

Enzo Ferrari era um grande piloto de automobilismo e conheceu os pais do heroi da Grande Guerra em uma das suas corridas. Fez amizade com eles e acabou recebendo de presente da Condessa Paolina (mãe de Francesco Baracca), o símbolo do cavalinho usado por seu filho, sugerindo que para dar sorte ele colocasse em seu carro de corrida, um Alfa-Romeo.
Enzo Ferrari adotou o escudo, modificando apenas a cauda e a cor do fundo. O amarelo usado por ele representa sua cidade, Modena.
Quando saiu da Alfa e fundou sua própria escuderia, a Ferrari, levou o símbolo com ele. Mas engana-se quem pensa que ele adotou o escudo imediatamente.
Enzo Ferrari ganhou o cavalinho em 1923, passou a utilizá-lo na correspondência e documentos da sua empresa em 1929 e somente em 1932 colocou o símbolo em um carro de corrida. Esta corrida foi vencida pela Ferrari, confirmando o seu papel de amuleto da sorte previsto pela Condessa Paolina. A partir daí, o cavalinho não saiu mais dos carros da Ferrari.

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Fontes: Wiki sobre Francesco Baracca em italiano e em inglês, Modelfoxbrianza, Blog do Trois, Site da cidade de Stuttgart e do Museu Histórico de Cavalaria da Itália

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Comentários do Blog

1 Comentário

  1. Marc disse:

    Acrescente aí que a Ducati também usou por um tempo o cavallino ramapante, depois de um acordo com a Ferrari eles pararam de usar.

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