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sozinho na multidão

Você alguma vez teve a sensação de ser invisível para as pessoas? Já sentiu como se a sua existência fosse insignificante para o mundo ao seu redor?

Quem sente depressão conhece bem este sentimento, mas ele não é exclusivo de quem é deprimido crônico. Outras pessoas, especialmente introvertidos e tímidos experimentam essa sensação mais de uma vez. Mas sou capaz de apostar que todo mundo tem uma ideia do que seja isso.

Você faz um comentário ou dá uma sugestão e ninguém escuta, mas o cara que estava do seu lado a repete e é aclamado como um gênio. Você diz algo que já falou várias vezes e as pessoas reagem como se fosse a primeira vez, porque não prestaram atenção das outras vezes. O pessoal que está com você encontra outros conhecidos, começam a conversar e você fica ali perdido, com cara de paisagem. Você tem sede ou quer pagar a conta, mas o garçom parece habitar um plano dimensional diferente do seu.

Pode espanar esse sentimento pra longe porque eu tenho certeza que você não só é perfeitamente visível, como é uma pessoa mais importante do que imagina.

Se você está na fila do restaurante ou do banco e chega sua vez, TODO MUNDO irá notar sua presença e irá gritar, apontar e gesticular avisando-lhe que a atendente está te chamando. Isso após 0,05 SEGUNDOS do instante em que foi chamado. O mesmo intervalo de tempo se aplica aos motoristas buzinando para você quando o seu carro é o primeiro em frente a um sinal vermelho que acabou de abrir. Acho emocionante a dedicação destes estranhos em dar-lhe a boa notícia que finalmente você pode prosseguir com sua vida, pagando sua conta ou andando com seu carro.

Aquele chefe que recusou seu pedido de aumento dando a entender que se você bobear eles te mandam embora e contratam outro rapidinho, é o mesmo que não te deixa sair de férias porque você é essencial e insubstituível.

Sabe aquela namorada ou namorado que não dá a atenção que você deseja? Experimenta sair com outra pessoa… Se sobreviver ao ataque de ciúmes, vai ver como você é importante pra ela.

Claro que se você é pai ou mãe (biológico ou não) de alguém, você é o mundo para esse alguém. Mas não é fácil, rápido ou barato ser pai/mãe. Quer se sentir muito importante rapidinho? Ocupe o único banheiro da casa ou escritório e fique uma meia hora ali dentro. Vão sentir tantas saudades suas que periga chamarem os bombeiros pra derrubarem a porta.

Mas a prova final de como você é importante, é que eu escrevi esse texto para que você leia. As palavras e os pensamentos já estavam na minha cabeça, eu não precisava escrevê-las para mim. Foi tudo pra você!

Postado por Tags: Categorias: Contos & Crônicas
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