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Por Antonio Carneiro em 20/03/2010 - Categorias: culinária, imagem
Fontes: Littlehoothoot, FoodPorn, Flickr
Fontes: Littlehoothoot, FoodPorn, Flickr
No dia 26 de junho comemora-se o Dia Nacional da Aviação de Busca e Salvamento.
Acredito que essa data deveria ser mais lembrada pelos brasileiros, considerando a quantidade de acidentes que tem ocorrido e a atuação cada vez mais importante dos serviços de busca. Desde colisão entre aviões até padres voadores, passando pelo recente caso do voo da Air France, a aviação de busca e salvamento tem se mostrado imprescindível.
Essa data específica foi escolhida como marco comemorativo, pois no dia 26 de junho de 1967, depois de dez dias desaparecido na Amazônia, o C-47 de prefixo 2068 foi avistado pelos aviões de busca e salvamento da Força Aérea. Dos 25 militares a bordo, apenas cinco conseguiram sobreviver. Chegava ao fim uma das maiores missões deste tipo já realizadas no Brasil. Foram gastos mais de 1.100 horas de voo, um milhão de litros de combustível e empregadas 32 aeronaves. Naquele dia, um avião Albatroz, do 2º/10º Grupo de Aviação, Esquadrão Pelicano, avistou a cauda do C-47 em meio à mata fechada (o Esquadrão Pelicano é o responsável por realizar esse tipo de missão em todo o território nacional e até em países vizinhos).
Segundo o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR) atua numa área de 22 milhões de km² – grande parte sobre o Oceano Atlântico e a Amazônia.
No Brasil, há cinco Salvaeros ou Centros de Coordenação de Salvamento (RCC, em inglês): SALVAERO AMAZÔNICO, SALVAERO RECIFE, SALVAERO BRASÍLIA, SALVAERO CURITIBA e SALVAERO ATLÂNTICO.
O Sistema SAR (“Search and Rescue”) da Aeronáutica prevê, ainda, a integração com as demais Forças e instituições, somando-se aos recursos e meios da Marinha, do Exército e de organizações públicas, privadas e não-governamentais.
Um grupamento subordinado ao DECEA, o GEIV – Grupo Especial de Inspeção em Voo, tem um símbolo interessante para os fãs de Star Trek. Vai dizer que não lembra o símbolo da Frota Estelar virado de lado?
Fontes: Ministério da Defesa, Departamento de Controle do Espaço Aéreo e Fly Company
O dia 22 de Abril é o Dia da Aviação de Caça. A FAB escolheu este dia para comemorar porque foi em 22/04/45 que nossos caças na Itália realizaram o maior número de missões em único dia. O site Sentando a Pua é bem completo, recheado de informações e histórias sobre a atuação da aviação militar brasileira na II Guerra Mundial, inclusive apresentando um quadro detalhado com cada missão. A ilustração acima foi feita por Felipe Massafera e mostra os P-47 Thunderbolt da nossa força expedicionária.
Também se comemora neste dia o Dia da Terra (Earth’s Day). Essa celebração ecológica foi criada por um senador americano em 1970 e é seguida em alguns países. Outros elegeram celebrar o Dia da Terra no equinócio de março. A ilustração acima é de Kawaiimarti.
E é claro, que não podemos deixar de fora o Descobrimento do Brasil. Não entendo porque uma data tão importante para nós não é celebrada adequadamente. Não só não é feriado como também não vejo muito assunto a respeito: paradas, exposições, artigos publicados, nada. A não ser na comemoração dos 500 anos. E mesmo esta foi pífia e cercada de escândalos. A ilustração acima é de Tokitos.
Um aviso aos estudantes: muito cuidado com a Wikipédia. Confira sempre as próprias fontes citadas por lá. Na Wiki é dito que hoje seria Dia da Força Aérea Brasileira, mas no site oficial da FAB, esta celebração seria só em outubro.
Na guerra do Golfo um recurso militar americano chamava atenção: os aviões espiões não tripulados. Graças a eles, os Estados Unidos eram capazes de localizar alvos e vigiar a movimentação inimiga, permitindo que as incursões das suas tropas fossem mais seguras e objetivas. De vez em quando um desses era abatido, mas o custo deles é bem menor que uma aeronave tripulada, sem falar nas vidas poupadas.
Bem, agora o Brasil está nesse clube seleto da alta tecnologia de combate. O Carcará tem tecnologia brasileira e já está sendo utilizado pela nossa Marinha, especificamente pelo Corpo de Fuzileiros. A expectativa é que ele também seja utilizado pela Polícia.
Produzido pela Santos Lab, o Carcará tem o nome oficial de Vant (Veículo Aéreo Não-Tripulado). Com 1,60m de envergadura, ele atinge 3.000 metros de altitude, velocidade máxima de 75 km/h e autonomia de vôo de 90 minutos, em um raio de até 8 km. O peso de apenas 2 quilos permite que ele seja lançado com as mãos sem nenhuma dificuldade.
Ele possui 3 antenas. Uma se comunica com satélites para determinar sua posição atual. Uma segunda antena se comunica com o software de controle, em terra, que lhe diz a direção a ser seguida. A última antena envia imagens em tempo real a partir de uma câmera retrátil que possui. Essa câmera, que gira 360°, segue automaticamente um alvo identificado pelo operador.
Atualmente, a Marinha está utilizando o Carcará a partir de navios. Estes lançamentos são feitos com o objetivo de investigar a costa em busca de lugares com condições para atracar.
Existem diversos outros usos planejados por seus criadores. Monitoramento florestal e pesquisas agrícolas são dois exemplos. Mas é na segurança pública que eles esperam ver o Carcará em ação o mais breve possível. Como ele é feito de espuma de polipropileno, um tipo leve de isopor, uma queda em área populosa não deve ferir inocentes ou causar grandes danos.
O Carcará poderia melhorar a capacidade de vigilância, ao mesmo tempo que reduz custos.
Graças a sua autonomia, ajudaria a encontrar cativeiros, por exemplo. Sua capacidade de monitoração poderia ser usada para vigiar o movimento do tráfico de drogas. A perseguição a um alvo identificado com um simples clique do operador ajudaria no cerco a automóveis ou “bondes” criminosos.
Devido a seu tamanho reduzido e a altitude alcançada, ele também seria um alvo mais difícil para os atiradores do tráfico que o helicópteros.
Pessoalmente achei interessante. O custo total do aparelho e treinamento não foi divulgado, mas sou a favor de usarmos as armas atuais mais eficientemente ao mesmo tempo que incluimos novas armas no combate ao crime.
Fontes: Santos Lab, Isto É, Blog Naval
Pela internet a gente encontra todo tipo de gadget e bugiganga diferente. A maioria até é curiosa, mas poucos a gente realmente compraria. Não é o caso do Ear Pressure Equalizer (Equalizador de Pressão do Ouvido). Esse eu compraria com prazer.
Uma das coisas que mais me incomoda em voar de avião é o problema da pressão no ouvido. A pressurização da cabine pressiona o tímpano para dentro causando, além de uma certa surdez temporária, uma dor incrível, pelo menos pra mim.
Tento todos os truques tradicionais: mascar chiclete, bocejar ou tampar o nariz e boca enquanto forço o ar pra fora. Nenhum adianta pra mim. Quando a avião começa a aterrissagem começa o drama. Chego a pensar que o tímpano vai romper, de tanta dor. Felizmente isso não ocorre em 100% das aterrissagens, porque eu adoro voar.
Bem, essa invenção de um professor australiano suga o ar do canal externo do ouvido, causando um pequeno vácuo que gentilmente puxa o tímpano para sua posição original. Para o aparelho funcionar, basta apertar a membrana amarela. Um mecanismo de segurança impede que você aplique muita pressão por engano.
O aparelho serve também para evitar os desconfortos da pressão no ouvido causado por subida na serra, mergulho e outras situações semelhantes. Custa £ 38,95 nesse site. Acho que nem é tão caro.
É isto mesmo, não é ficção e não é anime. Já foi testado e vai ser embarcado em aviões da força aérea dos EUA.
No último dia 13 de maio a Boeing disparou seu Laser Químico de Alta Energia pela primeira vez à partir de um avião Hércules C-130H. Este é um dos últimos passos rumo à total funcionalidade do sistema anti-misseis da próxima geração baseado em laser.
Os testes foram realizados com o avião no solo. Até o final deste ano o equipamento será testado no ar contra alvos no solo. De acordo com a Boeing o sistema ATL (Advanced Tactical Laser) é capaz de “destruir, danificar ou desabilitar alvos com danos secundários mínimos”.
O laser será montado em uma extensão rotativa que sai da parte inferior da fuselagem do avião. Não foram declarados dados de potência ou alcance.
Achei uma referência à potência do laser sendo na casa dos GigaWatts e outra referência relativa à distância de alcance sendo algo entre 8 a 30 Km, dependendo da altitude e condições climáticas. E o peso do equipamento todo que é em torno de umas 7 toneladas, por isso precisa de um avião grande para carregar.
Com uma potência destas, queria saber se vai fazer um barulhinho “fzzzzzztt” ou “pew pew pew” quando disparar.
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