Review do filme: Mais uma crítica de cinema para vocês, agora sobre o novo filme dos super-heróis mutantes da Marvel, os X-Men

x-men first class

Quando eu comentei sobre o filme Velozes e Furiosos 5, eu falei que não tinha muita expectativa sobre ele. Mas pelo menos tinha a curiosidade de ver o Rio de Janeiro retratado pelo cinemão americano. Mas no caso desse prólogo (prequel, em português) de X-Men eu não tinha absolutamente nenhuma expectativa. Não por não gostar de filmes de super-herói ou antipatizar com os mutantes. Pelo contrário. O problema é que depois do filme X-Men 3, que achei bem fraco, ficou difícil esperar algum filmaço dessa franquia. Tudo bem que Wolverine: Origens foi legal, mas ainda assim, como vão ter vários filmes de origens, ficou parecendo apenas mais um caça-níquel do que uma produção cuidadosa e que respeitasse os fãs.

Nada poderia estar mais longe da verdade. O filme é muito bom! Com algumas cenas ambientadas nos anos 40, mas a maior parte nos anos 60, em plena Guerra Fria, existe um certo ar retrô que em alguns momentos lembram os velhos filmes de James Bond. O filme mostra mutantes conhecidos e desconhecidos (pelo menos pra mim), origens de personagens, nomes e equipamentos. Não falta ação, como poderia ser a um filme do gênero, mas também tem piadas e momentos dramáticos, tudo muito bem dosado. Uma pequena e inesperada participação de Wolverine fez o cinema inteiro gargalhar.

Mas vamos ao que interessa: por que eu gostei tanto desse filme, possivelmente até mais do que o primeiro? Porque mostra bem a relação entre Charles Xavier e Erik “Magneto”, sua amizade, sua luta juntos e seu desentedimento. A visão de cada um sobre o mesmo problema: como seres humanos e mutantes podem conviver nesse planeta? A linha entre vilão e herói nunca foi tão tênue. Talvez se Xavier tivesse sido preso pelos nazistas e Erik vivesse confortavelmente numa mansão longe da guerra, os papéis estariam trocados. Confesso que no começo senti a falta dos atores mais velhos (Patrick Stewart e Ian McKellen), mas logo a dupla atual mostrou que tem força suficiente para convencer.

O que me faz gostar dos X-Men, e acredito que serve de apelo para um público maior, que não costuma gostar de super-heróis é o debate sobre preconceito/tolerância, vergonha/orgulho, discriminação/respeito, convivência/violência, igualdade/superioridade, extinção/sobrevivência,  e outros temas bem reais como medo, bullying, tortura, morte e vingança. Os X-Men são os quadrinhos de super-heróis mais relevantes nesse sentido, ao discutir, sob o manto dos mutantes, como nós tratamos homossexuais, negros, mulheres, gordos ou qualquer outro grupo que deseja ser apenas tratado como o que são: pessoas iguais a todos nós, com os mesmos direitos e deveres, sem que sua diferença seja motivo para tratamento diferenciado ou mesmo como algo que mereça ser discutido.

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Dois fan-posters, feitos por pixelscorched e rocketraygun.

charles xavier

Magneto

PS: Pra ser perfeito, só faltou uma coisa pro filme: a famosa musiquinha do desenho animado!

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