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Cada dia mais na moda, depois do sucesso adolescente da franchising Crepúsculo, outra produção norte-americana sobre vampiros chega às telinhas. Sempre fascinantes e em seu âmago, envolvendo muitas questões relativas à sensualidade e sexualidade, a mais nova pedida é a série Drácula, estrelada pelo ator irlandês Jonathan Rhys Meyers.

Muito conhecido por diversos trabalhos em séries históricas e por filmes como Match Point, de Woody Allen. Meyers faz muito sucesso com o público feminino.  Ele enfrentou sérios problemas pessoais por causa de sua adição ao álcool e outras drogas, mas teve uma segunda chance com o novo programa, apesar de um contrato cheio de cláusulas que envolviam sua assiduidade nas gravações.

Tal como acontece com o poker, muitas pessoas acreditam que séries que envolvam vampiros, tratem o assunto como uma coisa só, apenas um tipo de abordagem. Existem diversas modalidades no jogo de poker – a mais famosa é o Texas Hold’em, popularizada por artistas como Bryan Cramston, astro de Breaking Bad, ou desportistas como Ronaldo e Rafael Nadal – e o mesmo acontece com os sanguessugas.

Nas series que estão no ar, encontra-se uma diversidade sobre o tema. Há vampiros para todos os gostos, desde os adolescentes de The Vampire Diaries, aos extremamente sexuais e violentos de True Blood à sensualidade latente de Drácula. Os fãs de terror podem ficar um pouco decepcionados com o vampirão, dificilmente sentirão medo, apesar de poucas cenas violentas.

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O Drácula de Meyers remete ao livro de Bram Stoker, onde o romance entre o vampiro-chefe e uma suposta reencarnação de seu grande amor do passado – Mina, morta em traição, por amor a ele – que aparece reencarnada numa bela jovem londrina, vivida pela atriz australiana Jéssica de Gouw. Sua amada percorre uma Londres vitoriana com postura socialmente avançada para a época.

Diversos personagens fundamentais do livro estão presentes, a amiga íntima, indigna de confiança, Lucy (Katie McGrath); o noivo Jonathan (Oliver Jackson-Cohen) e o quase onipresente Van Helsing (Thomas Kretschmann). Elementos novos foram acrescidos, como uma sensual e independente caçadora de vampiros, Lady Jane Wetherby (Victoria Smurfit), que vive um tórrido caso de amor e sexo com um dos personagens principais, em armadilha montada por ele.

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Outro elemento inovador é a postura empresarial do agora “americano” Alexander Greyson, enfrentando a sociedade preconceituosa da City, que o vê tentar implementar um sistema que pode arruinar o mercado de derivados do petróleo, monopolizado apenas por eles. Há diversos elementos modernizadores à história, além da eterna luta entre a sombra e a luz.

Um outro diferencial é o fato de o vampiro conseguir conviver com os humanos durante o dia, a partir de determinado momento da série, que não vale a pena ser explicada aqui para não causar desconforto entre os que ainda não assistiram. É mais uma inovação colocada pelo criador Daniel Knauf, responsável também pelo sucesso Carnivale‎, da HBO.

Drácula está sendo produzida numa não tão comum coprodução entre EUA e Inglaterra e teve 10 episódios inicias realizados, faltando apenas o que finalizará a primeira temporada ir ao ar, na sexta feira próxima. Ainda não há noticias sobre sua renovação, mas o sucesso conquistado promete uma longa duração à série.

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As primeiras filmagens aconteceram em Budapeste, na Hungria, com diretores de episódios de Dexter, Law &Order, Downton Abbey e The Tudors capitaneando-os.  Os figurinos, a direção de arte e, sobretudo, a fotografia são excepcionais, sendo que a iluminação das cenas remete ao filme de Stanley Kubrick, Barry Lyndon, onde se utilizou apenas velas, nas cenas noturnas. Vale a pena conferir!

Postado por Tags: Categorias: Editorial, Propaganda
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