happy accidents
Por Letícia Paviani em 19/03/2010 - Categorias: arte, fotografia

Estava dando uma olhada em uns blogs de assunto de moda, e no meio deles achei essas fotografias bem interessantes…

matt stuart é o autor destes “happy accidents”

Fonte: Da Groselha

Extração de DNA em casa
Por Cíntia em 19/07/2009 - Categorias: ciência, curiosidades

Voltei! Não falei que voltaria pra falar de alguma coisa que fizesse meus olhos brilharem? Pois está aí algo que me faz sorrir: DNA.

E hoje está um domingo lindo para fazer extração de DNA…

O que é DNA?

A sigla DNA vem do inglês desoxiribonucleic acid (ácido desoxirribonucleico em bom português). Ok, isso não diz muita coisa, não é mesmo? O DNA é o material genético dos seres vivos. É ele que carrega as informações de uma geração para outra, de pais para filhos.

Onde está o DNA?

Salvo três exceções, o DNA está dentro do núcleo de todas as células dos organismos vivos. As exceções são: 1) os virus, que não têm célula, mas têm material genético dentro deles; 2) as bactérias, que não têm núcleo, mas tem DNA solto pela célula; 3) as hemácias, que por serem extremamente especializadas no transporte de gases, perdem seu núcleo e consequentemente, o seu material genético.

Há DNA também dentro das mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia das células. Por que tem DNA lá dentro? Essa é uma outra história, que fica pra outro dia.

Como se tira o DNA de dentro das células?

Num laboratório, segue-se três passos básicos:

1) A lise das membranas celulares, feita com a ajuda de soluções detergentes;

2) A precipitação das proteínas, que pode ser feita com sal;

3) O isolamento do DNA, normalmente com precipitação alcoólica.

Mas eu vou ensinar um método suuuuuper simples e barato, que dá pra fazer na cozinha da sua casa.

DICA DA CI: Vamos pegar um tecido vegetal, para facilitar as coisas. Normalmente, os vegetais comestíveis, esses que tem bastantes nutrientes, são poliplóides (significa que eles tem várias cópias dos cromossomos em cada célula), e nós vamos nos aproveitar dessa característica para extrair DNA de um tecido que tenha MUITO DNA.

Então vamos começar: escolha um vegetal. Os mais fáceis de utilizar são ervilhas, banana, morangos, cebola.

- Pique o tecido e amasse-o bem, fazendo uma papinha. Pode colocar no liquidificador ou fazer com a mão mesmo.

- Adicione na papinha uma colher (de sopa) de detergente de louça (não pode ser aqueles muito aguados, tem que ser um detergente bom!) e uma colher (de chá) de sal grosso e misture bem.

- Passe a mistura por uma peneira fininha ou filtro de papel, deixando cair a solução em um tubo ou copo de vidro. Se estiver muito espessa, pode colocar um pouquinho de água.

- Agora, a parte emocionante: acrescente álcool absoluto (ou o mais puro que você encontrar no mercado, tipo 96%) estupidamente gelado, mais ou menos o dobro do volume que você tinha de papinha. O DNA deve formar uma nuvem esbranquiçada, tipo um pedaço de algodão boiando no líquido.

DNA extraído

DNA extraído

PARABÉNS! Você acaba de extrair DNA!

Esse protocolo foi adaptado de um existente no site O DNA vai a escola, que é bem bacana para quem quer dar aulas práticas de biologia molecular no ensino médio ou para quem é curioso e gosta do assunto.

10 fatos engraçados sobre Charles Darwin
Por William Becher em 16/12/2008 - Categorias: ciência

Detalhe para o irônico Fato Nº 7

Super minhocas comedoras de metal
Por Alexandre Salau em 16/10/2008 - Categorias: ciência, curiosidades, ecologia

Não, isso não é título de filme de Ficção da Tabajara Films e nem algum jogo novo. A realidade pode ser mais bizarra do que a fantasia.

worms3dNo mês de setembro deste ano foi publicado um estudo feito em minas abandonadas da Inglaterra e País de Gales que mostrou várias novas espécies de minhocas que evoluíram recentemente e adaptaram-se ao terreno altamente contaminado destas minas exauridas.

Este é um exemplo de como mutações e adaptações genéticas podem acontecer muito rapidamente, ao longo de poucas décadas ou até mesmo anos.

O impressionante é que estas minhocas proliferam e se alimentam em terrenos altamente contaminados por metais pesados como chumbo, zinco, arsênico e cobre. A composição do solo parece não estar apenas sendo suportada mas sim direcionando a evolução destas novas espécies.

Interessante notar que as minhocas não metabolizam os metais, elas os ingerem e depois excretam sem modificação química alguma, em uma minhoca normal (e até em humanos) isto seria o suficiente para levar o indivíduo à morte certa. Mas estas minhocas mutantes desenvolveram a habilidade de recobrirem as moléculas metálicas com uma camada de proteína que as torna inertes em seu organismo.

worms

Os cientistas agora irão estudar estas minhocas à respeito da possibilidade de usa-las na limpeza de terrenos contaminados por indústrias.

Plantação de metal

O processo imaginado para limpar o terreno é ainda mais incrível do que o fato das minhocas “comerem” chumbo. Como as moléculas metálicas são excretadas com uma cobertura protéica, elas passam a ser utilizáveis pelas plantas que crescem nestes solos absorvendo assim, os metais tóxicos que antes seriam fatais ou ignorados.

O estudo agora visa descobrir qual combinação de minhocas e plantas é mais eficiente no processo de absorção das toxinas e pode, no futuro, levar a atividade de mineração a se confundir com a da agricultura onde os vegetais seriam colhidos para extrair o metal que absorveram do solo.

Estas têm tudo para tornarem-se as mais novas minhocas famosas de nossa galeria.

Fonte: National Geographic

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