Sinal de Pare
Por William Becher em 25/07/2008 - Categorias: design, humor, video

Já imaginaram como seria se o sinal de pare fosse inventado por uma grande corporação?

Pois então pare de imaginar, e assista o vídeo!

Vi aqui.

Dívida Externa e Reservas Internacionais
Por Antonio Carneiro em 23/06/2008 - Categorias: Brasil, editorial, noticia

Segundo a Folha de São Paulo, o Brasil fechou o mês de maio de 2008 com US$ 197,9 Bilhões de reservas internacionais. Só esse ano o Banco Central já adquiriu US$ 13,2 bilhões.

O perfil da dívida externa continua a se alongar: a dívida de curto prazo caiu de US$ 39 bilhões para US$ 38,2 bilhões, enquanto a de médio e longo prazo subiu de US$ 162,6 bilhões para US$ 164,8 bilhões.

A dívida externa total, confirmada em março, estava em US$ 201,6 bilhões (a estimada para maio é um pouco maior, totalizando US$ 203 bi). Ou seja, em breve o país terá dinheiro suficiente em caixa para pagar toda a dívida externa, uma das antigas assombrações da nossa economia, juntamente com a inflação.

Claro que o Brasil não vai pagá-la de uma só vez (existem débitos privados e públicos, por exemplo), mas isso demonstra a nossa solvência e assim garante taxas de juros e prazos melhores nos novos financiamentos ou ao renegociar os antigos.

É importante notar que manter reservas internacionais não sai de graça: Para adquirir os dólares, o BC vende títulos públicos atrelados à taxa Selic, hoje bem alta. Quando aplica os dólares em títulos no exterior, a remuneração é baixa, pois são juros internacionais. Assim, existe um custo claro nessa diferença de taxas.

Apesar disso, vale a pena: a segurança, a confiabilidade e a proteção contra turbulências externas dão uma estabilidade que não tem preço. Inclusive, esse é um dos motivos do Brasil estar ganhando um Investment Grade atrás de outro. Investment Grade é uma espécie de recomendação, de selo qualidade, que deve atrair investimentos de longo prazo ao país.

O Brasil, dessa forma, tem aproveitado o preço baixo do dólar pra aumentar as reservas. Há algum tempo vem trocando a dívida externa pela interna. Com isso, não ficamos tanto nas mãos do ambiente externo. Quando uma próxima crise externa elevar o dólar não sofreremos tanto. E os juros internos, o novo bicho-papão da nossa economia, é regulamentado pelo próprio Banco Central. É só o governo acordar do delirium tremens e resolver baixá-lo a níveis decentes, que a dívida interna diminui.

Crise dos Alimentos - By Duke
Por Antonio Carneiro em 17/05/2008 - Categorias: charge, economia, tirinhas

Quem acompanha o News Errado já deve conhecer as charges do Duke, uma vez que costumo postar algumas por aqui. Agora, ele dá sua visão sobre a suposta crise dos alimentos, que seria provocada pelo plantio dos bio-combustíveis. Como economista eu posso dizer que essa crise não existe, é balela inventada por quem vive do petróleo.

Na verdade, essas charges ilustram bem alguns dos argumentos sobre essa “terrível crise que trará fome ao mundo”.

Vacas ajudam a aquecer castelo na Suécia
Por William Becher em 21/03/2008 - Categorias: curiosidades, ecologia

O título aí de cima pode parecer estranho, mas é uma idéia genial que o pessoal do Castelo de Wapnö na Suécia começou a usar. As mais de mil vacas do castelo se transformaram em fonte dobrada de lucro: o leite, vendido no mercado local, passa agora a fazer parte, ainda que indiretamente, do fornecimento de calor para a construção do século 18, situada no sudoeste do país.

vacas A idéia é simples, segundo o gerente técnico do Castelo de Wapnö, Jan Tornbjörnsson. O leite é normalmente retirado das vacas a uma temperatura de 37 graus e, em seguida, é rapidamente resfriado para uma temperatura de três graus, a fim de mantê-lo fresco.

“Tudo o que precisamos fazer, portanto, é aproveitar este excedente de energia criado no processo de resfriamento do leite e direcioná-lo para o sistema de aquecimento”, disse Jan Tornbjörnsson à BBC Brasil.

O processo funciona da seguinte maneira: o equipamento de resfriamento do leite produz calor. Através de um trocador de calor, este “ar quente” produzido no processo de resfriamento é transformado em água quente. A água quente é então bombeada para as tubulacões dos sistemas de aquecimento e de abastecimento de água quente do castelo.

As 1,1 mil vacas do castelo produzem 30 mil litros de leite por dia. A sobra de energia gerada é suficiente para ativar todo o sistema de aquecimento central para os 50 cômodos do castelo e instalações adjacentes, incluindo o abastecimento de água quente, segundo o gerente técnico.

Anteriormente, 17 m³ de combustível eram necessários para aquecer o castelo. Na semana passada, o antigo boiler foi definitivamente aposentado.

Você pode ler a notícia inteira diretamente no Terra.

 

Valeu Rodrigo pela dica da notícia!

Ganhe Tempo
Por Matheus |O Degas| Paviani em 08/02/2008 - Categorias: culinaria, economia, utilidade

  waitless

Quanto tempo voê perde fazendo coisas banais? Como por exemplo amarrar um cadarço do tênis. Ou quanto tempo tu gasta para tirar a camiseta? Saiba que esses segundos, acumulados numa vida inteira, podem lhe render horas, dias, semanas e até meses completos se aprender a poupar esse preciso tempo que cada vez é mais escasso. o site Waitlees te dá dicas de como agilizar tarefas básicas do seu dia-a-dia, e lhe fazer economizar um bom tempo.

A foto abaixo, é um screenshot do vídeo que ensina com fazer um bebê parar de chorar utilizando apenas uma torneira de banheiro ou cozinha. Entre no site e veja todos os vídeos. Alguns deles vão realmente te impressionar.

bebe 

Minha fonte principal foi um post de ontem do Geek Ativo, mas me lembrei que já tinha visto em outros blogs. Com uma ajudinha rapida do search do Google Reader, pude lembrar todos os lugares que já tinha visto.

Fontes:

NEC Flask Fuel Cell Phone
Por William Becher em 30/01/2008 - Categorias: design, geek, utilidade

NEC-Flask-Fuel-Cell-Phone

Este é o NEC Flask Fuel Cell Phone. Um celular equipado com uma célula combustível, que supostamente, deve ser lançado esse ano. O telefone apresenta um visor touchscreen e um design lindo, mas não se tem mais detalhes de como pretendem recarregar a bateria, apenas essas fotos do site da NEC, e só com essas cores de “menininha”, hehe. Além de bonitinho, o celular ainda vai ser funcional. Demais!

NEC-Flask-Fuel-Cell-Phone-

The NEC Flask Fuel Cell Phone - looks pretty liquid. This is the NEC Flask, a cellphone powered by an integrated fuel cell that’s supposed to be released this year. The phone will also feature a touchscreen display and will have a unique sexiness written all over it. There are no other details as of now or even how they plan on refilling the fuel, just pics from the NECs Website which feature VERY woman friendly colors.

 

Sobre a célula combustível

Célula Combustível do How Stuff Works:

Carro da Toyota

Fontes:

Bolsa de Valores - entenda um pouco mais
Por Antonio Carneiro em 12/11/2007 - Categorias: economia, noticia

A AÇÃO DISPAROU! ISSO É BOM OU RUIM?

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Ações se valorizando é festa: Todo mundo mais rico da noite pro dia! Bem, não é bem assim. O ganho de uma pessoa corresponde à perda de outra. Vejamos o que aconteceu com o fenômeno do momento: Petrobrás.

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As ações da Petrobrás PN subiram 14,16% na quinta-feira, 08/11, indo de R$ 71,00 para R$ 78,02, enquanto as da Petrobrás ON foram de R$ 82,57 para R$ 91,08, representando um ganho de 14,45%. É uma valorização fantástica, rara até mesmo no volátil mercado de renda variável. ImageShack

Para entender melhor, digamos que quem tinha 1.000 ações da Petrobrás PN teve seu patrimônio catapultado de R$ 71.000,00 para R$ 78.020,00 em um único dia! Imagine, em termos brutos, quanto não ganhou quem tinha 10.000 ou 30.000 ações. A pessoa pode ter ganho “de presente” um belo carro ou até mesmo um apartamento novo!

Ok, é fácil ver como alguém pode ganhar muito dinheiro com o aumento do preço da ação. Mas como alguém pode perder? É aí que entra uma breve explicação sobre “Opções de Compra“. Existem diversas situações, estratégias e motivações, mas vamos nos ater a um caso simples: “venda de opções a descoberto”. E em vez de muita teoria, irei explicar através de um exemplo prático.

MERCADO DE OPÇÕES

 

No dia 15/10, a ação de Petrobrás PN (PETR4) estava cotada em R$ 66,72. Digamos que Fulano de Tal acredite que esta ação irá cair para 60 reais, enquanto seu irmão, Beltrano de Tal, acha que ela vai subir para 68 reais.

O Fulano então lança opções de compra, vendendo-as para seu irmão. Ao lançar as opções (ou “vendê-las”), o Sr. Fulano de Tal recebe imediatamente um dinheiro por isso, o chamado prêmio. No caso, o prêmio foi de R$ 5,00 por ação.

ImageShackFulano fica vendido em 1.000 opções de PETRK62, se comprometendo a vender, no mês de novembro, Petrobrás PN por R$ 62,00 para Beltrano. Como ele pensa que a ação vai estar R$ 60,00, então seu irmão não iria querer exercer a opção, ou seja, não iria comprar PETR4 mais caro na mão do irmão do que o preço praticado no mercado. Tendo embolsado o dinheiro do prêmio da opção vendida em 15 de outubro, Fulano iria feliz para casa.

 

Já o Beltrano comprou as opções de seu irmão pois acha que o papel à vista estará custando 68 reais. Assim, teria a chance de adquiri-lo por meros 62 reais (mais os R$ 5,00 que pagou em 15/10), venderia no mercado e embolsaria a diferença, feliz da vida.

 

Claro que os dois não podem sair felizes. Um deles está errado. Se Fulano estiver enganado, e a ação subir, ele terá que comprar PETR4 no mercado para entregar para o seu irmão a preço de banana. Se Beltrano estiver errado, ele torrou o preço pago pelo prêmio das opções à toa: Não vale a pena exercer a opção e ela vira pó.

O que nenhum deles esperava era a supervalorização de quinta-feira. Beltrano está pulando de alegria, vai poder comprar PETR4, que está cotada a R$ 78,02 por ridículos R$ 62,00 !! Já o pobre fulano vai ter que gastar R$ 78.020,00 para comprar 1.000 ações de Petrobrás e entregar ao seu irmão por R$ 62.000,00. Desconte os R$ 5.000,00 do prêmio, e o prejuízo dele foi de R$ 11.020,00.

No Infomoney você pode ler um pouco mais sobre o que aconteceu neste dia.

SORRIA, PODIA SER PIORImageShack

Tenho pena mesmo é o do outro irmão, Sicrano, que estava vendido em 30.000 opções de PETRK50. Vai ter que vender 30.000 ações de Petrobrás ao preço de 50 reais cada, amargando um prejuízo, fora o prêmio da opção, de R$ 840,600,00 !!

MORAL DA HISTÓRIA

 

Portanto, se você um dia entrar no mercado de opções, faça apenas operação coberta, ou seja, se estiver vendido em 1.000 opções, adquira imediatamente o papel à vista também. Você precisa ter o dinheiro para comprar a ação na hora, e o seu ganho será apenas o prêmio recebido pela opção, mas você não correrá o mesmo risco de Fulano e Sicrano.

Na operação coberta, se o papel subir, você entrega tranqüilo, uma vez que já o possuía em carteira. E se o papel cair, a opção não será exercida, você ganha o prêmio e ainda continua com o papel à vista encarteirado!

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Fica CPMF! Fora Sonegação!
Por Antonio Carneiro em 08/11/2007 - Categorias: Brasil, economia, editorial, polemica, política

Em Boa Companhia

Não sou uma voz única no deserto e nem tampouco estou louco. Depois do meu grito para que a sociedade acorde e não se deixe manipular pelos sonegadores que parasitam o Brasil, outras vozes começam a se levantar contra o fim da CPMF, como o jornalista Guilherme Cardoso e meu colega economista Marcio Pochmann, presidente do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Infelizmente, acho que a CPMF tem pouca chance de sobreviver ao ataque pesado dos sonegadores no Congresso, e se algo restar dela, dificilmente terá a mesma eficiência que apresenta hoje. Sem falar que o país ainda terá que pagar o velho custo do Toma Lá Dá Cá (ou “É dando que se recebe”).

Mas como meu objetivo é informar e conscientizar, diminuindo o poder de manipulação dos “Poderes que Valem”, sinto-me no dever de republicar o artigo do Márcio Pochmann que saiu hoje na coluna Opinião do jornal O Globo. Em outros posts pretendo abordar os artigos do Guilherme Cardoso.

O Outro Lado da CPMF - por MARCIO POCHMANN

A discussão proposta até o momento sobre a CPMF produz muito calor, porém, lança poucas luzes sobre as enormes ineficiências e injustiças praticadas pelo atual regime tributário no Brasil.

Percebe-se, por exemplo, que, em geral, as questões formuladas sobre a CPMF — em torno do aumento na carga tributária, do caráter cumulativo da cobrança, da inércia frente à progressividade e de sua parcial aplicação na saúde — são de uma pobreza franciscana.

Como atribuir tanta responsabilidade a um tributo que respondeu em 2006 a apenas 4% do total da carga tributária bruta do país? Além disso, no primeiro governo Lula, o crescimento real da CPMF foi de 14,5%, bem menor que o aumento da carga tributária no período, que foi de 22,6%, e menor ainda que o aumento de 26,2% na carga tributária durante o segundo governo FHC, de 1999 a 2002. Inferior também ao aumento da receita de tributos estaduais e municipais como a do IPVA (+28,5%), do ICMS (+18,3%) e do ISS (+41,1%).

Quanto ao fato de a CPMF ser um tributo proporcional à renda, claro que o ideal seria que os mais ricos pagassem mais. Mas, diante da estrutura regressiva da tributação brasileira, ser pelo menos proporcional já soa como aspecto positivo.

Afinal, vive-se uma enorme regressividade de impostos, que oneram mais os pobres que os ricos. Vamos aos números: para os 10% mais pobres da população, o peso da tributação equivale a 32% do rendimento.

Enquanto que na outra ponta da pirâmide, para os 10% mais ricos, a carga tributária chega a 21% da renda.

Ou seja, um terço do salário dos mais pobres é engolido pelos impostos, enquanto os ricos sofrem uma mordida bem mais mansa, de apenas um quinto dos rendimentos.

Nesse sentido, valeria muito mais a discussão a respeito da escassez de tributos sobre riqueza e herança, bem como sobre as debilidades dos tributos diretos e indiretos no país. Por exemplo, como pode o tributo nacional sobre a terra perder 29,4% da receita, em termos reais, de 1999 a 2006? Por fim, é importante o questionamento sobre a flexibilidade no uso da CPMF para outros fins que não a saúde. Mas valeria, certamente, muito mais uma discussão a respeito da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que ceifa 20% da receita vinculada.

Esse iníquo mecanismo retira recursos da área social, bem como permite que o superávit fiscal seja formado com quase 2/3 dos recursos provenientes da educação, saúde, trabalho, entre outras áreas sociais.

O debate contemporâneo dos desafios enfrentados pela sociedade brasileira exigirá não apenas o foco na CPMF, mas em todo o sistema tributário nacional, especialmente sobre sua eficiência e justiça. Frente a isso, entende-se que a CPMF condiz com uma forma moderna e portadora de futuro em termos de tributação e arrecadação .

Ao contrário dos demais tributos, a aplicação da CPMF independe da declaração do contribuinte, como o IR (Imposto de Renda), e preenchimentos de guias (ICMS, ISS, entre outros), assim como apresenta baixa exigência de fiscalização, que nem sempre consegue evitar a sonegação. Portanto, seus custos administrativos são relativamente muito baixos.

Da mesma forma, a CPMF representa uma inegável contribuição ao sentido da isonomia de competição, pois se trata de tributação que atinge todos os submetidos à intermediação financeira. Nesse sentido, reduz consideravelmente o “ jeitinho ” do uso da sonegação tributária como medida de competição no interior do sistema econômico nacional.

Se forem consideradas ainda as novas modalidades de produção e distribuição de bens e serviços, percebese o anacronismo que tendem a se tornar as formas tradicionais de tributação e arrecadação no Brasil.

Com o tamanho da informalidade, da sonegação e da regressividade, podese compreender por que a CPMF enfrenta tanta resistência em persistir no sistema tributário nacional.

Na realidade, o debate que interessa mesmo à construção de um país moderno e justo, deveria ser o de rebaixar alíquotas e tributos atrelados à estrutura produtiva e arrecadatória ainda do século XIX. Dessa forma, a CPMF poderia passar a ser justamente elevada, ao invés da atual visão predominante de reduzi-la ou, até mesmo, de extingui-la. Por que será que isso não ocorre no Brasil?

FICA CPMF! XÔ Manipulação!
Por Antonio Carneiro em 24/10/2007 - Categorias: Brasil, economia, editorial, política

Unanimidade

saque2 “Toda unanimidade é burra”. Mesmo sabendo disso, parece que há uma unanimidade contra a CPMF. Todos parecem ter se unido numa cruzada sagrada contra esse imposto, de uma hora pra outra. Sites, revistas e outros formadores de opinião foram extremamente rápidos em aderir, levando a maioria da população aparentemente a também aderir, mesmo sem indagar de onde saiu a campanha, a quem atende, qual o propósito, quem financia, etc.

Antes de prosseguir, é bom o leitor saber que não defendo nem este ou aquele partido ou pessoa, pois já tendo defendido vários e me decepcionado com todos, eu me recuso a jogar pelas regras das velhas raposas. Desconfio igualmente de todos e penso que eles visam apenas os próprios interesses, sempre. Em menor ou maior grau, porém seguindo sempre esta regra.

Questão Política Apenas ou Algo Mais?

A primeira coisa que salta aos olhos são as cores do logotipo “ Xô, CPMF“, azul e amarelo. Coincidentemente as cores tucanas. Mas embora o aspecto político anti-governista seja óbvio, não tenho como atribuir autoria desse movimento, pois a página deles não identifica quem está por trás da organização. Segundo a Folha de São Paulo, seria o PFL e o deputado Jorge Bornhausen. Entretanto, pretendo mostrar que isso não é tão relevante, a motivação da campanha visando o fim da CPMF não é só uma simples disputa partidária.

Não é novidade que as oposições políticas sempre defendem posições contrárias às do governo, aliás este é o papel da oposição (embora eu abomine a hipocrisia que ocorre quando o mesmo grupo chega no governo e age completamente diferente do que discursava enquanto oposição). Entretanto, parece-me claro que esse desespero para não aprovar a renovação da CPMF, que não foi criada pela atual administração (segundo o site da Câmara dos Deputados, ela foi criada em 1993 com o nome de IPMF), não é simplesmente mais um joguinho político. Especialmente porque iria prejudicar também o próximo governo, que obviamente os opositores esperam que seja deles.

Sim, porque simplesmente cortar um imposto literalmente da noite pro dia, uma fonte de arrecadação importantíssima, ao mesmo tempo que aumentam as despesas e não se propõe outra fonte de renda, não pode dar certo. Isto é matemática simples.

Ainda assim, os mesmos políticos que querem chegar no governo estão pregando esse corte. Por que será? Para defender o povo?? Acho que todos sabem que não é isso. Para desestabilizar o governo, tirando uma fonte de renda e dificultando investimentos sociais e econômicos, de forma a diminuir sua popularidade nas próximas eleições? É um bom motivo, porém o prejuízo que a falta da arrecadação obtida com a CPMF traria a eles mesmos depois que ganhassem a eleição demonstra que a questão não pode ser tão banal. Até porque, como o governo já falou, se acabar a CPMF outro imposto será criado ou terá sua alíquota aumentada. Se não por este governo, com certeza pelo próximo, ou provavelmente pelos dois!

Para investigar a campanha contra a CPMF precisamos investigar esse imposto e a quem ele incomoda.

Falsos Pretextos

250px-PenniesNão vou me ater aos detalhes idiotas da campanha, que são ótimos pra movimentar a população, mas não são nem um pouco relevantes, como a ênfase na palavra PROVISÓRIO. Quer dizer que se mudasse o nome pra PERMANENTE ou PROGRESSIVO aí ninguém mais seria contra a CPMF?

Ou a questão do dinheiro arrecadado não ir todo para o seu destino programado, a Saúde. Como se o dinheiro arrecadado nos outros impostos fossem todos para onde deveriam ir. E não vejo ninguém dizendo Xô IR, Xô ISS, etc. Ou ainda perseguindo seriamente uma unificação dos impostos, que simplificaria o pagamento e facilitaria a fiscalização.

Com tanto imposto que pagamos, porque justo a CPMF?

impostos Este é o ponto central da minha análise. É claro que ninguem gosta de pagar impostos, ainda mais quando grande parte do dinheiro é desviado em vez de ir para a destinação social ou econômica prevista. Mas porque a revolta e a campanha contra a CPMF especificamente? Por que não contra o ISS, FGTS, IR, Imposto de Importação, etc? O que esse imposto tem de DIFERENTE dos outros? Pense bem… NÃO DÁ PRA SONEGAR A CPMF!!

Qualquer outro imposto que seja calculado e pago diretamente pelo contribuinte está passível de ser sonegado por quem tem mais interesse em sonegar: o próprio contribuinte. A CPMF é calculada e paga através de terceiros. O banco não vai sonegar o imposto que é devido por um correntista, por exemplo.

E além disso, a Receita Federal pode cruzar as informações dos impostos declarados com a movimentação financeira evidenciada pela CPMF. Quem sonega algum outro imposto pode ser descoberto através desse cruzamento. Como uma empresa, um mega-investidor ou um deputado que declare pouco imposto poderia justificar pagar muito CPMF, por exemplo?

Quem paga mais CPMF?

Quem defende arduamente o fim deste imposto são empresários, políticos, organizações endinheiradas, enfim, pessoas e empresas abastadas que PAGAM BASTANTE CPMF e não menos de 100 reais por ano como a maioria da população.

Quem não tem muito, paga pouco. Obviamente, as pessoas que não têm conta em banco, ou as movimentam muito pouco não sofrem tanto com a CPMF.

Big_Mac Quem recebe 5 salários mínimos (5 x R$ 380,00, ou seja, R$ 1.900,00) e movimenta integralmente seu salário, sem deixar nada no banco, ou colocar na poupança (que é isenta deste imposto) pagará apenas R$7,22 por mês, menos que um ingresso de cinema ou uma McOFerta do Big Mac. Portanto, essa luta não é a luta do população como um todo. Uma redução de impostos deveria beneficiar todo mundo. E não me venham com discurso do Partido Republicano americano de que redução de impostos dos ricos beneficiam a nação inteira. Isso é ridículo, e um país que tem uma das piores distribuições de renda do mundo não pode embarcar nessa.

Impostos demais

Os impostos são um mal necessário, assim como a conta de luz, do condomínio, e outras despesas. Entretanto, se diminuísse a corrupção e o desvio de verbas sobraria mais dinheiro para investir e para cobrir os gastos atuais. Tenho certeza absoluta disto.

O Brasil tem impostos demais? Eu penso que sim. Mas não é com o fim da CPMF que iriam diminuir a roubalheira. Pelo contrário, ela aumentaria. Faça as contas então: mais roubalheira, menos impostos arrecadados, as necessidades de gasto e investimento do governo aumentando, e o dinheiro vai sair de onde? Mais impostos, claro. E um imposto que apenas VOCÊ pague, sem direito a campanha de XÔ.

Conclusão

lampada

Não faça o joguinho dos poderosos que manipulam a mídia e as pessoas. Pense e analise bem antes de embarcar em qualquer campanha apócrifa. E especialmente, não economize o dinheiro dos corruptos e sonegadores! FICA CPMF!

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