Após 4 adiamentos, Anatel decide pelo desbloqueio de celulares
Por William Becher em 18/03/2010 - Categorias: notícia, tecnologia

Após adiar quatro vezes a decisão sobre a obrigatoriedade do desbloqueio de celulares no País, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou em reunião na tarde desta quinta-feira que as operadoras terão que desbloquear os aparelhos imediatamente e sem qualquer multa.

De acordo com informações da agência reguladora, a decisão passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União. A expectativa é de que a orientação do conselho da Anatel seja encaminhado ainda nesta semana para que seja publicada dentro de dez dias.

A Anatel afirma ainda que o pedido do desbloqueio dos aparelhos não induz automaticamente no rompimento dos contratos estabelecidos com as operadoras. Mesmo permitindo o desbloqueio dos celulares, os contratos com as operadoras que preveem anuidades ou pagamentos mensais deverão ser cumpridos normalmente.

Antes, os clientes que solicitavam o desbloqueio para usar o aparelho com chips de qualquer outra operadora eram obrigados a permanecer utilizando o serviço da operadora contratada.

Adiamentos

O presidente do conselho da agência reguladora, Ronaldo Sardenberg, foi o primeiro a pedir vistas do processo ainda no ano passado. Em seguida, de acordo com a Anatel, Sardenberg pediu pela prorrogação do tempo de votação em 45 dias. A terceira adiamento aconteceu por conta do pedido de vista do conselheiro Jarbas Valente. Na reunião do dia 4 de março, foi a vez do conselheiro Antonio Bedran pedir vistas.

Fonte: Terra

Bactérias radioativas vivem abaixo da superfície
Por Alexandre Salau em 07/05/2008 - Categorias: ciência, curiosidades

Bactérias que vivem no subsolo profundo, sem luz do sol e se alimentam de rochas radioativas tornam cada vez mais difícil definir o que é vida.

Grand Prismatic PoolExtremófilo é o nome dado a organismos que vivem em condições extremas, como no subsolo congelado da Antartida, nas encostas vulcânicas, nos desertos de sal ou no fundo do mar perto de fossas sulfurosas e onde não chega luz solar.

Mas nem isso se compara a estas bactérias recentemente descobertas em escavação de mais de 3 quilômetros de profundidade, onde jamais a luz solar chegou. Mesmo assim elas conseguem sobreviver graças a uma nova fonte de energia, a radioatividade do interior da Terra.

Estas bactérias extremófilas possuem uma biologia que poderia ser considerada até alienígena para nós. No ambiente onde elas vivem a radiação proveniente do decaimento do Urânio quebra as moléculas de água as transformando em peróxido (água oxigenada) que ao se misturar com pirita (o ouro-dos-tolos) libera ions que são aproveitados pelo seu refinado paladar e metabolismo altamente diferenciado. Em resumo, elas vivem sobre o Urânio, bebem água oxigenada e comem rocha.

Mas não se preocupem os que imaginam que seres microscópicos expostos à radiação irão crescer e invadir a superfície, destruindo Nova York (todos os monstros vão para Nova York). Estas pequenas maravilhas da natureza tem um ciclo reprodutivo centenas de milhares de vezes mais lento que suas contrapartes convencionais, dividindo-se a cada 300 anos.

Mesmo asim são seres muito bem adaptados a condições extremas e que podem servir de modelo para pesquisas de exobiologia (sobre possíveis seres vivos em outros planetas).

Fonte: The Daily Galaxy

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