I – Rosana e Estela

Richard e Lyvia eram um casal como outro qualquer. Ele era bombeiro e ela… Bom, ela se passava por cigana e arrecadava um dinheiro. A vida deles se resumia apenas em ganhar dinheiro, não importava como fosse. Richard também possuía outro trabalho que procurava manter escondido de sua mulher. Os vizinhos mal suspeitavam que aquele casal do oitavo andar de um prédio de classe media baixa da Tijuca fossem tão opostos.

Lyvia tinha muitas amigas, sendo que algumas delas sempre se  metiam em várias encrencas e sempre recorriam a ela para livrar suas caras. Certa noite, uma delas telefonou para sua casa. A cobrar.

– Alo? – perguntou Lyvia.
– Oi, Lyvia, tudo bem?
– Oi, Estela, tudo! E você?
– Amiga, precisamos de sua ajuda…
– De novo não… – murmurou Lyvia.
– A Rosana bebeu demais e não tá passando bem. Eu tô tentando chamar um táxi, mas meu celular esta sem crédito. Aí pensamos em você.
– Que ótimo. – Lyvia murmurou num tom irônico.
– Amiga, estou com medo de deixar a Rosana aqui sozinha neste estado. Você poderia buscar a gente aqui?
– Sim, aonde é?
– Fica na Rua Bonfim de Carvalho, não tem como errar, é uma boate só para mulheres.

Lyvia pegou sua bolsa e chamou um táxi. Durante o caminho ela apenas pensava na reação do marido quando soubesse que ela tinha ido numa boate para mulheres.

Finalmente, quando chegou, Lyvia telefonou mais uma vez para Estela, pois não conseguia encontrar as duas encrenqueiras do lado de fora.

– Estela, aonde você está? – perguntou Lyvia.
– Estamos aqui dentro, amiga. – respondeu Estela.
– Ainda estão ai? Por que não me esperaram aqui fora?
– é porque a Rosana vomitou de novo.
– Mas você deu bebida para ela?
– Não, ela mesma bebeu!
– E por que você deixou?
– Porque ela tava pagando para mim também.
– Tudo bem. – Lyvia já estava ficando irritada – Fiquem onde estão, eu vou entrar aí e vou tirar vocês daí. Não se movam que logo vou achar vocês.

Lyvia convenceu o segurança a entrar. Ela não conseguia mais ouvir no celular, o som ensurdecedor do local impedia Lyvia de manter contato com suas amigas. Enquanto procurava, ela passou próximo ao palco e viu um homem musculoso, com apenas uma sunga bem fininha rebolando num poste para as mulheres que o ovacionavam. Ele também estava coberto por uma mascara que encobria seu rosto.

Lyvia não conseguia parar de olhar, ela tinha a sensação que já tinha o visto. De uma forma sensual, o homem aos poucos ameaçava tirar sua sunga. Logo depois, ele repetia os mesmos gestos porém, ameaçando retirar sua máscara. Ela, enquanto via, apenas murmurava:

– Nossa esse cara é muito parecido com o… RICHARD! – gritou.

Ela não podia acreditar que aquele homem era seu marido.  Com o grito, todos os olhares que ali estavam se voltaram para ela, inclusive o de Richard. A reação dela foi sair de “porta a fora” e, logo atrás, seu marido, com uma sunguinha, corria para alcançá-la. Os dois estavam do lado de fora da boate quando ele conseguiu agarrá-la pelo braço.

– Me solta! – Gritou Lyvia, evitando ser agarrada.
– Lyvia, me escuta. – Disse Richard, tentando acalmar os nervos de sua mulher.
– O que foi aquilo que eu vi? Você anda fazendo este tipo de trabalho? E eu ainda acreditei que você tinha que ficar trabalhando até mais tarde todos os dias… – ela começava a bater nele – e você fazia isto?
– Lyvia, qual é o nosso lema? Esqueceu? Nós precisamos ter dinheiro e não importa como arrecadamos.
– E por que você nunca me contou?
– Eu não achei que você ia compreender…
– Compreender? Você acha que eu sou tão burra assim?
– Não é isso! Você poderia achar que estivesse te traindo, mas isto não é traição, é só uma forma de ganhar dinheiro.
– Tudo bem, eu sei que essa é uma forma de ganhar dinheiro, mas você devia ter me contado! – Lyvia começava a chorar.

Ele não disse mais nada, apenas a viu pegar o primeiro táxi que viu e voltou para casa. Richard não tinha mais vontade de fazer show naquela noite. Enquanto voltava para pegar suas coisas e ir embora, Estela e Rosana, que estava apoiada no ombro da amiga, tinham acabado de assistir a cena e estavam com os olhos arregalados.

– É você, Richard? Você trabalha aqui? – Perguntou Rosana, embriagada.
– O que vocês querem? Graças a vocês eu estou nessa situação agora.
– Vem cá, -indagou Rosana novamente, – você gosta do seu emprego da manhã ou da noite?
– O que importa?
– Eu só queria saber se você gosta mais de pegar na mangueira ou de rebolar no cano…- disse Rosana, num tom bastante irônico.

II – Nayquin Ho-au

Apesar do que ocorreu naquela noite, na manhã do dia seguinte Lyvia estava mais calma e resolveu conversar com seu marido, que dormiu no sofá da sala. Ela perdoou o marido, mas ainda não tinha engolido o que ele tinha feito. Eles tomaram café da manhã e, depois, foram cada um para o seu trabalho.

Na sala onde atendia seus clientes, Lyvia recebeu um empresario chinês que veio ao Brasil para fechar um negocio com uma empresa tupiniquim. Mas ele foi enganado e roubaram tudo o que ele tinha. As únicas coisas que restaram para sobreviver foram alguns trocados e o seu português macarrônico.

Pol favol, dona… Lyvlia?
– É Lyvia. O que o senhor… Nayquin Ho-au deseja?
Pedli tudo que tinha, tudo mesmo. Quelo saber o que posso fazle pla voltar a ser rico como ela antes.
– Você precisa… Bem, encontrar aquilo que você não viu ainda.
– Mas o que tenho que encontlar?
– Aquilo…
– Aquilo o quê?
– Que você não viu ainda.
– Não estou entendendo.
– Veja, o Brasil tem um monte de oportunidades para quem quer trabalhar. Se você virar a esquina vai achar o que precisa.
Vilar a o que?
– ES-QUI-NA… – ela fez um gesto com a mão e depois apontou para o local.

Seis meses depois, Nayquin volta a sala de Lyvia parecendo outra pessoa.
– Olá, como você vai? – Ele cumprimentou-a.
Lyvia demorou uns instantes para reconhecer que aquele era o mesmo empresário falido que tinha pedido conselho a ela.
– Oi. Nossa, como você esta tão… diferente! – disse Lyvia impressionada.
– Pois é, você tinha razão! Confesso que não tinha entendido muito bem o que você tinha me dito, mas assim que sai tudo fez sentido.

Lyvia não podia acreditar como suas mentiras conseguiram fazer o chinês subir de vida.
– Eu estava caminhando pela calçada – Nayquin contava empolgadamente sua historia – quando virei a esquina e ali eu me deparei com uma pessoa.
– Ah, que lindo, foi assim que vocês se conheceram?
– Sim, ela estava perto do sinal. Por onde passava, as pessoas ficavam impressionadas. Não conseguia tirar meus olhos da minha querida criança…
– Qual o nome dela?
– Jonathan.
– Nossa, que nome estranho para uma mulher.
– O quê? Ah, não é isso que você está pensando. – Falou Nayquin rindo. – Ele é uma criança, um menino de rua, mas que tinha um grande talento. Eu me tornei seu empresário e o inscrevi em diversos concursos de jovens talentos e adivinha quem foi o vencedor de todos eles?
– O garoto.
– Isso mesmo! Mas depois eu descobri que o Brasil esta cheio de oportunidades. Em quase todos os sinais de trânsito em que parava, via muitas crianças, que mesmo sem ter o que vestir faziam verdadeiros espetáculos no trânsito. Então reuni estas crianças e fundei uma empresa de circo, para que pudessem aproveitar os seus talentos e ainda terem um lar. Assim, fazemos shows pelo Brasil inteiro, que se tornam um atrativo e um sonho para todas as crianças.
– Err… – Lyvia estava sem graça – Bonita sua história…
– Sim, eu virei um pai para eles , mas ainda sim eles precisam também de uma mãe.

O chinês estava retirando algo maior que o próprio bolso para dar a Lyvia.
– Lyvia, quer se casar comigo?
– O… o… quê? – Lyva ficou surpresa.
– Sem você eu não seria rico, e minhas crianças precisam de uma mulher que as adore.
– Eu… eu… não sei nem o que dizer.

III – Bilhetes

Lyvia pensou demais, pois mesmo precisando de dinheiro, ela ainda era casada. Naquele mesmo dia, quando Richard chegou em casa, ele viu um bilhete na sala escrito: “Vá para o quarto”. Não pensou duas vezes e foi, mas não tinha ninguém. Richard achou que ela estivesse o esperando, mas o que ele encontrou foi outro bilhete escrito: “Abra o guarda-roupa”. Da porta, foi ao guarda-roupa, pensando que surpresa ela teria colocado para ele ali dentro, mas, pelo contrário: as lingeries, calcinhas, vestidos e todas as roupas da Lyvia não estavam mais ali. Encontrou mais um envelope. Ele abriu e viu que havia um pedido de divórcio e uma carta, escrita à mão por Lyvia:

– “Richard, não dá mais. Todos os momentos que compartilhamos não foram em vão. Tivemos bons momentos que nem mesmo a nossa situação financeira pôde abalar. Também tivemos momentos péssimos que tento esquecer, mas quando fico perto de você essas tentativas são jogadas fora. Achei outra pessoa que me reconhece e me trata com respeito. Estou cansada de viver nesta vida de mentiras e fingir que nada aconteceu. Richard, deixei mil reais perto do seu barril de cerveja, para ter certeza que fosse ver caso não lesse os meus recados. Enfim, espero que seja feliz e que todas as más recordações estejam enterradas debaixo da terra até o final de nossas vidas.”

Richard não conseguia acreditar que tinha sido trocado. A atitude de Lyvia não era inesperada, as crises vinham se repetindo com frequência, mas Richard não aceitava que isso podia se dar de forma tão rápida.

IV – O Casamento

Os preparativos para o casamento eram o principal assunto na casa de Nayquin durante dois meses. Para comemorar a sua “volta por cima”, ele queria que a festa, depois do altar, fosse a melhor de todas. De início, ele procurou colocar a decoração no estilo brasileiro, com faixas em verde-amarelo, e músicas como samba e funk para a festa. Mas conforme a data do matrimônio se aproximava, ele também queria tornar a festa mais parecida com os costumes da sua terra. Ho-au  mandou enfeitar as mesas com zhezhi (origamis chineses), colocou luminárias chinesas em todos os lugares por onde os convidados passariam e encomendou uma centena de fogos de artifício.

No dia do tão esperado momento da vida de Lyvia e Nayquin, ainda havia muito a se fazer. Os últimos objetos de decoração relacionados a cultura chinesa ainda estavam para chegar. Os funcionários do evento, enquanto esperavam o carro da noiva chegar à Igreja, levavam os fogos de artifício para a área aberta onde ocorreria a festa.

Neste mesmo instante, o grupo de crianças fazia uma breve apresentação em homenagem a seu pai adotivo, Ho-au. Eles estavam mostrando a habilidade que tinham com fogo, engolindo-o e depois cuspindo-o. Uma das crianças não viu um funcionário que passava próximo e o fogo atingiu os fogos de artifício. Todos começaram a correr e os fogos, sem destino, acertaram parte da Igreja e, principalmente, o salão de festas que ficava ao lado. Imediatamente, os bombeiros foram acionados. No grupo que iria apagar as chamas estava Richard.

Chegando no local, os bombeiros acionaram a mangueira que apagava aos poucos o fogo descoordenado, mas dentro do salão, ainda haviam três meninas, filhas de Ho-au. Richard não teve medo e, com coragem, passou pelos escombros, seguindo a voz das crianças. Alguns minutos depois, ele saiu com elas: duas cobertas por um cobertor e a outra adormecida nos braços de Richard. Ele as levou para a equipe médica. Estava exausto, mal conseguia respirar e já tinha sido agradecido por Nayquin, que ainda estava em estado de pânico.

Sentado e respirando aliviadamente, Richard acompanhou a chegada de um carro luxuoso e de dentro dele saiu uma noiva cujo o rosto, pensava ele, era parecido com o de… Lyvia!

Assim que ela saiu, os dois se olharam por alguns instantes, um para o outro. Nayquin foi direto abraçar Lyvia, chorando aos prantos preocupado com as suas crianças. Depois, ela foi para dentro do salão ver o que tinha sobrado dos destroços da festa. Na mesma hora Richard chegava devagar, sem que Lyvia percebesse.

– Quem diria que estaríamos vendo um a cara do outro novamente. – Disse ele.
– Richard? – disse Lyvia espantada – Que susto, o que veio fazer aqui? Pode se retirar. O seu trabalho já acabou por hoje.
– Negativo, eu ainda tenho que fazer o boletim de ocorrência do prejuízo causado pelo fogo.
– Pois então faça só o seu trabalho e me deixe sozinha.
– Não sem antes fazer algumas perguntas.
– Não tenho nada para te responder.
– Vai me dizer que aquele japa que te abraçou era o seu noivo?
– Ele não é “japa”, ele é chinês!
– Ah, tanto faz…
– E além disso, ele tem nome, se chama Nayquin Ho-au.
– Que seja, Lyvia, só quero saber se você está com ele só por causa da grana.
– Não estou com ele pelo dinheiro. Ele não é bruto e grosso como você, além disso ele nunca me esconderia qualquer segredo. Ele também me trata como uma mulher.
– “Te trata como mulher”? Eu nunca te tratei como uma vadia, e, sinceramente, por que o senhor “Xing-Ping-Ling” não está com você aqui neste exato momento? Confessa, ele da mais valor para as crianças do que para você.
– Mentira, ele ama as crianças, mas também sei que me ama. Além disso, ele tem condições de fazer um dos maiores casamentos do mundo.
– Só quero saber como vai ter casamento se o seu estado civil ainda é de casada?
– Você não assinou?! Eu deixei o papel do pedido de divórcio dentro de um envelope e ainda deixei mais mil reais pensando que você fosse assinar.
– Eu juro que eu tentei, mas não consegui. Lyvia, eu te amo! Eu tentei te esquecer, eu nem tive coragem sequer de encostar naquele dinheiro. Lyvia – Richard estava diminuindo o tom – por que você fez isso? Por que me deixou?
– Eu já te expliquei, Richard. Não era o dinheiro, você tinha me escondido algo muito sério. Fiquei pensando se as pessoas soubessem de tudo aquilo. Meu rosto nunca seria exposto na rua.
– Eu nunca te julguei por ter aquele emprego, nunca me importei se você ficaria reconhecida para sempre como uma cigana, eu queria estar perto de você.
– Mas como posso confiar novamente em você? Como posso saber que você não tem nenhum outro segredo?
– Olha, você quer viver uma vida de verdades? Então vai lá. Mas olha só, aposto que você deve tê-lo conhecido naquele seu antigo consultório, em que você se fingia de algo que não era. Se você está com ele, que não seja para enganá-lo, simplesmente quero que você se case com ele sendo que o “japa” saiba quem você realmente é.

Aos poucos, Richard foi se afastando de Lyvia, indo para outro canto do salão. Logo depois, ela escuta uma voz chamando-a.
– Lyvia! – gritava Nayquin do lado de fora do salão – Vem logo, quero te contar uma coisa.
Ela saiu correndo, arrastando o vestido, para ouvir o que seu noivo tinha a dizer.
– Vai ter casamento, meu amor – disse Ho-au – A Igreja está praticamente intacta, a parte de dentro esta impecável. Ainda podemos nos casar!
– Mas amor – disse Lyvia com um pouco de tontura – O que vamos fazer com os convidados? Seus parentes da China vieram de tão longe para não ter festa?
– Eu acabei de falar com o meu agente e ele já alugou um outro salão. Ele me disse que a decoração já esta no estilo chinês e dizem que serve “bob de camalão”… – Riu. – Não sei se pronunciei certo esta palavra. Só me preocupo com os nossos filhos, porque não sei o que eles gostam de comer. E ainda vamos sair mais cedo para visitar a Aline, que foi carregada por aquele bombeiro, e está lá no hospital. Ah, ainda preciso saber se no salão tem um palco para as crianças terminarem a apresentação delas que foi interrompida. E também…
– Nayquin – interrompeu Lyvia – não vai ter mais casamento!
– Como assim? Você não gosta daquele salão? Quer que eu troque? Eu peco para um dos meus agentes arrumar outro lugar, isto não é problema.
– Nayquin, o problema não é com você, não é com o local e tampouco com as crianças, é comigo.
– Mas o que houve?
– Eu não quero te enganar meu querido. Eu não sou quem você pensa que sou. Eu sou uma farsa, eu não sei prever o futuro! Eu ganhava dinheiro fazendo as pessoas acreditarem que eu via o futuro delas. Foi muita coincidência você ter conseguido dar a volta por cima.
– Por que você veio me contar isso agora?
– Estava com medo de te ferir, você estava tão feliz que se eu dissesse “não” você ficaria triste. Além disso, eu não sabia do verdadeiro amor que eu tinha do meu lado – Lyvia olhou para Richard, que estava próximo do local – A força do que você sente pelas crianças, eu sinto por aquele homem.
– Bom… – disse Ho-au e depois deu um longo  suspiro – poxa, que pena não ter mais casamento…
– Hum… acho que vai ter sim – disse Lyvia pegando no telefone – Ho-au, é só esperar que elas já estão chegando.
– Elas quem?
Alguns minutos depois, duas mulheres aparecem, vindas do meio dos convidados, querendo saber por que foram chamadas.
– Lyvia, tudo bem?
– Ho-au, essas duas são Rosana e Estela, minhas amigas. Tomara que vocês se deem muito bem. Acho que seria um desperdício você aproveitar a festa sozinho. Bom, vou ter que ir, gente, meu amor está me esperando. Tchau!

V – De Volta

Depois, em sua velha casa, Richard e Lyvia estavam tendo uma longa conversa.
– Posso te afirmar com toda  certeza que não tenho mais nenhum trabalho que você não saiba.
– Nenhum mesmo?
– Digo, teve só um que fiz durante estes últimos dois meses. Eu não queria te contar, mas como você é minha mulher, eu vou te dizer. É sobre uma marca de camisinha em que eu era o garoto propaganda.
– Então, diga tudo!
– Bem…

Cinco horas depois, Richard estava no bar.
– Meu amigo, já é de madrugada, chega de beber e vai para casa dormir.
–  Eu até que gostaria… – soluçou – Mas nem na sala tô podendo ficar hoje!

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