Após 4 adiamentos, Anatel decide pelo desbloqueio de celulares
Por William Becher em 18/03/2010 - Categorias: notícia, tecnologia

Após adiar quatro vezes a decisão sobre a obrigatoriedade do desbloqueio de celulares no País, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou em reunião na tarde desta quinta-feira que as operadoras terão que desbloquear os aparelhos imediatamente e sem qualquer multa.

De acordo com informações da agência reguladora, a decisão passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União. A expectativa é de que a orientação do conselho da Anatel seja encaminhado ainda nesta semana para que seja publicada dentro de dez dias.

A Anatel afirma ainda que o pedido do desbloqueio dos aparelhos não induz automaticamente no rompimento dos contratos estabelecidos com as operadoras. Mesmo permitindo o desbloqueio dos celulares, os contratos com as operadoras que preveem anuidades ou pagamentos mensais deverão ser cumpridos normalmente.

Antes, os clientes que solicitavam o desbloqueio para usar o aparelho com chips de qualquer outra operadora eram obrigados a permanecer utilizando o serviço da operadora contratada.

Adiamentos

O presidente do conselho da agência reguladora, Ronaldo Sardenberg, foi o primeiro a pedir vistas do processo ainda no ano passado. Em seguida, de acordo com a Anatel, Sardenberg pediu pela prorrogação do tempo de votação em 45 dias. A terceira adiamento aconteceu por conta do pedido de vista do conselheiro Jarbas Valente. Na reunião do dia 4 de março, foi a vez do conselheiro Antonio Bedran pedir vistas.

Fonte: Terra

Eu vi: Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Por Antonio Carneiro em 21/02/2010 - Categorias: Eu_vi, cinema

Em uma palavra: Gostei.

Mas para fazer uma crítica mais justa, vou usar diversas palavras, já que uma só não traduz com precisão a minha impressão do filme.

Esse filme tem sido justamente comparado à Harry Potter, afinal inclui jovens dos dias atuais que de repente se veem como protagonistas em um universo fantástico que convive escondido com o nosso. Ambos também são sagas que chegaram primeiro aos livros e depois ao cinema. A diferença seria que Harry Potter lida com magia e poções, feiticeiros e druidas, enquanto o Percy Jackson lida com a tradicional mitologia grega. Se a diferença fosse apenas esta, Percy já estaria na vantagem, uma vez que prefiro muito mais os mitos gregos do que os feiticeiros britânicos (pra mim, a Idade Antiga dá de dez na Medieval). Mas acredito que a diferença pára aí. Percy Jackson perde menos tempo apresentando o “novo mundo” ao herói e ao público, partindo logo para aventura. Os filmes do Harry Potter também me transmitem um pouco de frio e claustrofobia, enquanto esse atravessa diversas cidades ensolaradas do EUA.

O filme tem diversos pontos positivos, como bons efeitos; história que mostra uma interessante busca (um “quest” ou “road-movie”) e mitologia grega. Quem viu o clássico Fúria de Titãs, vai curtir o encontro do herói com a Medusa, por exemplo. Como pontos negativos, diria que a amiga do herói poderia contribuir mais com a inteligência ou mesmo na hora da luta, sendo filha de Athena. Outro ponto negativo é o próprio nome do protagonista, que acho ridículo. Mas a intenção foi ter uma versão moderna do nome Perseus.Estive lendo na wikipédia sobre o filme e o livro, e parece que não só há muitas diferenças, como o livro me pareceu ser muito melhor. Fiquei até curioso de lê-lo.

Outra questão que me incomodou é que ele parece ser muito mais poderoso do que os outros semi-deuses, mas talvez seja porque ele é filho de um dos 3 grandes irmãos (Zeus, Poseidon e Hades). Aliás, falando dos seus poderes… isso sim é que herói aquático que preste! Deixa o inútil Aquaman no chinelo, e nem o Namor seria páreo para ele.

Enfim, o filme pode não ter tirado nota 10, mas deu pra passar de ano. E aumentou o apetite pela refilmagem de Fúria de Titãs, que vem por aí.

Pumzi: primeiro filme sci-fi do Quênia
Por Antonio Carneiro em 24/01/2010 - Categorias: cinema, ecologia, sci-fi

Por enquanto é apenas um curta de 20 minutos, mas a diretora de Pumzi espera transformá-lo em longa metragem, como aconteceu com outro filme de ficção científica africano, Disctric 9.

A idéia do filme me lembra THX-1138 (inclusive pelas carecas dos personagens), Logan’s Run – Fuga do Século XXIII e até Wally-E.

A cineasta Wanuri Kahiu mostra uma sociedade distópica 30 após uma guerra pela água ter devastado o mundo. Sobreviventes do leste africano vivem trancafiados em comunidades subterrâneas. Uma jovem trabalhadora obtém uma semente que está germinando e deseja levá-la até a superfície, sendo perseguida pelo governo que a proibiu de sair da comunidade.

Eu vi o trailer abaixo e achei interessantee muito bem feito. Que venha a ficção científica do Quênia!

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O filme irá ser exibido cinco vezes no famoso festival de cinema Sundance e sua produtora espera não só que ele tenha sucesso, mas que consiga ajudar o cinema queniano a se erguer. O país já tem profissionais bem qualificados, uma vez que costuma servir de locação para filmagens, mas sofre com a falta de verbas.

Fontes: Sf Signal e Wired

Eu Vi: 2012
Por Antonio Carneiro em 22/11/2009 - Categorias: Eu_vi, cinema

Depois de duas tentativas frustradas, em que as sessões estavam esgotadas, finalmente consegui assistir ao filme que se propõe ser algo como a “mãe de todos os filmes de catástrofe”: 2012.

Pessoas Morremposter-filme-2012-la

Pode parecer um comentário idiota, já que é óbvio que muitas pessoas morrem, afinal esse é um filme sobre o fim do mundo! Mas o que quero dizer é que a destruição não é mostrada limpinha, sem vítimas. Quando as cenas espetaculares das cidades sucumbindo são mostradas, você pode ver as luzes dos carros de polícia lááá embaixo, gente agarrada nos prédios tentando não cair e pessoas de todas as idades cercadas pela destruição, com seu destino selado. Personagens engraçados, nobres e egoístas morrem. Famílias inteiras são apagadas da existência.

Mas calma, esse ainda é um filme de Hollywood. Os principais heróis e os cachorrinhos ainda escapam com vida. E o verdadeiro amor continuando triunfando sobre tudo. A Propriedade pode ter sido destruída, mas a Família e a Tradição permanecem.

Destruição

Se você gosta de ver uma boa cena de destruição, você veio ao fim do mundo certo. O trailer não esconde nada: ondas gigantescas, terremotos fora da Escala Richter, vulcões titânicos lançando nuvens de poeira e detritos… e tudo muito bem executado. Como eu disse antes, nas cenas aéreas é interessante observar os detalhes: as explosões elétricas nas casas, os carros cercados nas super-vias ou sendo derrubados em um abismo infinito, junto com os prédios.

Um detalhe: um dos lugares mais seguros parecem ser as pistas de pouso: mesmo com tudo destruído em volta, elas são as últimas coisas a ruir, dando tempo para os aviões dos heróis pousar e decolar.

Mundo

poster-filme-2012-rioInteressante que, ao contrário da maioria dos filmes americanos, este não aborda apenas o fim dos EUA, mas o fim do mundo. Como no filme O Dia Depois de Amanhã (do mesmo diretor), alguns países pobres parecem se dar melhor que a maioria dos ricos. Poucos lugares, no entanto, escapam do massacre nas telas.

Como todos sabem, o Rio de Janeiro aparece no filme, com a estátua do Cristo Redentor sendo destruída. Mas não espere muito mais do que isso, a cena é curta. Interessante é que a cena é vista em um telejornal da CNN, citando que as imagens foram obtidas da emissora local, Globo News. Uma narração de um repórter brasileiro, bem canastrona, porém sem sotaque de gringo, pode ser ouvida.

Vaticano, Japão, América do Sul, Índia, o apocalipse é mostrado em todos esses lugares. Claro que a ênfase ainda é em Los Angeles, Havaí, Washington, Las Vegas, Parque Yellowstone… mas afinal o filme é americano. Se fosse brasileiro, com certeza iria mostrar mais o Rio, SP, Amazônia, Nordeste, etc. Se fosse europeu mostraria mais Londres, Paris e assim por diante.

Quanto aos personagens, saímos do esquema de mostrar todo americano como herói e todo “gringo” como vilão ou alívio cômico. O filme mostra atitudes nobres e atitudes egoístas de americanos e de estrangeiros. Até os chineses receberam sua cota de elogios. Aliás, alguns personagens mostram atitudes sensatas e altruístas e um pouco depois agem como perfeitos idiotas. Pra mim isso valoriza a obra, afinal as pessoas não são totalmente boas ou totalmente más o tempo todo.

Conclusão

Eu gostaria de comentar mais sobre o filme, algumas cenas em especial, mas fazer isso poderia gerar spoiler para muita gente e não gosto de fazer isso nas análises da coluna Eu Vi.

Posso resumir a crítica dessa forma: Se você gosta de cinema catástrofe, compre seu ingresso com antecedência e assista no cinema. O filme tem momentos bem engraçados, tem as mentiras e coincidências forçadas de praxe, ação, efeitos especiais e muita destruição. Pessoalmente, testemunhar essas mortes todas me deixaram com um certo nó, um gostinho amargo na boca, que perturbou um pouco a minha diversão. Vai ver eu estou sensível demais ou ficando velho, sei lá.

Mas sabe o que eu gostaria mesmo? É de ler um livro contando o que acontece depois do final: como a humanidade se reconstrói, conhecer o que sobrou do antigo mundo e imaginar como o novo se formará. Quais as dificuldades existentes e como as pessoas as enfrentarão.

Espera um pouco: eu acabo de assistir um cinemão pipoca e a primeira coisa que penso é na vontade de LER UM LIVRO com a continuação da história? É… devo estar ficando velho mesmo!

Eu Vi: Besouro
Por Antonio Carneiro em 09/11/2009 - Categorias: Eu_vi, cinema

besouroFiquei interessado em assistir esse filme desde que vi o trailer, percebendo logo as técnicas do cinema asiático aplicado às cenas de ação. Será que o Brasil finalmente produziu um filme comercial, de luta e ação, efeitos de primeira, e focado na nossa legítima arte marcial, a capoeira?

Li alguma coisa nas revistas especializadas. De fato, o diretor chamou técnicos com experiência em grandes filmes do cinema asiático e até de Hollywood. E valeu a pena. As cenas de ação estão muito bem coreografadas e filmadas. Quem gosta de capoeira e quem gosta de filmes de luta, vai curtir.

Um parêntesis: a Globo capricha tanto na produção de suas novelas e mini-séries, mas é incapaz de montar uma equipe decente para cenas de ação. Uma simples troca de socos em um bar é tosca e ridícula. Parece que isso serviu como desculpa para que ninguém invista a sério nessa área.

Bem, retornando ao Besouro, a resposta para o questionamento que fiz no primeiro parágrafo seria “sim, finalmente um action-movie nacional de alta qualidade”? Infelizmente não. O filme ainda tem uma série de defeitos. Não são problemas típicos do cinema nacional, podem acontecer em filmes de qualquer país, mesmo dos EUA, mas eles estão lá, impedindo que este seja o filmaço de luta e ação que eu tanto esperava (não estou contando Tropa de Elite, que tinha ação, mas não utilizava efeitos fantásticos e fantasiosos).

O filme Besouro conta a história de uma personalidade que existiu, um mestre de capoeira que combatia a opressão racial e social no início do século.  Sempre defendi que devemos usar o cinema para contar nossa História e promover nossos heróis, então gostei disso. Os efeitos das lutas são bons e o uso do sobrenatural, através dos orixás do Candoblé, foi excelente. O problema foi que a história, contada de forma não linear, parece uma costura mal feita entre as cenas de ação. O tema central deveria ser explorado com mais detalhes e os personagens e suas motivações mais bem trabalhados. Outro problema é que a maioria dos atores era inexperiente: iniciantes ou mesmo completamente leigos na arte da interpretação. Embora seja bom ver rostos novos, o que facilita enxergarmos o personagem e não o ator Fulano interpretando o personagem Sicrano, acredito que existam muitos atores desconhecidos com bastante experiência e talento que a produção poderia ter contratado.

Do jeito que está, Besouro parece um ótimo fan-film. Faria sucesso no You-Tube. Mas realmente ainda falta muito cinema pra virar cinemão. Parece que a idéia inicial do diretor era criar um seriado. Acredito que isso é possível. Fazer uma seqüência também seria interessante, ainda mais se os atores tiverem tempo de estudar melhor interpretação.

Assistam Besouro, os pontos positivos fazem o filme valer a pena, mas não entrem no cinema com suas expectativas muito elevadas.

Trilha Sonora Inapropriada
Por Antonio Carneiro em 27/09/2009 - Categorias: cinema, música, video

Na entrega do Oscar sempre existe um discurso sobre a importância da trilha sonora adequada. Isso não podia estar mais correto. A música pode ajudar muito ou arruinar um filme.

Procurando no You Tube por “Inapproprate Soundtrack” você vai achar exemplos interessantes disso, em que um usuário troca a trilha original por outra, com resultados interessantes e inesperados. O filme 300 ao som de We Are the Champions, do Queen, até que ficou legal. Mas o vídeo que inspirou o post foi a cena de dança de Pulp Fiction. Confira:

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Ok, não resisti e precisei postar mais estes dois: Contatos Imediatos do 3º grau e O Mágico de Oz (atenção especial neste último)

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Dica: se você gostou da idéia pode acessar diversos vídeos neste estilo no BlipTv

Carros Vivos
Por Antonio Carneiro em 04/09/2009 - Categorias: Lista, carros, cinema, tv

Faz tempo que eu vinha preparando um post sobre “carros vivos” do cinema e da TV. Eu não queria simplesmente fazer uma lista, enumerando os carros. Minha intenção era colocar imagens, informações e curiosidades sobre cada veículo. Durante a pesquisa, não resisti e acabei incluindo dois caminhões na lista. Bem, depois de meses, eu finalmente consegui limpar a poeira do rascunho, finalizar o post e colocá-lo no mundo.

Fiquem com o TOP 12 Carros (e caminhões) vivos que já apareceram nas telas.

12- ABIGAIL

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Minha mãe é um carro (My Mother, The Car) foi um obscuro seriado cômico americano de 1965, que durou apenas uma temporada de 30 episodios.
Abigail era a mãe do protagonista. Ela morreu e reincarnou neste calhambeque de 1928. Apenas seu filho podia ouvir sua voz. O filho reformou o carro-mãe, que virou uma preciosidade e assim era cobiçado pelo vilão da série.

O carro usado no seriado era uma montagem de vários carros diferentes, de épocas distintas (dos anos 10 aos anos 20), além de possuir partes criadas especialmente para ele.
A técnica para mostrar um carro dirigindo sozinho era simples, mas interessante: um segundo carro-dublê foi feito sem o fundo. Um dublê dirigia escondido usando o auxilio de espelhos.

Acredito que esse seja o primeiro “carro vivo” a aparecer, então não poderia deixar de constar nessa lista!

11 – Green Goblin truck

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Maximum Overdrive foi um filme de 1986, escrito e dirigido por Stephen King. Mas é tão ruim, tão ruim, que ele jurou não dirigir mais nenhum filme depois disso!

Veículos e outras máquinas ganham vida quando um meteoro passa perto da Terra, mas são os carros e caminhões que tornam-se mais perigosos. O caminhão-líder dos veículos do mal é um White Western Star 4864, ano 1977, com uma enorme cabeça do Duende Verde na frente.
Fiquei em dúvida entre apontar esse caminhão ou um jipe militar, cuja metralhadora M60 na parte de trás dispara sozinha contra os heróis (curiosamente, as armas dos heróis não se voltaram contra eles). Optei por este caminhão, pois ele é a imagem mais lembrada quando se menciona este filme.

10 – Caminhão do filme O Encurralado (DUEL)

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Duel foi um filme feito para TV por Steven Spielberg em 1971, e depois lançado no cinema com algumas cenas adicionais. Neste filme, um motorista de um carro é caçado impiedosamente e sem razão aparente por um motorista de caminhão pelas estradas americanas.

Ok, na verdade esse caminhão não estava vivo de verdade, mas o motorista nunca aparece. A sensação é que o inimigo não é o motorista dele e sim o caminhão em si. E o Spielberg transmitiu muito bem essa impressão, pois eu considero este caminhão um dos mais terríveis vilões do cinema!

O caminhão era um Peterbilt 281, modelo 1955. Sua vítima guiava um Plymouth Valiant 1971 vermelho.

09 – Schlep

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Sclhep (ou Schlepcar no original) é um velho bugre comum que é comprado e reformado por 3 jovens, mas ao receber uma buzina mágica ganha vida.
Ele tinha uma antena grande com uma espécie de garra na ponta, faróis que funcionavam como olhos articulados e pára-choque que parecia uma boca, demonstrando inclusive “expressões faciais”. Além de falar resmungando, ele era capaz até de VOAR (e isso bem antes do final do Grease)!

Você não lembra nada disso? Muito menos eu. Mas esse buggy maravilha foi o astro dos 22 episódios da série de 1976 WONDERBUG. No Brasil foi traduzido como Se Meu Buggy Falasse e como Superbug. Entretanto, o maior feito desse carrinho foi dar origem ao desenho do SPEEDYBUG.

O carro utilizado era bugre desses feitos para andar nas dunas de areia, um clone do modelo Meyers-Manx, em chassis de Volkswagen.

08 – SpeedyBug

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Bem, já que falei do Speedybug, ele tinha que aparecer também. Coloquei ele melhor posicionado no ranking do que seu antepassado de porcas e parafusos, pois esse pequeno bugre de celulóide podia não voar, mas ficou bem mais conhecido.

Este desenho da Hannah-Barbera de 1973 era estrelado por um buggy corredor que nas horas vagas se metia em confusões e desvendava mistérios com seus 3 jovens amigos. Ele falava, pensava, tremia de medo e andava nas pontas do dois pneus traseiros quando não queria fazer barulho.
Existia um controle remoto que sobrepujava sua vontade, mas era mais usado por vilões do que por seus amigos.

07 – Christine

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Mais um veículo que ao ganhar vida demonstrou emoções bem humanas: amor, ciúmes, ódio… enfim, demonstrou o desejo e a capacidade de matar!
Christine é um belo Plymouth Fury 1958 pintado sob encomenda nas cores vermelha e branca (originais apenas nos modelos Belvidere. Os Fury vinham de fábrica em bege com dourado).
Estrela do livro de Stephen King e do filme de John Carpenter de 1983, esse carro é um dos mais estilosos da lista.
No livro, Christine foi possuída pelo espírito malígno do primeiro dono, que matou a própria família no carro em troca de imortalidade. No filme, o carro já “nasceu” na linha de montagem, vivo e mau.

06 – The Car

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Este esquecido filme de 1977 é estrelado por um Licoln Continental Mark III 1971, adaptado por George Barris, o mesmo designer do famoso Batmóvel dos anos 60.
O filme mostra o duelo entre o xerife local e este carro misterioso que dedicou sua vida de 4 rodas à atropelar inocentes.
O cartaz do filme pergunta quem dirige O Carro: um fantasma, um demônio ou o diabo em pessoa? Somente no final a assustadora resposta é revelada. Não me pergunte qual é, pois eu não vi o filme!

05 – Lightning McQueen

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Estrela do desenho Carros (Cars) da Pixar/Disney, esse carrinho de corrida é uma mistura do Herbie com o Willie, porém ele fala (e todos os outros veículos também, já que não existem humanos nesse universo). Mas esse jovem carro começa o filme arrogante, se perde no meio do deserto e lá molda seu caráter, além de encontrar o amor.

Não entendi porque ainda não fizeram uma continuação, porque esse desenho é bem legal.
Uma curiosidade: nesse site, alguns fãs fizeram versões tunadas dos personagens.

04 – Willie

wilie
Inspirado no “Herbie – Se Meu Fusca Falasse” e inspirando o recente “Carros”, o desenho Carangos e Motocas (Whellie and the Chopper Bunch) mostrava um universo onde todos os carros, caminhões e motos eram vivos.
Neste desenho de 1974, que teve pequenos 39 episódios, o fusquinha vermelho Willie era o protagonista, defendendo os bons valores que um bom herói costuma defender (Quem assistia não esquece o “CHAAARGE!” que aparecia escrito em seu pára-brisa). Sua namorada era a Rota, uma “carrinha” conversível. E seus arqui-inimigos formavam uma inesquecível gangue de motoqueiros atrapalhada.
O curioso é que todos os veículos nesse desenho falavam, menos o Willie que apenas buzinava e escrevia palavras e símbolos em seu pára-brisa.

03 – Bumblebee

transformers

A wiki tem um verdadeiro tratado sobre esse carrinho, mas acho que posso resumir dizendo que ele é o mais simpático dos Transformers. Não é o maior, o mais inteligente e nem o mais poderoso, porém é o que apresenta uma convivência mais próxima dos seres humanos, dentre todos os alienígenas de Cybertron.

Sim, para quem não conhece, os Transformers são seres de outro planeta que vieram para a Terra e aqui alternam sua forma natural robótica com a de veículos como carros e aviões.

O Bumblebee era um fusquinha amarelo no desenho animado original dos anos 80 e virou um Chevrolet Camaro nos filmes mais modernos de cinema. Como todos Transformers, ele fala e vem equipado com um belo arsenal. Nos filmes o seu sintizador de voz fica avariado por um bom tempo e ele usa o rádio para se comunicar através de músicas. Um sacada inteligente e que às vezes faz lembrar o fusquinha Herbie.

02 – KITT – A Supermáquina

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Esse carro, quando não estava dirigindo sozinho, era pilotado por Michael Knight. Teoricamente, o carro não era vivo, mas controlado por uma inteligência artificial muito poderosa, como se fosse um super-robô. Na prática, era mais vivo do que muitas pessoas!

A Super-Máquina teve mais de uma versão, ou encarnação. Já foi preto, foi vermelho, comandou um time de super-máquinas e estrelou 2 tele-filmes. Mas as mais famosas aparições do KITT foram no seriado original de 1982 e no mais recente de 2008. No primeiro, ele era um Pontiac Firebird Trans Am e no segundo era um Ford Shelby GT500KR Mustang. Na maior parte do tempo, porque essa segunda versão é praticamente um Transformer e vira outros carros (curiosamente todos da Ford…).

O KITT é equipado com diversos tipos de armas, blindagem futurística, equipamentos eletrônicos e computadorizados, Turbo Boost e muitos outros itens de fazer inveja ao Mach 5, do Speed Racer. Mas o que chamava mais atenção, além do fato dele falar e ter idéias próprias, era o sensor luminoso instalado na sua frente, semelhante ao dos Cilônios da série Galáctica.

01 – Herbie

herbie
O Herbie era um VW deluxe ragtop sedã pintado de branco perolizado L87, cujo o interior foi modificado do original branco para um cinza não-reflexivo. Faixas de corrida vermelha, branca e azul e o número 53 completam a pintura característica desse fusquinha.
Sem dúvida nenhuma, esse carro vivo é o mais lembrado pela maioria das pessoas, e não é à toa: valente, vaidoso e bem humorado, ele é o carro de maior personalidade.
Tem um currículo de deixar com inveja seus colegas motorizados e até mesmo atores de verdade: Herbie estrelou 5 filmes de cinema até agora, encantando as platéias em 1968, 1974, 1977, 1980 e 2005.

Fontes: Como eu disse no início, esse post ficou um tempão na gaveta, então não me recordo de cada fonte em particular. Mas é certo que além das minhas memórias e do google, eu acessei a Wikipédia em inglês, os sites TV.com e IMDB, alguns sites brasileiros e americanos especializados em automóveis e sobre nostalgia.

Eu Vi: Chumbo Grosso
Por Antonio Carneiro em 03/09/2009 - Categorias: Eu_vi, cinema, tv

Não adianta procurar em que cinema está passando este filme. Nem toda indicação que eu faço é do último lançamento nas telonas. Até porque a gente está sempre de olho nas novidades, mas acaba assistindo uma bomba só porque todo mundo está falando daquele filme. Enquanto isso deixa passar muita coisa boa que fica empoeirando nas locadoras ou passando na TV.

simonpeggBem, eu estava relaxando em uma tarde de domingo, pianando a TV por assinatura, quando vejo o rosto do Simon Pegg em um Telecine desses. Ele fez o Scott no novo Star Trek e antes disso fez a comédia de zumbis Shaun of the Dead (Todo Mundo Quase Morto, título idiota nacional). Gosto muito desse ator. O filme tinha começado há menos de 10 minutos, então valia a pena dar uma chance. De bônus, ainda vi que Timothy Dalton, Bill Nighy e alguns rostos familiares também estavam nesse filme inglês (depois descobri que Simon Pegg co-escreveu esse filme com o diretor Edgard Wright, assim como fizeram em Shaun of the Dead).

chumbogrosso

O nome do filme é Hot Fuzz, e a tradução novamente é estúpida: Chumbo Grosso. A sinopse: “policial extremamente competente causa inveja a seus colegas em Londres, que dão um jeito de transferí-lo para cidadezinha do interior, onde os moradores parecem agir de forma estranha”. Quando eu liguei a TV ele estava na pequena cidade, tentando ser o melhor policial do lugar onde aparentemente nada acontece e a polícia é relaxada e incompetente. Seu parceiro, no entanto, é um fanático por filmes policiais americanos e adoraria ser um herói como o novo colega.

Esse filme tem bastante humor, ação, personagens interessantes, e principalmente, um roteiro inteligente, com reviravoltas e tramas inesperadas. Tem um pouco de violência, uma vez que diversas pessoas do vilarejo estão sendo assassinadas, mas a enfâse é no bom humor e na adaptação do policial da cidade grande e violenta para uma pequena vila onde todos se conhecem.

Ah, e fiquem de olho no cisne!

Exterminador do Futuro x Jurassic Park
Por Antonio Carneiro em 18/08/2009 - Categorias: arte, cinema

O que aconteceria se o Terminator errasse o cálculo e voltasse demais no passado?

t-800 vs t-rex by ameeeeba

Teríamos um filme melhor que Terminator 4: The Salvation!

(ilustração feita por ameeeba)

Eu Vi: G. I. Joe
Por Antonio Carneiro em 14/08/2009 - Categorias: Eu_vi, cinema

 gijoe1-agijoe 

Finalmente! Depois de “blockbusters” esperados que acabaram sendo filmes chinfrins muito aquém do que prometiam, como Exterminador do Futuro 4 e Transformers 2, chega um filme que vale a pena assistir!

Eu acreditava que este seria um simples caça-níquel bobo e caro, estava sem nenhuma expectativa. Até que vi o trailer e gostei. Ainda assim, estava com o pé atrás. Mas que grata surpresa eu acabei tendo. O filme G. I. Joe A Origem de Cobra cumpriu a promessa do trailer e ainda entregou mais. É um bom exemplo do antigo lema “cinema é a maior diversão”.

Para quem nunca ouviu falar no desenho original, não colecionava bonequinhos Comandos em Ação ou até mesmo viu alguns episódios do desenho, mas não os achava muito interessante, uma boa notícia: assim como Star Trek foi feito para agradar a fãs e leigos, o mesmo acontece aqui. Se você não conhecia o Destro, a Scarlet ou Baronesa, vai poder curtir o filme na mesma intensidade que o sujeito que foi assistir vestido de Falcon e sabe até o sobrenome do soldado que aparece desfocado lá no fundo. Sim, e este fã ardoroso também não sairá decepcionado ou indignado.

 Para não ficar só nos elogios, eles poderiam ter usado o grito “marca registrada” mais vezes (Yo Joe!) e a máscara dos soldados Cobra era mais legal no desenho animado. Pronto. Tá vendo? Só isso contra, o resto é só a favor.

A escolha do elenco está muito boa (Doctor Who, o Múmia e outros), os efeitos especiais de primeira e as cenas de ação emocionantes: ataque ao comboio da Otan, perseguição em Paris, habilidades ninja, super-trajes, combates de naves subaquáticas! Em alguns momentos GI Joe lembra os antigos filmes de James Bond, em outras a saga Star Wars, mas nunca deixa de imprimir sua personalidade, fortalecendo essa franquia.

 Outro mérito do filme é que além de deixar o gancho para uma continuação, nos faz realmente querer assistir a sequência!

PS: Para quem não sabia e tinha a curiosidade, “G.I.” significa Government Issue (Produzido pelo Governo) e vinha marcado nos equipamentos militares. Logo, passaram a chamar os soldados também de G.I.s. Bem condizente com o pensamente militar de que os soldados não tem vida própria e não devem pensar: eles não passam de propriedade do governo.
Quanto ao ”Joe”, este é um nome comum e genérico, como “Zé” ou “Mané”.

Em um cinema perto de você…
Por Antonio Carneiro em 05/08/2009 - Categorias: cinema, humor, imagem, photoshop, visões-artísticas

… O ATAQUE DAS MARIONETES DE MEIA GIGANTES!!

- 100 pés de pura destruição! -

movieposter

(clique para ampliar)

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