Depois de duas tentativas frustradas, em que as sessões estavam esgotadas, finalmente consegui assistir ao filme que se propõe ser algo como a “mãe de todos os filmes de catástrofe”: 2012.

Pessoas Morremposter-filme-2012-la

Pode parecer um comentário idiota, já que é óbvio que muitas pessoas morrem, afinal esse é um filme sobre o fim do mundo! Mas o que quero dizer é que a destruição não é mostrada limpinha, sem vítimas. Quando as cenas espetaculares das cidades sucumbindo são mostradas, você pode ver as luzes dos carros de polícia lááá embaixo, gente agarrada nos prédios tentando não cair e pessoas de todas as idades cercadas pela destruição, com seu destino selado. Personagens engraçados, nobres e egoístas morrem. Famílias inteiras são apagadas da existência.

Mas calma, esse ainda é um filme de Hollywood. Os principais heróis e os cachorrinhos ainda escapam com vida. E o verdadeiro amor continuando triunfando sobre tudo. A Propriedade pode ter sido destruída, mas a Família e a Tradição permanecem.

Destruição

Se você gosta de ver uma boa cena de destruição, você veio ao fim do mundo certo. O trailer não esconde nada: ondas gigantescas, terremotos fora da Escala Richter, vulcões titânicos lançando nuvens de poeira e detritos… e tudo muito bem executado. Como eu disse antes, nas cenas aéreas é interessante observar os detalhes: as explosões elétricas nas casas, os carros cercados nas super-vias ou sendo derrubados em um abismo infinito, junto com os prédios.

Um detalhe: um dos lugares mais seguros parecem ser as pistas de pouso: mesmo com tudo destruído em volta, elas são as últimas coisas a ruir, dando tempo para os aviões dos heróis pousar e decolar.

Mundo

poster-filme-2012-rioInteressante que, ao contrário da maioria dos filmes americanos, este não aborda apenas o fim dos EUA, mas o fim do mundo. Como no filme O Dia Depois de Amanhã (do mesmo diretor), alguns países pobres parecem se dar melhor que a maioria dos ricos. Poucos lugares, no entanto, escapam do massacre nas telas.

Como todos sabem, o Rio de Janeiro aparece no filme, com a estátua do Cristo Redentor sendo destruída. Mas não espere muito mais do que isso, a cena é curta. Interessante é que a cena é vista em um telejornal da CNN, citando que as imagens foram obtidas da emissora local, Globo News. Uma narração de um repórter brasileiro, bem canastrona, porém sem sotaque de gringo, pode ser ouvida.

Vaticano, Japão, América do Sul, Índia, o apocalipse é mostrado em todos esses lugares. Claro que a ênfase ainda é em Los Angeles, Havaí, Washington, Las Vegas, Parque Yellowstone… mas afinal o filme é americano. Se fosse brasileiro, com certeza iria mostrar mais o Rio, SP, Amazônia, Nordeste, etc. Se fosse europeu mostraria mais Londres, Paris e assim por diante.

Quanto aos personagens, saímos do esquema de mostrar todo americano como herói e todo “gringo” como vilão ou alívio cômico. O filme mostra atitudes nobres e atitudes egoístas de americanos e de estrangeiros. Até os chineses receberam sua cota de elogios. Aliás, alguns personagens mostram atitudes sensatas e altruístas e um pouco depois agem como perfeitos idiotas. Pra mim isso valoriza a obra, afinal as pessoas não são totalmente boas ou totalmente más o tempo todo.

Conclusão

Eu gostaria de comentar mais sobre o filme, algumas cenas em especial, mas fazer isso poderia gerar spoiler para muita gente e não gosto de fazer isso nas análises da coluna Eu Vi.

Posso resumir a crítica dessa forma: Se você gosta de cinema catástrofe, compre seu ingresso com antecedência e assista no cinema. O filme tem momentos bem engraçados, tem as mentiras e coincidências forçadas de praxe, ação, efeitos especiais e muita destruição. Pessoalmente, testemunhar essas mortes todas me deixaram com um certo nó, um gostinho amargo na boca, que perturbou um pouco a minha diversão. Vai ver eu estou sensível demais ou ficando velho, sei lá.

Mas sabe o que eu gostaria mesmo? É de ler um livro contando o que acontece depois do final: como a humanidade se reconstrói, conhecer o que sobrou do antigo mundo e imaginar como o novo se formará. Quais as dificuldades existentes e como as pessoas as enfrentarão.

Espera um pouco: eu acabo de assistir um cinemão pipoca e a primeira coisa que penso é na vontade de LER UM LIVRO com a continuação da história? É… devo estar ficando velho mesmo!

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3 Comentários

  1. rere disse:

    eu vi também \o/
    e as cenas do mundo sendo destruído compensam o filme ser cheio de clichês e tal

  2. Matheu Taylan disse:

    Como Salau disse a continuaçao vai chamar 2013,onde a cidade do rio é totalmente DESTRUIDA mesmo,e varias cidades sera reconstruidas

  3. Tonho, tu não vai precisar ler um livro, a série 2013 já está engatilhada para contar o que acontece depois do filme, aguarde, em breve em um torrent da vida.

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