REC, o filme

Filme de terror, com zumbis (isso inclui cena tosca, susto e muito sangue) e uma forma arrojada de filmagem teria tudo para dar certo. E realmente dá certo, mas só nos 20 minutos finais de REC. Essa é a opinião de uma pessoa que não é, nunca foi e nem pretende ser uma critica de cinema. Então, não deixe de assistir o filme baseado no que você está prestes a ler.

REC está estreiando no Brasil esta semana, mas quem gosta do genêro já catou o filme num desses forúns da vida e o assistiu, como eu fiz. A produção é espanhola, Barcelona, se não me engano, e conta a história de uma repórter que está fazendo uma matéria sobre o cotidiano dos bombeiros. Bem a cara desses programas matinais ou dominicais da TV brasileira. A história começa quando os bombeiros recebem uma chamada, que parecia ser mais uma coisa rotineira. Sem mais, nem menos, o prédio em que estão prestrando serviço é isolado. Ninguém, nem mesmo os bombeiros, pode sair do local….aí o bicho pega!

Assim como em Cloverfield ou a Bruxa de Blair, só para citar os blockbusters, as cenas do filme é o que o camera-man está filmando. Dessa forma, as seqüencias não tem corte, e quando tem é porque a camêra foi desligada. A perda de foco e as tremidas contribuem para o clima de terror e para os sustos. Quero dizer, contribuíria…no caso de REC. Ainda assim, vale a pena assistir de preferência à noite, no escuro, em silêncio…mas, espere os sustos e a adrenalina para o final. A dica é: sem expectativas. Sem mais, sem spoiler, fim!

13 de November de 2008 | Deixe um Comentário

Life on Mars! (Seriado BBC)

Não é a música do Camaleão (David Bowie, para os incultos), mas tem tudo a ver. O seriado Life on Mars, originalmente transmitido pela BBC, conta a história de um inspector de polícia, Sam Tyler, que, após sofrer um acidente de carro, acorda em 1973. A trama toda se desenrola em cima da seguinte questão: o que Tyler precisa fazer para voltar para o seu tempo presente?

Life_on_Mars_logo

(logo da série Life on Mars)

Parece bem tosco essa temática, mas lembre-se: é um seriado inglês, por essa razão algumas questões filosóficas, ou não, estão presentes em toda trama, sem ser demasiadamente pedante. Dá para viajar bastante nas discussões quanto à percepção da realidade, da alteridade e da eficiência de certos métodos, científicos ou não, adotados pela polícia.

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(Dorothy…ops! quero dizer: Sam Tyler, ao centro, e seus amigos, em 1973, Chris, Hunt, Ray e Annie)

Sem falar na trilha sonora: músicas da década de 70 e as várias referências a obra-prima de David Bowie. Além da música Life On Mars?, que dá nome à série, o “alter” do DCI Tyler é o fodão Gene Hunt, uma espécie de Dirty Harry, que se auto intitula “Gene Genie”, o que nos leva a outra música do Camaleão: a “The Jean Genie”.

Parece um “Mágico de Oz” na versão policial e com referências musicais da década de 70. Muuuuuito bom. E tem a versão americana, que conta com discussões raciais, pois a personagem principal é um negro e uma continuação, na versão feminina, Ashes to Ashes (referência a outra música de David Bowie!).

Links:

Clipe da música Life On Mars?: http://www.youtube.com/watch?v=ueUOTImKp0k

David Bowie na Last.fm: http://www.lastfm.com.br/music/David+Bowie

Discografia do David Bowie: akemi-akemi.blogspot.com

No fórum isLife.Corp, você pode achar os links das duas temporadas da série. Mas, precisa ser registrado.

:P
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30 de October de 2008 | 1 Comentário

Eu Vi: Meu Nome Não É Johnny

Não chega a ser Tropa de Elite, mas é muito bom o filme. Reconstituição de época boa, interpretações ótimas, cenas engraçadas, dramáticas e surpreendentes. Vale a pena assistir.

Abaixo, veja algumas cenas selecionadas retiradas do You-Tube. Não contém spoiler, mas tem linguagem madura (também conhecido como palavrão).

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21 de September de 2008 | Deixe um Comentário

Indiana Jones: um funny old man!

indiana_jonesNão consegui esperar e acabei assistindo a pré-estréia do filme Indiana Jones e o reino da caveira de cristal.

É verdade que quando saiu o terceiro filme da série há, mais ou menos, 19 anos atrás eu, ainda, era uma pirralha e desconhecia as aventuras do arqueólogo. Mas, graças a Sessão da Tarde, e sua programação variada, eu virei fã (e me formei em História! rs).

Quem não viu o filme não se preocupe pois não é um post-spoiler!

Para começar, como todos os filmes anteriores, a diversão é garantida. Aquelo tipo sexy e rústico do jovem Indy, deu lugar a um “funny old man”. Um figurão que só não tende ao ridículo, no auge dos seus 65 anos, porque é o Indiana Jones (Dr. Henry Jones Jr.)

Não se pode agradar a todos, mesmo. Principalmente depois de duas décadas de espera (não para mim…rs). O difícil é falar do filme, sem adiantar alguma informação…por isso vou falar do que gostei.

Quase tive um treco quando o Indy começou a falar da lenda de Orellana (para quem não sabe, estudo os viajantes estrangeiros na América no século XVI). Discussões ontológicas, epistemológicas e historiográficas à parte…achei muito legal…porque é um tema pouco explorado pelo cinema. E surpreendentemente interessante: misturar todas as especulações arqueológicas sobre as ruínas maias e todo achismo do senso comum ainda vai dar muito o que discutir entre os historiadores e estudiosos da área!

A fotografia ficou excelente…a sensação é que nada escapou ao diretor na tentativa de dar “continuidade” ao clima dos filmes anteriores. Não faltaram as piadas bem humoradas (ou mal-humoradas) do Indy, as grandes escapadas (the great scape), romance, briga, traição, discussões familiares (alguém lembra dos diálogos do Dr. Jones, o pai, e o Indy…então…sem adiantar muito, existe uma espécie de reatualização..já adiantei, né!), sobrou até para o Eisenhower e para o Gordon Childe.

E, o final, surpreende…meio tosco…mas desligue o celular e o cérebro e vá assistir ao tio Indy! E, a caveira não é de quartzo maciço!

22 de May de 2008 | Deixe um Comentário

Eu Vi: Speed Racer

Bem, vou confessar que eu esperava que esse filme fosse uma grande porcaria, uma decepção sem tamanho. Mesmo tendo escutado algumas críticas positivas de quem já tinha assistido, eram pessoas que não foram criadas assistindo o desenho então mantive minha opinião - reforçada pelos trailers que vi - de que o filme seria praticamente um desperdício de dinheiro. E qual não foi minha surpresa? Eu gostei do filme! E quanto mais lembro dele, mais acho que é muito bom e merecia até mesmo uma continuação.

É bom que fique claro que não é uma filmagem em película do desenho animado, seguindo absolutamente cada fotograma. E não é um filme que se propõe a ser realista também. É um filme estiloso, com uma cara própria e diferente da maioria das coisas que já se viu. Ele homenageia o desenho animado em geral, especialmente os animês. Mistura a personalidade de um filme com a de um desenho. E o resultado, ao contrário do que eu esperava, ficou bom.

O desenho clássico do Speedy é homenageado e reverenciado o tempo todo. Além dos atores serem a cara dos personagens, eles vestem uma hora ou outra a mesma roupa que conhecemos. E sem ficar ridículo. Apenas as iniciais bordadas não são usadas, já que elas só faziam sentido com os nomes japoneses. Os carros também estão iguais, algumas falas e situações também serão reconhecidas pelos fãs.

Eu achava que um Mach 6 seria heresia, mas ele só aparece no final e não é fora de contexto, já que outros modelos foram feitos no desenho também. E o grande astro ainda é o Mach 5. Aquele macaco hidráulico que faz pular é usado o tempo todo, com o som que sempre adorei (tointointoin). Aliás, falando nisso, já publicamos em um post do NewsErrado uma visão artística de como seria um MechWarrior-Mach 5.

Aquelas corridas que parecem pista de carrinhos Hot Wheels até que são interessantes, mas eu as aceitei de bom grado porque também mostraram um típico rally pelo deserto e pelas montanhas, que não faltava em nenhum episódio animado.

A modernidade futurista contrasta com visual dos anos 60, usado inteligentemente. A música tradicional não toca inteira durante o filme, mas alguns trechos dela tocam o tempo todo, dando bastante emoção (o filme dos X-Men bem que poderia ter usado alguma coisa da música do desenho animado também).

Cortes no tempo são feitos de forma rápida, indo e voltando de diversos flashbacks, o que pode afastar a platéia de meio neurônio, porque os que possuem ao menos dois não terão dificuldades em entendê-los. O problema é o filme estreiar quase junto de Homem de Ferro, um filme perfeito que deve agradar a um público maior e do Indiana Jones, que só pelo nome e pela música deve deixar os outros concorrentes na lanterninha.

Ainda assim, espero que Speed Racer faça muito sucesso pra que possamos vê-lo enfrentando a equipe vilã de carros vermelhos ou o terrível caminhão-mamute. Esse filme é daqueles que eu recomendo você ver no cinema, aproveitando toda a emoção, som e imagem como foram feitos pra ser apreciados. Deixe pra fazer download de porcarias low-budget, não de uma obra como essa.

Abaixo um video-clip oficial do filme, e nesse post do NewsErrado as aberturas do desenho animado (clássica em 3 idiomas e de duas versões mais novas).

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18 de May de 2008 | Deixe um Comentário

Eu Vi: They Live!

O filme Eles Vivem (They Live), realizado por John Carpenter em 1988 é um cult movie que eu pessoalmente adoro e volta e meia acabo assistindo de novo.

Comentário cabeça pra você usar como justificativa numa roda de amigos intelectuais chatos:
Interessante que o filme pode ser visto em qualquer época, pois não estará datado. Se fosse assistido nos anos 50 ou 60 poderia ser considerado uma crítica às paranóias anti-comunistas ou um alerta contra o comunista escondido onde você menos espera. Mas ao mostrar uma sociedade capitalista corrupta e individualista, que não se preocupa com os crescentes problemas econômicos e sociais a sua volta, ele fazia uma crítica a Era Reagan, dos yuppies. Obviamente, nada disso mudou hoje. E ainda podemos perceber no filme que o governo foi manipulado por interesses particulares e usa força bruta, influência da mídia e outras restrições anti-democráticas para fazer valer seu ponto de vista e manipular a verdade. Vai dizer que não tá bem atual?
Fim do comentário cabeça pra você usar como justificativa numa roda de amigos intelectuais chatos.

Bem, agora pra parte boa mesmo: criatividade, ação e humor! Frases como The Golden Rule: He who has the gold, makes the rules (A Regra de Ouro: aquele que tem o ouro, faz as regras) pontuam o filme todo. Tem uma frase que até foi usada no game Duke Nukem 3D (leia sobre o jogo na wiki em portugues e em ingles), em uma cena que até lembra um jogo FPS mesmo.

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Essa frase foi “improvisada” pelo ator, que já foi lutador de Luta Livre e estava acostumado com essas provocações e ameaças comuns no ramo. (Traduzindo livremente: “I have come here to chew bubblegum and kick ass…and I’m all out of bubblegum.” seria algo como “Eu vim pra mascar chiclete e arrebentar umas caras… e acabou o meu chiclete.”)

Aliás, a famosa cena de luta, considerada como uma das mais longas da história do cinema, também foi improvisada. Era pra durar apenas 20 segundos, mas os atores-lutadores resolveram lutar pra valer (fingindo apenas os golpes baixos e na cabeça). Eles não ficam fazendo piadinhas enquanto brigam, e quando você acha que pararam, eles recomeçam. Confira os quase 5 minutos completos dessa luta abaixo:

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Uma última curiosidade: somente um personagem tem nome e sobrenome. Pra se ter uma idéia, o protagonista, então, não tem nem nome! Ninguém chama ele nominalmente, ou se refere a ele pelo nome. Nos créditos finais ele aparece como “Nada” (assim mesmo em português, ou em espanhol talvez). No curta que deu origem ao filme, Eight O’Clock in the Morning, o protagonista chama-se George Nada.

22 de April de 2008 | Deixe um Comentário

Eu Vi: Sukiyaki Western Django

Eu acabei de ver Sukiyaki Western Django, um filme que mistura elementos western com filmes de samurai. Não é pra qualquer um, já que tem uma certa dose de violência e humor negro. Mas o filme é muito bizarro e especialmente hilário. Muito bom mesmo.

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É verdade que algumas cenas são meio arrastadas e certas partes um tanto confusas, mas isso não prejudica em absolutamente nada a experiência de assistir e se divertir com esse filme maluco. O Quentin Tarantino faz uma ponta especial, mas nem precisava, já que o filme tem personalidade suficiente pra nem precisar da presença deste padrinho famoso.

Sem querer estragar as muitas surpresas, posso falar de duas cenas:

  1. Um bandido do Clã Branco acerta uma flecha de forma espetacular em um do Clã Vermelho. O Líder desse disfarçadamente começa a se posicionar atrás de um capanga, buscando proteção. E ainda comenta com ele: “Precisamos dar um jeito de te engordar…”
  2. O Líder do Clã Branco tem seu alvo sob a mira do revólver, a uma certa distância, no deserto. Mas em vez de atirar, ele aponta pro alto, na outra direção. “Ah, ele vai dar um tiro de aviso, pra assustar o inimigo”, pensei eu. Mas quando ele atira, começa a acertar o sujeito! Apontando a arma pra outra direção, ele estava acertando… porque tinha calculado a interferência do vento na trajetória da bala!!

Veja o trailer aqui, e baixe o filme com legendas aqui, no nosso parceiro Cinecombo.

9 de March de 2008 | 1 Comentário

Separados no nascimento: Beiçola x Anton Chigurh

Assisti ontem o filme Onde os fracos não tem vez (No Country for Old Men), tradução meio tosca, por sinal. O filme é muito bom, mas quase não conseguia me concentrar, toda hora eu imaginava o assassino louco e psicótico vendendo pastéis, e passeando perto da Grande Família.

Vejam o porque, e digam se sou eu que estou ficando louco:

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Beiçola (Marcos Oliveira) vs Anton Chigurh (Javier Bardem) ou vice-versa…

E ah, o filme é muito bom, não é à toa que ganhou o oscar de melhor filme, e o Beiçola de melhor ator coadjuvante.

Prêmios e indicações

Oscar 2008

  • Vencedor: Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem)
  • Vencedor: Melhor Direção (Joel e Ethan Coen)
  • Vencedor: Melhor Filme
  • Vencedor: Melhor Roteiro Adaptado
  • Indicado: Melhor Edição (Roderick Jaynes)
  • Indicado: Melhor Fotografia (Roger Deakins)
  • Indicado: Melhor Edição de Som (Skip Lievsay)
  • Indicado: Melhor Mixagem de Som (Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter Kurland)

Globo de Ouro 2008 (EUA)

  • Vencedor: Melhor Ator Coadjuvante em um Filme (Javier Bardem)
  • Vencedor: Melhor Roteiro (Joel e Ethan Coen)
  • Indicado: por Melhor Direção (Joel e Ethan Coen)
  • Indicado: por Melhor Filme - Drama
3 de March de 2008 | Deixe um Comentário

Eu Vi: Alien vs Predador 2

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Antes de mais nada, é importante dizer que gostei muito do filme, “Alien versus Predador: Requiem”, o AVP2 pra encurtar. Portanto, se você está em dúvida, corra logo, encontre onde está passando e vá ao cinema. Sim, ao cinema, nada de download ilegal nesse aí. Vai valer a pena o ingresso!

Bem, agora vamos a alguns comentários. Eu gostaria muito de ver AVP3, então espero que esse filme tenha sucesso nos EUA porque aqui eu duvido que o resultado seja bom. Talvez porque não deixaram os críticos assistir ao filme antes dos “tolos mortais” ou porque essa classe costuma odiar filmes de ficção-científica em geral (com as manjadas exceções de 2001 e Blade Runner), a crítica arrasou injustamente com o filme.

Mas só isso não bastou: a divulgação e distribuição do filme foram péssimos! Cinemas mais distantes, poucas sessões, horários ruins, pouco tempo em cartaz em cada cinema…o espectador tem que empreender uma verdadeira caçada para conseguir assistir ao filme. Somando isso às fracas críticas, quantas pessoas não gostariam de ver o filme, mas vão acabar deixando pra lá?

Sinceramente, não entendi porque os reviews negativos. Bem, se eu não gostasse dos Aliens, dos Predadores, de ficção-científica, de ação ou “filme de monstro” de um modo de geral, provavelmente eu odiaria mesmo. Mas acredito que quem decide ver AVP2 gosta ao menos de um desses fatores… e não sairá desapontado. Quem tem horror a um pouco de sangue nas telas também recomendo aguardar Tele-tubbies, The Motion Picture.

Outra reclamação que li foi que o filme seria muito escuro. Será que esse pessoal tá cego ou baixaram uma cópia pirata de má qualidade pela internet?! Vão assistir Zoltan, o Cão do Drácula e venham me dizer o que é filme escuro! AVP2 tem realmente algumas cenas mais escuras do que eu gostaria, mas a maioria está normal. E filme com Aliens TEM que ter cenas em locais escuros, é uma regra.

Bem, mas chega de crítica aos críticos, e vamos ao filme em si, tentando não cometer spoilers sérios enquanto comento alguns aspectos.

  • Aparece o planeta dos Predadores!!! Rapidinho, mas aparece.
  • Aparece outra fundadora da famigerada “Companhia” maligna e super-poderosa dos filmes dos Aliens (Weyland-Yutani). O outro fundador apareceu no primeiro AVP.
  • O Predalien é uma Predqueen, ou seja, rainha. E fica evidente que jovens rainhas não colocam ovos ainda, preferindo infectar diretamente as vítimas do sexo feminino (os homens são destroçados mesmo). Isso é feito para criar uma colônia (hive) o mais rápido possível. Depois desse estágio inicial é que elas ficam mais estacionárias, formando o saco de pôr ovos.
  • Pareceu-me no início que o Pradalien mata um alien, enquanto depois ele os comanda. Acredito que isso aconteceu porque outro face-hugger escapou da nave e o pradalien não admitia “intrusos” na colônia que iria formar.
  • O Predador desse filme recebeu o apelido de WOLF pelos produtores, em homenagem ao personagem de Harvey Keitel em Pulp Fiction, já que ambos tem a mesma função: são encarregados da limpeza, cobrindo pistas de assassinatos e resolvendo questões embaraçosas e complicadas.
  • Embora esse filme tenha bastantes humanos lutando - e morrendo - já que uma cidadezinha inteira é infestada por Aliens, eu gostaria de ver no próximo um grupo preparado e bem armado enfrentando conscientemente os Aliens. Em outras palavras, tragam os Colonial Marines de volta!! Felizmente, considerando o final do filme, isso até pode acontecer.
  • O Predalien é um alien bem poderoso, mas em minha opinião fica no chinelo perto do Predador. Aliás, acho que considerando a maioria dos filmes dos Predadores (também conhecidos como Yautja) eles só não dominaram a galáxia porque não querem e porque tem o famoso código de honra. Se fossem partir pra uma guerra pra valer, nem as tropas de elite do Bush iriam conseguir pará-los!
  • Leia mais sobre as espécies dos predadores (link 1 e link 2) e dos aliens (link 1 e link 2) em inglês.
  • Posters do filme em japonês, alemão e inglês:
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  • Jogo de xadrez Alien vs Predador, em resina e metal, baseado no primeiro filme:

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27 de January de 2008 | Deixe um Comentário

Eu vi - Eu Sou a Lenda

Finalmente vi esse tão esperado filme (pelo menos esperado por mim)! Eu já tinha visto há muito tempo Omega Man, a versão com Charlton Heston e, apesar do final, gostei muito. A primeira versão, com Vincent Price, que chegou a influenciar George Romero a criar seus zumbis de A Noite dos Mortos Vivos ainda é inédita pra mim, mas não por muito tempo… E o livro original, Eu Sou a Lenda, tive a felicidade de comprar em um sebo e devorei. Assim, só me restava aguardar pra ver como ficaria uma versão moderna, com efeitos novos, verbas altas e astro de ação atual.

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Bem, vou contar o que me atrai nesse tipo de história: a questão da sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico. O que você faria se a sociedade tivesse ruído, o mundo ficasse deserto e você pudesse fazer o que quisesse? Lembrando que cada recurso é precioso e escasso: uma lata de salsichas devorada jamais será reposta. Bem, eu me divertiria pra caramba! Poderia andar nas ruas sem atropelo ou medo de assalto, dirigir carrões esportivos caríssimos, iria nas lojas, locadoras e shoppings e faria a festa… poderia morar onde quisesse e ter o que quisesse, de uma tv de plasma a um legítimo Van Gogh. E é isso que faz o protagonista, Robert Neville . Ele se diverte. E ainda por cima com a companhia de um belo e inteligente cachorro!

Mas é claro que não é só isso. Ele sofre pela perda da família. Sofre porque não desistiu da humanidade e ainda tenta salvá-la. Sofre porque a qualquer momento o que sobrou dessa humanidade, transformada por um vírus em criaturas mutantes zumbis-vampíricos, podem matá-lo (e a seu cachorro também).

O filme tem ação e bastante suspense. Mesmo quem viu as versões anteriores e leu o livro vai ficar na beira da cadeira, sentindo o suspense e sofrendo junto com Neville. Mesmo considerando as mudanças em relação ao livro, acredito que o filme foi uma ótima adaptação e quem for ver irá se divertir. O bom de ler o texto original é que ele se aprofunda mais em alguns questionamentos filosóficos que envolvem até mesmo o próprio título da história. É difícil falar mais sem cometer spoilers, no entanto.

Diferenças fundamentais do livro pro filme: os mutantes do livro falam (especialmente o vizinho que vive gritando “Nevilleeee, venha pra fora. Nevilleeeee, saia da casa!”), o cachorro aparece no meio da história apenas e o final é diferente também.

Participações especiais: a brasileira Alice Braga, sobrinha da conhecida Sônia Braga e ainda cheia de sotaque está bem no filme. Não diria que é um destaque, como dizem alguns ufanistas pois o papel dela é pequeno. O moleque que aparece com ela deve ser filho ilegítimo de algum diretor, porque não entendo a presença dele ali. Não está em nenhuma versão e não acrescenta nada a esta.

Curiosidades:

  • No Time Squares pode-se ver um cartaz de um filme com o Batman e o Superman, com estréia para 15/05/2010. Na locadora de video também existem cartazes de filmes do Lanterna Verde e dos Teen Titans.
  • Para as seis noites de filmagem na Ponte do Brooklyn foi necessário aprovação de 14 agências governamentais, uma equipe de trabalho de 250 pessoas e mais de 1.000 figurantes (incluindo 160 membros completamente equipados da Guarda Nacional). Foram utilizados diversos veicúlos e aeronaves militares de verdade e gastou-se um total de US$ 6.000.000,00. Ou seja, o orçamento dessa cena é mais ou menos igual ao orçamento do maior blockbuster nacional da atualidade: Tropa de Elite custou R$ 10,5 milhões no total. (fontes: IMDB e Folha)
  • Will Smith se afeiçoou tanto do cachorro -na verdade, cadela- que ao final das filmagens quis adotá-la. Entretanto, o treinador dela não aceitou abrir mão da cachorrinha de jeito nenhum.

Em resumo: veja o filme agora e divirta-se muito, leia o livro depois e pense.

21 de January de 2008 | Deixe um Comentário

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