
Saiu na Revista Fapesp um artigo bem interessante sobre neurologia. A questão levantada é a seguinte: Por que gostamos tanto de comer bolos, tortas e bombons? Por que babamos toda vez que nos deparamos com a vitrine de uma doçaria…Gula? Não, os neurocientistas acreditam que seja mais complexo… Está ligado ao sistema dopaminérgico de recompensa.
Ligando o programa traduteitor-newserrado: dopaminérgico vem de dopamina. Sabe, aquele neurotransmissor responsável pela estimulação dos neurônios quando sentimos prazer ? Então, esse sistema regula a nossa satisfação da seguinte maneira: a gente faz uma coisa, o cérebro produz dopamina, a gente sente prazer e como o nosso organismo reage? Querendo mais…rs! Tá, não é tão simplório assim:
O sistema de recompensa (dopaminérgico) está presente desde os mamíferos mais primitivos. Ele tem participação fundamental na busca de estímulos causadores de prazer, tais como alimentos, sexo, relaxamento. Por meio do reforço positivo da recompensa, obtida durante essas experiências, o organismo é impelido a buscá-las repetidas vezes. Cria-se uma memória específica para isso. O sistema de recompensa, desse modo, é um importante mecanismo de autopreservação. (Cf. Neurobiologia da Dependência Química. Parte IV: O Sistema de Recompensa).
A minha explicação pelo menos estava mais engraçada.
Mas, voltando aos doces. O paladar também é uma forma de sobrevivência, pois na pesquisa publicada na revista, além do sistema de recompensa, o doce é rico em calorias, o que é meio óbvio. Mas, o que não é óbvio foi a descoberta de que o que o nosso cérebro, ou melhor, nosso sistema de recompensa busca nos doces não é a produção de dopamina, mas…acreditem…aff…as malditas calorias!
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