Jogos com física
Por Matheus |O Degas| Paviani em 08/09/2010 - Categorias: inutilidade, jogo, webgame

physics Uma dica para você perder o resto do(s) dias(s) jogando ou aplicando a vadiagem malemolente diária.

Este site é uma seleção com vários jogos online (geralmente em flash), baseados na física dos objetos. É um ótimo lugar pra dizer pra sua mulher que está ensinado seu filho a matéria do colégio, quando na verdade, só está tentando destruir castelos. #ficaadica

Recomendo os que perdi mais tempo (jogando) estudando:

Biologia de um Grabóide
Por Antonio Carneiro em 28/08/2010 - Categorias: cinema, ecologia, sci-fi, video

Se você já assistiu algum filme da série Ataque dos Vermes Assassinos (Tremors) ou o curta seriado derivado, então sabe o que é um Grabóide. Se não conhece, não perca tempo e assista logo.

O interessante é que um estudante alemão, Frank Robnik, criou um filme educacional sobre os Grabóides para sua monografia na Universidade de Ciências Aplicadas em Augsburg. Narrado em inglês, ele é instrutivo e parece mesmo algo que se veria em um Discovery Channel da vida (guardando a falta de recursos, claro). E achei fantástico que uma universidade de ciências aceite um tema destes para uma monografia!

Monstrous Wildlife from Frank Robnik on Vimeo.

Via Biology in Science Fiction

Quase tive um treco, de tanto rir
Por William Becher em 23/11/2009 - Categorias: humor, imagem

House Cat vs Big Cat

Para quem não entendeu:

Pergunta

- O que no DNA, impede que um gato doméstico cresça tanto quanto um felino grande? Algo do tipo, um Siamês para um Leão.

Resposta

- Exatamente esta parte: [...] trecho do dna [...]

Via: fukung.net

10 fatos engraçados sobre Charles Darwin
Por William Becher em 16/12/2008 - Categorias: ciência

Detalhe para o irônico Fato Nº 7

Clonagem – Entendendo o que é um clone
Por Antonio Carneiro em 30/11/2008 - Categorias: ciência

Interesse

As pessoas – pelo menos as que visitam o NewsErrado – têm demonstrado um saudável interesse em ciências. Nossos posts sobre o acelerador de partículas LHC são verdadeiros magnetos de googlenautas e o item “ciência e tecnologia” está em 2º lugar na nossa enquete, na frente de outras 13 alternativas. Essa boa notícia nos incentivou a escrever mais posts sobre ciência.

Confusão

Novelas como Os Mutantes e desenhos como Star Wars – Guerras Clônicas abordam de forma lúdica e fantasiosa um tema que fascina e assusta desde o tempo de Frankenstein (ou talvez até mesmo anterior a isso, com a mitologia do Golem): o Homem tomando o papel divino para si e criando vida de uma maneira “não ortodoxa”.

É seguro afirmar que quando o assunto é a ciência genética, discursos inflamados de radicais religiosos, filmes de ficção científica inconseqüentes e reportagens sensacionalistas costumam confundir mais do que esclarecer o público.

Fatos

A ciência genética é bem ampla e estuda diversos temas, contudo desde o nascimento da ovelhinha Dolly, nenhum deles tem atraído tanto a atenção quanto a clonagem. E é exatamente para trazer mais luz à esse assunto fascinante que o NewsErrado resolveu entrevistar Cíntia Callegari Coêlho, bióloga formanda pela Universidade Federal de Santa Catarina e integrante do grupo de pesquisa Genética Humana Aplicada, cadastrado no CNPq. Ela gentilmente cedeu um pouco do seu tempo para responder com bastante precisão e sinceridade às perguntas que formulamos.

1- O que é um clone?

A origem da palavra clone vem do grego klon, que significa broto. Um clone é um organismo geneticamente idêntico a outro. O processo de clonagem ocorre naturalmente em muitos organismos, como bactérias e algumas plantas, por exemplo, que se reproduzem assexuadamente (sem troca de material genético entre dois indivíduos)

2- O gêmeo é um clone feito pela natureza?

Sim, o gêmeo idêntico (univitelino, aquele que se origina da divisão de um único zigoto) pode ser considerado um clone feito pela natureza, já que é geneticamente igual ao irmão.

3 – Qual interesse prático pode haver na criação de clones?

A meu ver, os interesses mais nobres na criação de clones são a clonagem terapêutica, que tem por objetivo reproduzir tecidos ou órgãos saudáveis para transplante sem correr o risco de haver rejeição no receptor e a preservação de espécies em extinção. Mas posso citar também, como conseqüência do desenvolvimento da técnica, a substituição de animais de estimação falecidos e a produção em massa de organismos com uma característica desejada, como por exemplo, a produção de um hormônio para uso terapêutico.

É importante ressaltar que a técnica ainda apresenta muitos pontos desconhecidos e, portanto, muitos problemas. O fato de se criar uma população geneticamente idêntica implica na falta de variabilidade genética, fator fundamental na evolução das espécies. O que quero deixar claro é que se a população é sensível a uma doença, uma infecção viral, por exemplo, e ocorrer uma infecção, toda a população vai morrer, por ter as mesmas características e as mesmas possibilidades de defesa, ao contrário do que aconteceria numa população natural, que possui variabilidade genética e que alguns organismos poderiam escapar da infecção, por ter genes diferentes que poderiam ser eficazes contra o ataque viral.

4 – Ao tentar criar um clone, ele poderia sofrer alguma mutação (natural ou induzida pelo homem) e sair, portanto, diferente do original?

Sim, poderia acontecer uma mutação e o clone sair diferente do original. Como já mencionado, a técnica de clonagem ainda não está completamente elucidada, levando ainda a muitos erros no processo.

5 – Caso positivo, ele ainda seria chamado de clone?

Como definimos clone como um ser geneticamente idêntico a outro, se ocorrer uma mutação no processo, teoricamente o organismo não vai ser um clone.

6- Os clones envelhecem mais rápido ou passam por uma gestação normal e envelhecem exatamente como o ser “normal”?

Apesar de passarem por uma gestação normal, os clones envelhecem mais rápido do que o normal.

Nas extremidades dos cromossomos (filamentos de DNA super compactados) existe uma região chamada telômero, que é uma seqüência de DNA que atua como um “relógio” para a célula. A cada divisão celular, o telômero se encurta um pouquinho, e quando a célula atinge um número x de divisões, o telômero está tão curto que a célula percebe que se continuar se dividindo ela vai começar a perder partes importantes do cromossomo e a célula é encaminhada para apoptose (morte celular programada). O que acontece nos clones é que uma célula adulta é utilizada para dar origem ao clone, e essa célula adulta já sofreu muitas divisões, o que implica de ela ter seu telômero já encurtado. Se o clone se origina de uma célula com telômero já encurtado, em pouco tempo suas células serão encaminhadas para apoptose, o que caracteriza o envelhecimento precoce. Resumindo, um clone é originado de uma célula adulta, então mesmo recém-nascido, suas células já possuem características adultas.

7 – Seria possível clonar apenas órgãos e usá-los como “peça de reposição”?

Esse é o objetivo de um campo de pesquisa chamado Clonagem Terapêutica, que representa esperança para a cura de muitas doenças, genéticas ou adquiridas. O procedimento é tentar fazer com que uma população de células-tronco (aquelas encontradas em embriões e que tem capacidade de se transformar em qualquer tipo celular) se diferencie em certo tecido ou órgão, que possa ser usado como “peça de reposição”. A dificuldade está em como induzir as células-tronco a formar um determinado tecido e não outro.

8 – Já existem debates éticos, morais e religiosos, abordando temas como os direitos dos clones, por exemplo?

Existem discussões, MUITAS discussões éticas, religiosas e até mesmo entre os cientistas. O ideal é cada pessoa entender como é o processo de clonagem, como funciona e o que é empregado. Enfim, desmistificar o assunto, e então cada um pode formar sua própria opinião a respeito.

Bactérias radioativas vivem abaixo da superfície
Por Alexandre Salau em 07/05/2008 - Categorias: ciência, curiosidades

Bactérias que vivem no subsolo profundo, sem luz do sol e se alimentam de rochas radioativas tornam cada vez mais difícil definir o que é vida.

Grand Prismatic PoolExtremófilo é o nome dado a organismos que vivem em condições extremas, como no subsolo congelado da Antartida, nas encostas vulcânicas, nos desertos de sal ou no fundo do mar perto de fossas sulfurosas e onde não chega luz solar.

Mas nem isso se compara a estas bactérias recentemente descobertas em escavação de mais de 3 quilômetros de profundidade, onde jamais a luz solar chegou. Mesmo assim elas conseguem sobreviver graças a uma nova fonte de energia, a radioatividade do interior da Terra.

Estas bactérias extremófilas possuem uma biologia que poderia ser considerada até alienígena para nós. No ambiente onde elas vivem a radiação proveniente do decaimento do Urânio quebra as moléculas de água as transformando em peróxido (água oxigenada) que ao se misturar com pirita (o ouro-dos-tolos) libera ions que são aproveitados pelo seu refinado paladar e metabolismo altamente diferenciado. Em resumo, elas vivem sobre o Urânio, bebem água oxigenada e comem rocha.

Mas não se preocupem os que imaginam que seres microscópicos expostos à radiação irão crescer e invadir a superfície, destruindo Nova York (todos os monstros vão para Nova York). Estas pequenas maravilhas da natureza tem um ciclo reprodutivo centenas de milhares de vezes mais lento que suas contrapartes convencionais, dividindo-se a cada 300 anos.

Mesmo asim são seres muito bem adaptados a condições extremas e que podem servir de modelo para pesquisas de exobiologia (sobre possíveis seres vivos em outros planetas).

Fonte: The Daily Galaxy

Cientistas descobrem um nervo sexual
Por Alexandre Salau em 28/03/2008 - Categorias: ciência, cultura, curiosidades, notícia

Pois então amigos, não é que a atração sexual nasce pelo nariz mesmo. Mas não tem nada a ver com o olfato.

É uma lenda antiga que sempre se baseia nos animais e afirma que o impulso sexual é sempre regido pelo olfato ou no mínimo, por algo relacionado à química olfativa.

CérebroPois então, o que os cientistas descobriram foi um pequeno nervo que começa no nariz e vai direto à área sexual do cérebro, sem passar pela parte olfativa. Este nervo é sensível a compostos químicos que são exalados por todos nós, e carrega as informações destes compostos até o cérebro para que seja interpretado da forma adequada.

Não é um cheiro nem um perfume em particular, já que este nervo não é olfativo não há nada que mestres perfumistas possam fazer para despertar o desejo de outras pessoas. Até porque pelo que foi descoberto, cada pessoa tem sua própria “assinatura química”, como uma impressão digital e cada um interpreta esta assinatura de uma forma particular.

Genética

O mais interessante é que parece que a atração é maior na mesma proporção em que as assinaturas químicas das duas pessoas forem diferentes. Quanto mais diferentes mais se atraem ou mais despertam algum tipo de desejo sexual.

Como pessoas com parentesco próximo tendem a produzir compostos químicos parecidos a interpretação dada a esta preferência pela diferença é uma forma da evolução genética garantir a maior variedade genética possível evitando cruzamentos entre familiares ou quem tenha algum nível de parentesco próximo.

Gravidez e anticoncepcional

Outra curiosidade é que a mulher, quando engravida, altera a interpretação dos sinais químicos e passa a se aproximar mais dos parentes genéticos, isto seria uma forma de buscar abrigo entre os familiares mais próximos, um tipo de proteção.

Mulheres que fazem uso de pílulas anticoncepcionais acabam tendo efeito semelhante já que os hormônios levam o corpo a um tipo de “situação de gestação”. Então se uma mulher se apaixona por alguém enquanto usa a pílula, pode ter o interesse diminuído quando deixar de tomar o medicamento.

Instinto

Claro, isto não é uma escala de “8 ou 80″, pelo que se sabe em tudo que envolve genética e interpretação de sinais químicos, existe uma infinidade de graduações, além de que seres humanos não são unicamente instintivos, existe toda uma racionalização e um comportamento social que deve ser agregado.

Mas definitivamente, aquela paixão e desejo repentinos por alguém que acabamos de conhecer podem ter explicação neste “instinto químico”.

Fonte: MSNBC

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