
Notícia
Um cidadão britânico acabou de sofrer a pena máxima na China, ou seja, foi executado. Foi o primeiro europeu a receber esta pena desde 1951. O crime? Tráfico de drogas: em 2007, ele tentou entrar na China com 4 quilos de heroína.
A defesa alegou que o sujeito sofreria de problemas mentais, sendo bipolar. Ele teria sido enganado por estranhos e as malas não seriam originalmente suas. O Primeiro Ministro britânico condenou vemeentemente a execução e o Ministro das Relações Exteriores disse que a Grã-Bretanha “se opõe completamente ao uso da pena de morte em todas as circuntâncias”.
Comentário
Não vou entrar na polêmica se a pena de morte deve ou não ser aplicada. Nem se o traficante realmente tinha algum problema mental. Mas sim na reação do governo inglês.
A China matou com uma injeção letal um cidadão inglês que foi preso, julgado e condenado segundo suas normas, procedimentos e leis regulamentares. Mas o governo chinês agiu errado, sendo este mais um típico exemplo dos desmandos ditatoriais de um país que vive desrespeitando os direitos humanos, é isso?
Mas a Inglaterra matou barbaramente um brasileiro, sem direito a julgamento ou defesa, executando-o com diversos tiros na cabeça e aí está tudo bem? O brasileiro foi considerado inocente pelo próprio sistema legal inglês, mas não só ninguém foi preso, como a indenização à família brasileira (conseguida depois de muita luta judicial) é muito inferior do que a pensão concedida ao chefe de polícia que ordenou o assassinato. Nem um pedido oficial de desculpas foi feito até hoje.
Pensei que a Inglaterra era contra pena de morte em todas as circunstâncias, senhor ministro, mas acho que só quando é um inglês que morre.
Fonte da notícia: O Globo. Fonte do comentário: NewsErrado.