Dia da Árvore do Amor

Os brasileiros celebram no dia 21 de setembro o Dia da Árvore. No meu caso, além dessa data ecológica, eu comemoro o aniversário da minha esposa.

Resultado? Fiquem com uma galeria de fotos da Árvore do Amor. Esta árvore fica localizada no Rio Grande do Norte, no Cabo de São Roque (município de Maxaranguape). Este é o ponto do continente americano mais próximo da África.

Na verdade, são duas árvores gameleiras que tiveram suas copas unidas, acredito que pela ação dos ventos. A tradição popular conta que o casal que se beijar no arco da Árvore do Amor jamais irá se separar.

Nem preciso dizer que eu e minha esposa estivemos lá e renovamos nossa união nesse local romântico e inspirador. Eu recomendo essa viagem a todos. Contrate um buggy em Natal (com direito a motorista que conhece as marés e os melhores caminhos) que você chega lá no mesmo dia.

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Fotos Flickr: Clovis Tinoco, Licia de Paula (2) e Marcos Madeira.

21 de September de 2009 | 1 Comentário

Venha hackear uma urna eleitoral brasileira – e quem convida é o próprio TSE!

urnaFoi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral a realização de testes públicos de segurança no sistema de votação eletrônico das eleições de 2010. O teste ocorrerá entre os dias 10 e 13 de novembro, então ainda dá tempo de você se preparar. As 3 melhores contribuições receberão prêmios em dinheiro.

O TSE tem especial interesse na participação de profissionais da área de TI e engenharia, mas o convite está aberto para toda a sociedade brasileira.

Imagina se um típico internauta brasileiro consegue hackear a urna? Quais as possibilidades?

  • Os  votos sairão em MiGuXêis ou TODOS EM CAIXA ALTA;
  • Os votos sairam coum erros hortografícos imteligíveis;
  • Na tela inicial aparecerá um banner de blog pornográfico;
  • As fotos dos candidatos serão substituídas por Gifs animados fofinhos;
  • A interface ficará parecida com o Internet Explorer 6;
  • A tela de votação terá links pro Adsense e banners de parceria;
  • O primeiro a hackear escreverá “Primeirão!”, seguido de algum palavrão;
  • Vão criar uma comunidade no Orkut “Eu tentei hackear uma urna eletrônica”;
  • Só permitirão votos com até 140 caracteres.

Fonte da notícia: TSE e Folha Online

11 de September de 2009 | 13 Comentários

Brasil: Visões Artísticas

O NewsErrado já criou uma tradição de divulgar informações e cultura sobre a história brasileira: fizemos um post que conta o real significado das cores da bandeira do Brasil, um que mostra a verdade sobre a escolha do dia 7 de Setembro pra celebrar a Independência, um que exibe um video didático sobre a chegada da Família Real e um post que apresenta as bandeiras históricas brasileiras.

Outra seção recorrente no NewsErrado é a série intitulada Visões Artísticas, onde reunimos imagens, como artes e ilustrações, sobre um mesmo tema, porém sob a ótica de artistas diversos. Já abordamos desde Caçadores de Zumbis até o Porco Aranha.

Pensamos, então, por que não juntar os posts de cunho histórico-nacional com a série visões artísticas? Não vejo forma mais “newserradiana” de comemorar o sete de setembro do que compilando a galeria abaixo:

Fontes: a-Rion, Brazuca, deutilt, RafaelHora,FCoutinho, Brunoroots, Ricardoilustrador, kirschner, kaikerj, redmond_i2

7 de September de 2009 | Deixe um Comentário

7 de Setembro: Dia da Independência?

Não é novidade que a História apresenta diversas versões e interpretações para um mesmo fato, versões que podem mudar com o tempo. O que aprendemos quando erámos pequeninos na escola pode não estar valendo mais.

É claro que novas provas podem surgir a qualquer momento, mudando a concepção anterior. Entretanto, muitas vezes os fatos já eram conhecidos e a história que aprendemos muda assim mesmo. Por quê? Pois eles são apresentados de acordo com o interesse dominante de cada época. Enfocam um heroísmo particular, uma classe social, o acaso… Algumas vezes o que é ensinado acaba se enraizando tanto que fica difícil mudar a versão, mesmo que seja para torná-la mais próxima do fato real.

Independência

Aprendemos que a nossa Independência foi declarada por D. Pedro I, quando soltou seu brado retumbante às margens do Ipiranga no dia 7 de Setembro de 1822. Mas será que foi assim mesmo? Com o tempo, aprendi que muitas negociatas aconteceram até que a Inglaterra reconhecesse nossa Independência, passo fundamental para que o mundo também a aceitasse. A nossa dívida externa começou aí, inclusive. Acordos entre as classes dominantes, movimentos populares, interesses políticos, econômicos e sociais e até mesmo muita luta sangrenta ocorreu para que o Brasil de fato conquistasse sua Independência.

setedesetembro_cDessa forma fica difícil encontrar um marco único para essa comemoração. Mas o Homem vive de símbolos e precisamos de uma data específica para celebrar, realizar desfiles e cantar hinos. Por que o 7 de Setembro e não o 9 de janeiro (Dia do Fico) ou outra data? A wikipédia tem um bom texto sobre a independência brasileira, mas a cultura na internet não pode ficar só na  wikipédia, não é?

Abaixo reproduzo matéria que saiu na revista História Viva ano V n° 59 (editora Duetto), que procura explicar a escolha da data e mostrar como ela nem sempre foi a considerada mais importante. O texto está postado na íntegra, com subtítulos meus. O box publicado na revista, analisando o quadro de Pedro Américo, foi excluído. As reproduções das figuras e quadros que ilustram a matéria também não estão aqui. Se você puder comprar a revista, eu recomendo fortemente. Não é cara e você vai aprender muita coisa.

O texto original abaixo é de autoria de Cláudia Valladão de Mattos, professora de História da Arte no Instituto de Artes da Unicamp e autora de diversos livros. Esse texto inclusive me fez admirar a “história da arte”. Eu acreditava que servia apenas para, como o nome diz, estudar a história das manifestações artísticas. Mas ela é útil também ao utilizar a arte como ferramenta para estudar a história e suas versões construídas ao longo do tempo.

Leia amis …

31 de August de 2009 | 7 Comentários

Notícia comentada: Saidinha de banco

Sempre acreditei que para resolver um problema basta existir a vontade de resolvê-lo. Claro que algumas questões são mais complexas que outras, mas o que quero dizer é que as pessoas assumem que certas coisas “são assim mesmo, não tem jeito, é a vida…” e assim o problema continua ou até se agrava.

bancoO golpe da “saidinha do banco” já é antigo e existe por todo o Brasil: o sujeito saca uma boa  quantia no caixa e logo na esquina do banco é abordado por ladrões que vão direto onde o cara guardou o dinheiro. Não precisa ser Sherlock Holmes para saber que existiam pessoas da quadrilha dentro do banco observando o movimento. Talvez o próprio caixa, o segurança ou alguém se passando por cliente.

Como os assaltos acontecem na rua, os bancos não dão a mínima. Jamais indicaram ter qualquer preocupação com a segurança dos seus próprios clientes.  Pelo menos os comuns, porque os VIPs são atendidos em áreas especiais, agências diferenciadas ou na própria casa. Eles devem acreditar que o problema da maioria dos  seus clientes deve ser deles mesmos ou então do governo.

E o governo, enquanto isso, faz o que os governos fazem melhor: nada.

Todos menos um: pelo menos o  governo municipal de João Pessoa, na Paraíba, saiu da letargia e aprovou e fez cumprir (essa parte é importante!) novas leis para dividir com os bancos a proteção de quem vai sacar dinheiro.

Desde abril, os bancos foram obrigados a ampliar o sistema de vigilância com câmeras: Toda agência tem que ter, no mínimo, três câmeras em torno do banco. Isso pode não impedir o assalto, mas pelo menos o meliante fica gravado e a polícia pode identificá-lo. Os próprios seguranças do banco podem chamar a polícia se avistar o bandido nas imediações.

Outra medida importante foi a instalação de painéis de quase dois metros de altura. A divisória separa o ambiente dos caixas e a fila de espera. O painel oferece mais sigilo e tranquilidade para quem vai sair do banco com muito dinheiro. Se o cliente ainda for assaltado em uma “saidinha” o cúmplice mais provável é um dos caixas  (ou uma das pessoas que estavam sendo atendidas, mas isso seria mais difícil).

Finalmente, a lei ainda proíbe o uso de celular na área de espera. Dessa forma, mesmo que ainda tenha algum mau elemento desconfiando de que alguém esteja sacando muito dinheiro, fica mais difícil ele avisar aos seus comparsas.

São três medidas simples. Tão simples que a gente acha que não devem surtir muito efeito. Entretanto, bastou essas medidas para que este tipo de crime em João Pessoa caísse cerca de 90%!

Atitudes simples podem resolver muitos problemas. A solução para este problema parece ter sido encontrada por João Pessoa. O que os outros municípios ou o próprio Banco Central estão esperando para tornar essas medidas nacionais?

Os bancos, infelizmente, só vão se movimentar caso sejam obrigados por lei ou se passarem a ser responsabilizados na Justiça, tendo que indenizar clientes assaltados.

Fonte da notícia: O Globo

25 de August de 2009 | 1 Comentário

Vamos Privatizar a Dívida Pública?

JustiçaA dívida pública que nos interessa é aquela que transita pelo poder judiciário. Milhares de ações transcorrem hoje na justiça em que o Estado é réu condenado por desapropriações não pagas, por indenizações trabalhistas individuais ou coletivas não atendidas ou por contratos não cumpridos. Para não desembolsar o pagamento devido governantes, através de recursos protelatórios, adiam indefinidamente o cumprimento das decisões judiciárias.  Praticam as mais indecentes chicanas processuais, buscando transferir a obrigação para os governos seguintes.

Os governos substitutos procedem da mesma forma, atulhando o judiciário e prejudicando os legítimos interesses de credores espoliados. Depois de longos anos de luta jurídica os processos chegam ao fim com a dívida inicial multiplicada várias vezes em decorrência de juros, honorários e penalidades por litigância de má fé. São os famosos precatórios. Esta dívida do poder público federal, estadual e municipal chega a bilhões de reais.

Os credores envelhecem, tornam-se milionários virtuais e miseráveis reais, sem recursos para pagamento dos processos enquanto os escritórios jurídicos e os intermediários de soluções esdrúxulas se tornam sócios majoritários de uma dívida com o dia de pagamento cada vez mais distante e a morte cada vez mais perto. Mesmo com ordem judicial para pagar sob pena de intervenção federal os governantes a desprezam, cometendo dois delitos: o de mau pagador e de desrespeito pela justiça contribuindo para o descrédito do judiciário perante a população. O Estado de São Paulo, o mais rico da federação, lidera a lista do deboche não pagando nem juros nem amortização desde 1999, isto é, há 10 anos.

É possível privatizar esta dívida pública?

É possível os governos limparem esta mancha de maus pagadores sem gastar um centavo do erário? Haverá no mercado investidores tresloucados capazes de comprar esta dívida que terá como beneficiados credores descrentes e, sobretudo os políticos que encontrarem e aplicarem a solução para o problema?

Sim. É possível privatizar esta dívida pública e certamente esta é uma espécie de privatização que até o PT lutaria por ela, pois beneficiara milhares de brasileiros credores de precatórios trabalhistas, depositaria milhões de votos nas urnas e elegeria muitos políticos.

O Estado brasileiro, nos três níveis de administração (federal, estadual é municipal) é ao mesmo tempo o maior devedor e o maior credor do setor privado.

Falamos da dívida. Vamos apresentar agora os créditos.

O governo federal luta na justiça para receber dívidas fiscais de impostos federais, de contribuições devidas ao INSS, penalidades aplicadas por órgãos fiscalizadores Receita Federal, CADE, CVM, Ibama, etc. Muitas vezes estas dívidas são renegociadas com o setor privado em diversos tipos e modalidades de REFIS, nunca pagos, permanentemente renegociados e sempre protelados. Os governos estaduais são também credores de altos valores decorrente de ICMS, a principal renda dos estados. E as prefeituras são credoras dos tributos municipais como IPTU e ISS. Estes créditos somam bilhões de reais.

Os devedores privados pessoas físicas e jurídicas, principalmente por falta de recursos, tratam o Estado da mesma forma como ele trata seus credores privados. Através de longas demandas jurídicas, usando os mesmos processos aplicados pelo Estado adiam, protelam e não pagam.

“Menos com Menos dá Mais”

O poder público e a iniciativa privada estão diante de um dilema em cuja solução cabe a aplicação do principio matemático em que menos com menos resulta mais.  Muitos devedores estarão dispostos a pagar e até mesmo a liquidar a dívida com o Estado se lhes fosse dado um desconto que reduzisse a dívida a proporção de sua capacidade financeira. Muitas empresas em estado falimentar e sem comprador devido ao seu passivo fiscal poderão ser negociadas. Por outro lado, os credores dos precatórios estão dispostos a dar bons descontos que permita receber seu crédito à vista enquanto ainda estão vivos.

Há, portanto, condições de se criar um programa de Privatização da Dívida Pública através do qual o Estado aceite em pagamento de seus créditos junto ao setor privado valores da sua dívida adquirida no mercado pelos devedores.

Embora fácil de entender o grande benefício desta proposta, sua implantação exige o cumprimento de regras legais, de segurança de administração do processo que envolverá instituições públicas e privadas.  Será a repetição do programa de privatização realizado com sucesso na década de 90.

Como funcionaria a Privatização da Dívida?

O programa pode ser assim resumido: O BNDES, o CETIP e a Bolsa de Valores – pela participação e contribuição que tiveram na privatização – serão os atores do projeto. Ao BNDES caberá estabelecer e coordenar as regras básicas do programa, definindo quais dívidas do poder público serão aceitas como moeda para pagamento dos créditos do Estado (INSS, Refis, etc.). A fim de estimular a compra preferencial das dívidas conhecidas como precatórios alimentares, seria estabelecido que os créditos do Estado pagos com esta dívida sofrerão um desconto ou deságio em favor do pagador.

bovespaA dívida do Estado aceita como pagamento seria controlada pelo CETIP, que já realizou esta função no programa de privatização. Uma vez custodiada no CETIP, os certificados seriam leiloados em Bolsa pelos credores ao preço de mercado com pagamento à vista. Credores que desejassem receber mais rapidamente poderão dar desconto ou deságio em favor do comprador. O mercado rapidamente estabelecerá o valor real de cada crédito.

Os compradores desses títulos de dívida pública seriam os devedores do Estado ou investidores que desejassem adquirir empresas com elevado endividamento fiscal. Ao tornar-se credor e devedor do Estado simultaneamente, o arrematante do crédito apresentará o certificado ao Estado,  que dará baixa tanto em sua dívida quanto em seu crédito junto ao setor privado.

Como dissemos antes, embora muito simples, esta proposta exige regras pré-estabelecidas bastante claras, controle detalhado das operações e experiência dos profissionais para executar o programa. Onde estão agora os profissionais do BNDES que coordenaram o programa de privatização?  Material humano o Governo Federal já possui. Em 2010 haverá eleições presidenciais. Aí está um bom projeto para os candidatos.

20 de August de 2009 | 1 Comentário

A Taxa Selic pode ser 6% ao ano

Em 27 de fevereiro de 2008, escrevi um artigo em minha coluna no jornal DCI com o título “A taxa Selic pode ser 8,25% ao ano. Na época a taxa estava em 12,75% e o Banco Central, sob pretexto de conter a demanda para evitar a inflação, administrava mais um ciclo de aumento periódico da taxa Selic.

E-mails chegaram a minha caixa eletrônica criticando o percentual do artigo, não os argumentos nele apresentados. Parece ser característica de alguns economistas e analistas econômicos que vivem dando palpites diários sobre o porquê a bolsa subiu, o porquê o dólar caiu, opiniões rápidas que não interessam nem aos profissionais de investimento e menos ainda ao publico alheio à economia. Como diria o esclarecido Delfim Netto, se preocupam com bobagens passageiras e não se aprofundam na análise dos eventos passados e atuais que construirão a realidade futura.

Na semana passada, o Copom reduziu a taxa para 8,75% e não fico nem um pouco satisfeito em ver a previsão acontecer. Demorou muito e a nação pagou juros desnecessários pela lenta mobilidade da autoridade monetária. “Ah, mas o Banco Central precisa ser conservador”. Não, não precisa ser nem conservador, nem audacioso, precisa ser competente. O Dr. Meirelles está condenado a ser o Alan Greenspan de amanhã (vide post anterior Greenspan e Meirelles).

Crise Mundial

Na verdade, o Banco Central somente baixou aceleradamente a taxa Selic como resultado da crise econômica mundial e seu impacto interno. Da mesma forma, o Governo Federal reduziu os impostos do setor automotivo e da linha branca preocupado com queda na produção e o desemprego. Os impostos foram reduzidos de forma provisória, informa o Governo. Pois ele irá colher frutos provisórios e passageiros. De qualquer forma, a crise econômica mundial resultou, ainda que temporariamente, em grandes benefícios para o Brasil. Queda de juros e redução de tributos, no Brasil! Quem poderia imaginar. Bendita crise mundial. Você leitor, já ouviu alguém escrever isto. Pois repito: Para o Brasil, bendita crise mundial.

A taxa Selic e os impostos caíram e a economia respondeu positivamente. São os fundamentos de nossa economia – e não a crise mundial – que garantem esta atitude do Governo. Os fundamentos são a baixa inflação, o aumento de renda da população, a produtividade industrial, a liberdade no fluxo do comércio internacional. Não é a crise econômica mundial. Se fosse a crise econômica, nossa vizinha Argentina também poderia se beneficiar dela. Como os Kirchners adotaram o populismo do calote internacional e a punição dos produtores como política, a crise econômica só serviu para agravar tanto a economia daquele pais como a impopularidade dos demagogos.

Mas não devemos festejar os bons ventos que vivemos por muito tempo, pois o Banco Central avisa que irá parar com a queda da taxa Selic. Que argumentos usa para adotar esta posição?

Selic: Reduzir ou Aumentar?

O Banco Central informa que se baixar mais a taxa Selic terá que mexer na remuneração da poupança para não concorrer com a rentabilidade dos fundos de investimentos e da captação dos bancos. Desde quando a taxa Selic passou a ser instrumento de remuneração para competir com a poupança ou garantir rentabilidade para produtos financeiros bancários?! A taxa Selic deve ser usada como um dos instrumentos para controlar inflação.

E porque mexer na rentabilidade da poupança? A única medida financeira aplicável será retirar a remuneração da TR com o objetivo de desindexar os ativos financeiros, o que nossa situação econômica permite deste 2007.  A rentabilidade da poupança pode ser de 6% ao ano e será totalmente compatível com uma taxa Selic inferior, de 5 ou 4% ao ano. Os bancos que gozam de elevados spreads (diferença entre taxas de juros que pagam pelas aplicações dos clientes e a taxa de juros que cobram dos empréstimos) podem aumentar a remuneração de seus produtos dentro de um limite que lhes permita usufruir com segurança lucros saudáveis. Tratem de competir entre si e não de viver à custa de uma imerecida proteção financeira do Banco Central.   Não somos contra os bancos, nem contra os juros. Somos contra os juros e os serviços extorsivos e de má qualidade prestados pelos bancos aos clientes.

Neste fim de semana, o caderno econômico do Estado de São Paulo divulgou que o Banco do Brasil está reduzindo a taxa de administração de 5 fundos por ele administrado de 5,5% para 4% aa (BB, Renda Fixa LP 100). Isto é, o Banco do Brasil cobrava quase o rendimento anual da poupança para administrar dinheiro de seus clientes que é aplicado em grande parte em títulos do governo. Se o Banco do Brasil pratica estas taxas imagine os bancos privados. É por isso que não querem que a taxa Selic caia. Os bancos precisam deixar de mamar nas tetas financeiras do tesouro (antiga frase do Delfim Netto) e emprestar dinheiro para o setor privado a taxas maiores, bem maiores que a Selic. Quando assim procederem a taxa Selic não será razão de preocupação. Mas isto exige estrutura, e trabalhar é muito mais difícil que ganhar dinheiro rápido e seguro nas mesas de operações financeiras.

Dívida Pública

Argumenta-se também que se o Governo baixar muito a taxa Selic não haverá investidores para comprar títulos do tesouro e financiar a dívida pública. Quem defende esta tese ignora boas regras econômicas e desconhece a realidade da economia brasileira. Ao contrário, nossa dívida interna esta crescendo menos pela necessidade de caixa do Governo, e mais por aplicações financeiras especulativas internas e externas e mais, mas muito mais, pelas altas taxas pagas no Selic. Mesmo que os juros caiam até6% ao ano, considerando a credibilidade internacional do país, investidores preferirão receber 6% pagos em Real que 14% pagos em Bolívares Venezuelanos ou 18% pagos em Pesos Argentinos. É para isso que recebemos o chamado grau de investimento das agências de risco. Por outro lado, as reservas brasileiras em dólares estão superiores a dívida pública em dólar. Temos portando espaço e facilidade para ampliar nossa dívida externa. Como no momento as taxas de juros internacionais estão baixas e nossas taxas internas estão elevadas, se o Banco Central administrar com eficiência, a dívida pública deveria ampliar a dívida externa e reduzir a dívida interna. Se ter reservas em dólar passou a ser perigoso, ter dívidas em dólares tornou-se precioso. Por isso pagar taxas elevadas no Selic é jogar fora o dinheiro dos impostos. O dia em que o Lula fizer conta e descobrir que com a economia dos juros ele poderá ampliar a dotação de sua demagógica e bem sucedida Bolsa Família, ele vai ficar tiririca com a equipe do Copom.

Finalmente, recomenda-se que o Banco Central deve evitar baixar a Selic para não ter que elevá-la logo depois. Eis aí outra bela tolice econômica. É tolice, mas é bonita.  A cotação do dólar pode flutuar, as cotações das commodites flutuam, a Bolsa flutua, a própria taxa de juros também flutua e por que a taxa Selic não pode flutuar?! Ela deve baixar enquanto a economia suportar e precisa aumentar quando a economia exigir.

A inflação prevista para o ano é de 4,5% aa. Portanto a economia suporta uma taxa Selic de 6% durante o exercício de 2009. Que venha o crescimento econômico. “Ah, mas o crescimento econômico vai gerar inflação”. Não, não vai. Se fosse assim a inflação na China seria de 2.000% ao ano.

7 de August de 2009 | Deixe um Comentário

Entreouvido por Aí 11

Se o Schummacher pode voltar pra F1 porque a série Entreouvido por Aí também não pode voltar? Olha nóis aqui otra veiz!!
(Lembrando que são todas frases verdadeiras entreouvidas na rua, em bares, salões de beleza, etc e enviadas para a revista dominical do jornal O Globo.)

patientcare1

# Camelô para uma garota na porta da universidade:
“Segura a saia que esse vento é macho”

# Moça assediando rapaz sarado na Parada Gay de SP:
“Diz pra mim que você é bissexual,diz…”

# Menina para as amigas que discutiam a obrigatoriedade do voto, na Praia de Ipanema:
“Voto facultativo é para aqueles que estão na faculdade?”

# Moça para uma colega, no Fórum do Rio:
“Eu vou ao Arpoador todo domingo, cedinho. Quando ouço o primeiro berro do tipo ‘Kleverson segura a mão da Shaiane’, eu pego minhas coisas e volto pra casa”

# Motorista de ônibus pra um colega:
“É preferível ser corno do que pagar pensão”

# Mulher para atendente do supermercado que recusou seu cartão alimentação:
“Querida, eu tenho 35 anos, sou solteira e moro sozinha. O valor da comida nunca vai ser maior que o valor da bebida”

# Diálogo entre filha e mãe numa petshop:
“Olha, perfume pra cachorro!”
“Então pega um pro seu pai…”fofoca3

# Aluna se queixando do espaço entre as carteiras durante uma prova:
“Professora, essa distância toda só aumenta a margem de erro”

# Moça para amiga, em uma loja na Tijuca:
“Quer colocar a sua pasta aqui na minha bolsa? Cabe até o meu amante aqui dentro”

# Mãe reclamando da filha adolescente, em um salão de beleza:
“Os hormônios dela estão acabando com os meus”

# Mulher reclamando da quantidade de despesas a pagar, num salão de beleza:
“Estou dando um boi pra não entrar numa briga, mas se eu entrar, é só pra pegar meu boi de volta”

29 de July de 2009 | Deixe um Comentário

O Ministério da Justiça e as TVs por Assinaturas

scale_justiceNeste 3 de julho, o Ministério da Justiça do Brasil está completando 187 anos de existência. Acho que para comemorar, nada melhor do que apagar algumas velinhas de injustiça e ajudar este país a melhorar.

No dia 01/07/09, a Secretaria de Direito Econômico, subordinada ao Ministério da Justiça instaurou uma averiguação preliminar contra a Associação Brasileira das Televisões por Assinatura, a ABTA.
Consequência da polêmica cobrança de mensalidade para pontos-extras, essa averiguação não vai analisar a cobrança em si, mas o procedimento da ABTA. Ela orientou as empresas associadas a manterem uma conduta comercial uniforme (descumprir a norma da ANATEL, mantendo a cobrança e evitando instalação de novos pontos extras). Acontece que esse tipo de recomendação não é permitida, pois vai contra o princípio da livre-concorrência e da livre iniciativa.

Leia a íntegra do relatório do Departamento de Proteção e Direito Econômico aqui. É bem interessante, citando as condutas que se espera de um sindicato ou associação de classe, e quais são proibidas. Menciona inclusive que a empresa que seguir uma orientação que fere os princípos do livre mercado, também está incorrendo no crime de cartel.

Será que o MJ fará justiça e defenderá o consumidor? Espero que sim. E nada de “a justiça tarda, mas não falha”, porque uma justiça que demora já está falhando.

Fonte: Ministério da Justiça.

3 de July de 2009 | Deixe um Comentário

Marcos Pontes: Astronauta Brasileiro

Para quem se interessou pelo post anterior, mostrando detalhes dos voos das Soyuz, expedições da ISS e patches usados pelos astronautas, aqui vão algums informações que envolvem o nosso astronauta brasileiro, Marcos Pontes.

soyuz-tma-8

Nosso “espaçonauta” decolou na Soyuz TMA-8 e retornou na TMA-7, ficando 9 dias, 21 horas e 17 minutos, o suficiente para completar 155 órbitas. Subiram com ele dois tripulantes que participaram da Expedição 13 da ISS. Ao retornar à Terra, voltaram com ele os astronautas que concluiram a Expedição 12.

Patches da Soyuz TMA-7 e TMA-8

soyuz-tma-7 soyuz-tma-8_4

Detalhe sobre o TMA-8: cada astronauta tinha sua versão levemente personalizada do patch. O do brasileiro está aí em cima, com as linhas de contorno em prata. O do americano tinha estas linhas em azul e o do russo, em vermelho.

Os 3 astronautas ainda usaram este novo patch indicando que a nave se destinava à Estação Espacial Internacional, MKC em russo (e ISS em inglês).

mkcpatch

 

Patches Exclusivos do Astronauta Brasileiro

Marcos Pontes ainda usou estes dois patches pessoais e mais um da Agência Espacial Brasileira:

tma8pontes1tma8pontes2aeb_logo

Esquemas das Soyuz

soyuz-tma

soyuz-tma_landing

Fonte: Wiki, Spacepatces, Spacefacts

30 de May de 2009 | 4 Comentários
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