Não tenho vergonha de dizer que curto assistir desenho animado. Quem ainda pensa que desenhos e quadrinhos são “coisas de criança”, é hora de acordar. Isso não é verdade há muito tempo, se é que algum dia foi.

Sendo homem, no entanto, eu não assistia diversos desenhos por considerá-los “coisas de menina”. Hoje, como pai de uma menininha linda, inteligente e charmosa (chega, pai babão!), descubro que o mundo é outro. Assim como curtir super-heróis e figurinhas com morcegos e caveiras não são exclusividade dos meninos, os produtos fofuchos também tem atrativos pro público em geral, sejam meninos ou adultos.

Foi assim, na condição de pai que assiste aos programas com sua filha, que virei conhecedor dos programas infantis modernos que passam em canais como Disney Junior (antes chamado de Playhouse), Discovery Kids, Nickelodeon e outros.

Não gosto de comparar os desenhos atuais com os antigos. Embora eu não seja um assassino psicopata por ter crescido assistindo a desenhos recheados de violência como Pica-Pau, Tom & Jerry e etc., o mundo não é exatamente um mar de tranqüilidade, com bullying, preconceito, brigas gratuitas e bárbaras. Claro que os desenhos não são responsáveis diretamente por isso, mas ajudam a ver a violência como algo normal, desde cedo. Assim, fico contente que tenhamos centenas de opções de entretenimento de qualidade sem violência. Se não ajudar a construir um mundo melhor, com certeza mal não fará. Parafraseando John Lennon, porque não dar uma chance à paz, começando com os passatempos infantis? Além disso, não se trata de defender censura ou proibição das animações tradicionais, mas de termos escolha. Agora nós, pais, temos mais alternativas e podemos disponibilizar aos nossos filhos um entretenimento que se encaixe melhor nos valores que queremos reforçar e à faixa etária que ela se encontra.

Nos canais infantis mencionados, eu conheci coisas que dava vontade de matar ou de morrer, como o dinossauro Barney. Babei de inveja dos programas de arte, como Art Attack ou Mr. Maker, me perguntando se alguém consegue fazer as atividades propostas ali. Talvez algum professor de arte ou uma pessoa bem paciente e habilidosa. Assisti programas curiosos como Agente Urso, uma paródia de James Bond em que um urso atrapalhado ensina coisas simples do dia a dia, enquanto cumpre suas missões em “3 etapas”. Ou Lazy Town, uma mistura de atores com fantoches que habitam uma cidadezinha protegida pelo herói Sportacus, interpretado por  um quarentão campeão de aeróbica na vida real.

Mas o que motivou esse texto, como eu mencionei no início, foram desenhos que eu jamais assistiria normalmente, porém hoje me pego vendo mesmo depois que minha filha dormiu. São alguns que tem aquela qualidade de podermos ver várias vezes sem enjoar. E que recebem o rótulo injusto de “desenho de menininha”, mas na verdade agradam a todos. Quais são eles, você pergunta? Pra isso terá que esperar o próximo post! Até lá.

personagens de menina

Dica: não adianta procurar entre os personagens acima, embora Sailor Moon fosse bem legal.

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  1. […] eu escrevi sobre como sempre acreditei que desenhos animados não são apenas para crianças. Felizmente, essa batalha já está ganha: ninguém tem vergonha de dizer que curtiu um desenho da […]

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