Review de Velozes e Furiosos 5, com minha opinião e crítica sobre essa produção americana que se passa no Rio de Janeiro

poster velozes e furiosos 5Confesso que eu estava com o pé atrás quando decidi assistir Fast Five. Não sou especialmente fã dessa série ou de filmes do gênero Graxa-NO2, e o ingresso hoje em dia não está nada barato.

Duas coisas me levaram ao cinema: (1) Acredito que este tipo de filme fique bem melhor se vistos na tela grande com som estupidorround, e (2) como carioca, estava muito curioso para saber como minha cidade e meu país foram retratados neste mini blockbuster hollywoodiano.

Como filme em si, Velozes 5 foi bem feliz e acredito que irá agradar aos fãs da série e aos não iniciados: Personagens das edições anteriores são chamados para participar de um roubo que parece impossível de executar. A aparição dos rostos conhecidos fortalece o universo da série cinematográfica, juntamente com elementos pessoais do personagem de Vin Diesel (a cena após os créditos é importante). E para quem não viu e nem quer saber do resto da série, o planejamento e execução do roubo conseguem prender o interesse. E, felizmente, não há uma glorificação do banditismo: eles irão roubar de um chefão do crime e com a grana pretendem finalmente levar vidas honestas. Ladrão que rouba ladrão…

Na minha percepção, o filme investiu mais na história do que no desfile de carrões (até porque o filme se passa no Rio e não São Paulo, onde existem muito mais carros caríssimos circulando), mas não se engane: é um filme de ação, portanto ainda tem perseguições de carro suficientes para agradar quem quer ouvir o ronco de motores.

Quanto ao retrato que fazem do Rio e do Brasil, não entendi quando algumas pessoas reclamaram, dizendo que ele denegria nossa imagem. Porque mostra a existência de polícia corrupta? Isso é mentira?! E quando Tropa de Elite 1 e 2 mostraram esse problema, foi algo genial, mas quando um filme norte-americano também mostra , ele está nos denegrindo?

Se esse filme faz alguma coisa por nossa imagem é melhorar, afinal mostra belas viaturas possantes, um batalhão da PM ultramoderno, com segurança máxima e organização de dar inveja, além de um bom número de funcionários bilíngües. Além disso, algumas das cenas rodadas em Porto Rico mostram avenidas modernas, bonitas e arrumadas, que eu bem que gostaria que fossem aqui.

Eles fizeram um bom trabalho de reconstituição da cidade e é interessante tentar adivinhar quais cenas externas foram rodadas aqui e quais foram em Porto Rico. Orelhões da Oi são destruídos a vontade, cervejas Brahma e Antártica são consumidas com biscoitinho Piraquê, e algumas pessoas da favela usam camisa de camelô do Brasil e do Flamengo (a cara de chicano é que os denuncia). Os nomes das ruas citados ou que aparecem nos monitores em português são verdadeiros, os uniformes da PM e as pinturas das viaturas da PM, Policia Civil e Rodoviária Federal estão perfeitos. E o The Rock interpreta uma espécie de Capitão Nascimento gringo que vêm caçar o Vin Diesel aqui, apoiado por sua  tropa de elite e por uma oficial da PM brasileira.

Existem alguns erros? Claro. Mas é um filme. E se o brasileiro Carlos Saldanha, diretor da animação Rio, não conseguiu evitar alguns erros e estereótipos, porque devemos ser mais duros ainda aqui, cobrando perfeição documental de Velozes e Furiosos 5, um filme de entretenimento?

Enfim, resumindo este review e minha opinião sobre o filme em apenas 3 palavras, posso dizer: Vale o ingresso.

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1 Comentário

  1. […] eu comentei sobre o filme Velozes e Furiosos 5, eu falei que não tinha muita expectativa sobre ele. Mas pelo menos tinha a curiosidade de ver o […]

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