Conheça os dirigíveis e zeppelins mais famosos do passado e do futuro, dos desenhos, filmes e seriados.

O dirigível é uma aeronave fascinante. Existe bem antes da invenção do avião, e mesmo hoje em dia, em pleno século XXI, ele ainda tem espaço, buscando novas funções e se reinventando.

Em homenagem aos zeppelins, blimps e dirigíveis em geral, compilei essa lista Top 10, que inclui aeronaves reais, que já voaram ou ainda voam, aeronaves conceito, que ainda estão na fase de projeto ou construção e, é claro, as versões fictícias, que só ganharam vida nos desenhos, filmes ou seriados de TV.

Ah, e antes que perguntem: sinto muito, fãs do Led Zeppelin, mas essa lista refere-se apenas às máquinas voadoras!

I – Dirigíveis Reais:

Hindenburg

Dirigivel Hindenburg

Esse é o dirigível mais famoso da História e, ironicamente, justamente aquele que ajudou a enterrar a era de ouro dos zepelins. Ele usava hidrogênio para flutuar, sua explosão no momento em que ia aterrissar em Nova Jersey matou em poucos segundos 13 dos 36 passageiros, 22 dos 61 tripulantes e mais um técnico de solo.

Algumas curiosidades sobre o Hinderburg retiradas da Wiki e desse site:

  • Ele foi criado para usar hélio, mais seguro que o hidrogênio, porém apenas os EUA possuíam reservas naturais desse gás, e eles haviam proibido as exportações.
  • Maior dirigível a história até 1937, quando explodiu, ele tinha 245 metros de comprimento, um pouco menor que o Couraçado Yamato (263m) e o Porta-Aviões Enterprise (342m), porém bem maior que o Boeing 747 (76,3m) ou o Airbus A380 (72,75m).
  • Antes de ser usado em vôos de passageiros, ele já era usado como veículo de propaganda nazista, voando baixo, tocando marchas em auto-falantes e jogando folhetos sobre as cidades.
  • Seu primeiro vôo comercial de passageiros foi para o Brasil, vindo ao Rio de Janeiro com escala em Recife. O maestro Villa-Lobos foi um dos passageiros do Hinderburg nessa rota, em 1936.
  • Foi realizado em 1975 um filme catástrofe, como era moda na época, sobre a explosão do Hinderburg, apresentando a teoria de sabotagem. Lembro que fiquei impressionado com o final, que mostrava imagens e narração reais da época e de ter ficado aliviado que o cachorrinho havia sobrevivido ao desastre.

Pax Rio

Dirigível da Polícia do Rio

Com câmeras de vigilância de alta tecnologia, capazes de identificar o rosto de uma pessoa a 15km de distância, esse dirigível de 40 metros de comprimento foi usado pelo governo da Benedita da Silva para auxiliar no combate aos traficantes do Rio de Janeiro. Além das missões policiais, como a que levou à captura do Elias Maluco, ele também foi utilizado em missões de outra natureza, como a busca por vazamento de óleo na Baía de Guanabara.

Ele não teve seu contrato renovado e deixou de ser usado graças à troca de governo, o que não é de se estranhar, uma vez que no Brasil é comum um político enterrar tudo que o seu antecessor fez, independente de ser benéfico para a população ou não. Leia mais sobre o Pax Rio, seus objetivos, as dificuldades e os sucessos no site Um Olho no Céu.

Acho que seria bem interessante a volta do Pax Rio, ainda mais considerando que o atual governador, visando combater a nova onda de arrastões de carros, ordenou vigilância com os 3 helicópteros da polícia, o que não deve ser nem um pouco barato. Além disso, recentemente, um helicóptero policial foi abatido por traficantes, causando a morte de seus ocupantes. Uma situação como essa não aconteceria com o dirigível, que além de poder voar mais alto, é capaz de receber diversos tiros e ainda conseguir voar em segurança de volta para sua área de pouso.

Dirigível da Goodyear

Dirigível da Goodyear

O Ventura, nome do atual modelo usado pela Goodyear, mede 55 metros e possui um gigantesco painel luminoso por onde exibe notícias e mensagens publicitárias. Se o Hindenburg é o dirigível mais famoso da História, o Ventura é o mais famoso da atualidade. Mas enquanto o alemão usava hidrogênio e tinha a estrutura rígida (por isso era chamado de Zepelin), este usa hélio e mantém sua forma devido à pressão (em inglês, esses dirigíveis são chamados de Blimp).

Ele é mais utilizado nos EUA, mas também tem presença em alguns eventos no Brasil. Leia mais sobre ele na Wiki e em seu site oficial. Este site também fala da empresa como um todo, mostrando não só a evolução dos dirigíveis, como do logo e outras curiosidades. Fala até dos pneus!

II – Dirigíveis Conceito:

Aeroscraft

super dirigivel hotel

Esse dirigível costuma ser comparado a um hotel aéreo ou aos navios transatlânticos.

Ele não é mais leve que o ar: além do hélio, que sustenta dois terços das suas 400 toneladas, utilizará 6 turbo-propulsores para decolar e aterrisar. Este gigante terá um corpo rígido e aerodinâmico, sendo ele todo uma espécie de asa cuja velocidade de deslocamento (cerca de 280 Km/h) proporciona o restante da sustentação necessária para voar.

Mesmo não sendo o maior de todos os tempos, é inegável sua imponência: 200 metros do comprimento, 74m de largura e 50m de altura, o equivalente a 2 campos de futebol com 15 andares de altura!

A propulsão será feita por motores elétricos abastecidos por células a hidrogênio. O silêncio será total, só o barulho do vento deve ser ouvido. O espaço interno será o de um verdadeiro hotel e não apenas o corredor apertado de um avião. A autonomia prevista é de quase 10 mil quilometros.

Uma versão de carga também é imaginada e seria muito útil, por exemplo, para levar enormes quantidades de mercadorias diretamente a grandes lojas ou depósitos.

Infelizmente, ele ainda não está pronto e apenas uma versão menor de 67 metros está em produção inicial. Quem quiser encomendar um pode ir no site do projetista. Ou se apenas ficou curioso e quer sonhar mais com esse Titã dos Ares, dê uma olhada nos sites Popsci e How Stuff Works.

Skyhook

Dirigivel de Carga

Este dirigível de 92 metros de comprimento está sendo projetado para transportar cargas pesadas a custo mais baixo e com uma facilidade operacional que dispensa a construção de grandes pistas de pouso. Dá pra imaginar que os militares também se interessaram nesse projeto.

O JHL-40 Jess Heavy Lifter (ou Skyhook HLV para o modelo final, que deve voar em 2014) está sendo desenvolvido em conjunto pela americana Boeing e pela canadense Skyhook International. Ele será capaz de transportar cargas de até 40 toneladas a uma distância máxima de 320km sem precisar reabastecer. Como comparação, o helicótero de carga Chinook leva no máximo 10 toneladas e mesmo o famoso avião Hercules C-130 leva 20 toneladas.

Além do gás hélio, ele vai usar 4 motores de helicóptero e por isso está sendo considerado por alguns como o “maior helicóptero do mundo”. Mas dá uma olhada nele e me diz se ele é um helicóptero ou um dirigivel?

Leia mais sobre o Skyhook no Defenseindustrydaily e no Eyefortransport.

III – Dirigíveis da Ficção:

Albatross

Albatross - dirigivel do Robur - o Conquistador

Aeronave comandada por Robur, o Conquistador, em um livro de ficção-científica do mestre Júlio Verne. No livro, o Albatross é mais um misto de navio com helicóptero, porém na versão filmada em 1961 (Master of the World), ele manteve os rotores ao mesmo tempo que ganhou ares de dirigível. O filme tem Vincent Price e Charles Bronson e foi bem fiel ao livro, embora sempre existam algumas modificações. Para quem assistiu o filme, é impossível pensar em um super dirigível conquistador do planeta sem lembrar do Albatross, uma espécie de Nautilus voador.

Dirigível do Doutor Terror

Dirigivel do Dr Terror

O Doutor Terror era o vilão do desenho animado Família Drácula (Drak Pack no original), e a bordo do seu Terrorgível tripulado pela Múmia, Sapão (mau Sapão, mau Sapão), Mosca e Vampira viviam trazendo encrenca para o trio de heróis, Drak, Frank e Lobão. Aliás, o carro deles também era muito legal, viajando por terra, água e ar. Leia mais sobre essa animação dos anos 80 aqui e veja a abertura do desenho no you tube. Nostalgia pura!

Dirigivel do Peter Potamus

Dirigível Hanna Barbera

Nesse desenho da Hannah-Barbera, o hipopótamo Peter Potamus e seu assistente Tico Mico voavam em um pequeno dirigível que é capaz de viajar no tempo. Essa aeronave não era bonita, grande ou bem equipada e sequer tinha nome… mas era uma máquina do tempo! Tinha que constar da lista. Além do mais, mesmo achando essa dupla de protagonistas bem chatinha, reconheço que o desenho é bem conhecido da galera mais antiga.

Grump, o Feiticeiro Trapalhão

Here Comes the Grump

Esse dirigível tinha um visual bem peculiar: meio carro, meio dirigível, e com certo um ar vitoriano. Se colocasse um motor a vapor no “carro” seria um belo exemplar de steampunk.

Esse desenho (Here Comes the Grump, no original) era meio doido, propositalmente tosco-psicodélico. O vilão vivia sendo tostado por seu atrapalhado dragão alérgico e os heróis tinham uma espécie de cachorro que destacava o nariz para farejar, entre outros truques inusitados. Outra curiosidade: o nome do desenho fazia alusão ao vilão e não ao grupo de heróis.

Sportacus – Lazy Town

Para se locomover esse dirigível precisa ser pedalado, mas pela velocidade que ele atinge imagino que exista algum sistema que multiplica exponencialmente a força e velocidade aplicada nos pedais. Ele dispõe de duas “naves auxiliares”: um patinete voador movido a “step” e uma pequena nave que também precisa ser pedalada. No entanto, essas duas naves auxiliares podem ser controladas a distância, portanto devem dispor de alguma bateria que armazena energia.

O interior do zeppelin de Sportacus é todo branco e aparentemente possui apenas o console de direção. Mas tudo está embutido nas paredes e pode ser ativado por controle de voz ou tocando em painéis ocultos, que fazem aparecer cama, geladeira, equipamentos eletrônicos e muito material esportivo.

A propósito, Lazy Town é produzido na Islândia! Isso explica porque a cidade fica no meio do gelo e o herói usa uma roupa de esquiador azul e branco. Sportacus é interpretado por Magnús Scheving, dono da Lazy Town Entertainment, que além desse seriado produz livros, games, videos e material esportivo. Embora tenha nascido em 1964 ele já tem 2 netos. Isso mesmo, o cara dando aqueles saltos e giros impressionantes já é vovô. Ele começou a trabalhar aos 5 anos de idade e aos 20 fez uma aposta com um amigo: cada um escolheria um esporte que o outro deveria se tornar mestre em apenas 3 anos. Ele escolheu sinuca para o amigo (que virou campeão finlandês) e o amigo escolheu aeróbica para Magnús. Magnús ganhou a aposta e tornou-se bi-campeão europeu de aeróbica.

Como última curiosidade vale a pena ler sobre Vila Moleza, a tradução para português de Portugal (eu acho que eles fizeram muito bem em traduzir os nomes. Fizeram o mesmo com os Backyardigans ou o Jardim dos Amigos).

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