Bactérias que vivem no subsolo profundo, sem luz do sol e se alimentam de rochas radioativas tornam cada vez mais difícil definir o que é vida.
Extremófilo é o nome dado a organismos que vivem em condições extremas, como no subsolo congelado da Antartida, nas encostas vulcânicas, nos desertos de sal ou no fundo do mar perto de fossas sulfurosas e onde não chega luz solar.
Mas nem isso se compara a estas bactérias recentemente descobertas em escavação de mais de 3 quilômetros de profundidade, onde jamais a luz solar chegou. Mesmo assim elas conseguem sobreviver graças a uma nova fonte de energia, a radioatividade do interior da Terra.
Estas bactérias extremófilas possuem uma biologia que poderia ser considerada até alienígena para nós. No ambiente onde elas vivem a radiação proveniente do decaimento do Urânio quebra as moléculas de água as transformando em peróxido (água oxigenada) que ao se misturar com pirita (o ouro-dos-tolos) libera ions que são aproveitados pelo seu refinado paladar e metabolismo altamente diferenciado. Em resumo, elas vivem sobre o Urânio, bebem água oxigenada e comem rocha.
Mas não se preocupem os que imaginam que seres microscópicos expostos à radiação irão crescer e invadir a superfície, destruindo Nova York (todos os monstros vão para Nova York). Estas pequenas maravilhas da natureza tem um ciclo reprodutivo centenas de milhares de vezes mais lento que suas contrapartes convencionais, dividindo-se a cada 300 anos.
Mesmo asim são seres muito bem adaptados a condições extremas e que podem servir de modelo para pesquisas de exobiologia (sobre possíveis seres vivos em outros planetas).
Fonte: The Daily Galaxy