Se o Brasil fosse governado por um estadista – o último que tivemos foi no século XIX e se chamava D. Pedro II – ele iria agora para a TV e informaria: “Brasileiros! Em 2015 sofreremos inflação, recessão e desemprego. Teremos que trabalhar mais e ganhar menos. Menos feriados e festas. Mais filas em busca de empregos. Mais filas nos hospitais, nas faculdades. Haverá aumento de energia sem garantia de fornecimento, aumento de preços e de impostos. Como exemplo, estamos determinando a redução de todos os custos do Palácio Alvorada em 30%, redução dos ministérios para 20 e apelamos para que o legislativo e o judiciário façam o mesmo”.

Como não temos estadistas, não haverá redução dos custos em parte alguma e em todas as partes ocorrerá aumento nos custos. Em lugar da verdade, mentiras.  E o que é ruim ficará pior.  Já está ocorrendo, pois estamos em março.  Por que tanto pessimismo?

  • O preço da gasolina subirá mais ainda para salvar o caixa da Petrobras que quebrou devido à manutenção de preços baixos quando o petróleo estava caro sob pretexto de conter a inflação e para ganhar a eleição;
  • O preço da energia subirá para compensar o desconto irreal dado em 2013 para ganhar popularidade e quebrou o sistema elétrico brasileiro;
  • O valor dos tributos irá subir para compensar as desonerações dadas no passado a alguns setores (automobilísticos, linha branca) para “turbinar o consumo” e manter o “pleno emprego” agora substituído por desemprego que o governo nunca reconhecerá.
  • Se não há desemprego para que reduzir o seguro desemprego?
  • Novos impostos serão criados como a tentativa de ressuscitar a CPMF porque o governo jamais fará um ajuste fiscal cortando os custos da máquina estatal, reduzindo ministérios e cargos federais, estaduais e municipais.

Veja, leitor, que em nenhum momento falamos de corrupção neste artigo. Só abordamos incompetência. A falta de confiança externa somada a interna manterá imobilizado o governo por se recusar a dizer a verdade à nação assumindo seus erros.

crise economica

Encerro o artigo colocando em dúvida novamente as previsões otimistas da Pesquisa Focus para 2015.  Inflação de 7%, saldo da balança comercial de 6 bilhões de dólares – quando o déficit em apenas dois meses atingiu exatamente 6 bilhões de dólares. Em 2015 teremos inflação acima de 10%, déficit comercial de 9 a 12 bilhões de dólares e crescimento do PIB negativo.

 O ano de 2015 será tão ruim que 2016 dificilmente será pior. Mas com nossos governantes e partidos políticos tudo é possível. Até o escândalo das elétricas deixar pequeno o petrólão. Então o Lava-Jato será substituído na mídia pelo Choque-Elétrico.

Quem pode já está em Miami.

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