Minhocas Famosas
Por Antonio Carneiro em 23/07/2008 - Categorias: Lista

-Minhoca, Minhoca, me dá uma beijoca…
-Não dou, não dou, não dou!
-Então eu vou roubar!
CHUAC!!
-Minhoco, minhoco, você é mesmo louco! Você beijou errado: A boca é do outro lado!

Essa antiga musiquinha faz parte da infância de muita gente. Da infância do meu afilhado ainda fazem parte as histórias do General Minhoco. Este é um personagem que eu criei para povoar os contos que eu inventava nas longas caminhadas que fazíamos pela orla. O General Minhoco era um veterano de guerra e sua melhor arma contra os vilões, depois da sua aposentadoria, eram  suas longas memórias que quando começava a desfiar ninguém resistia sem dormir ou fugir. O Doutor Colesterol (o vilão das historinhas) não tinha a menor chance.

E por que estou contando tudo isso? Primeiro, porque eu posso! Meus co-editores andam sumidos então eu pinto o sete, escrevo o que quiser, coloco os pés em cima dos móveis e ponho a música no último volume! Segundo, porque resolvi escrever um post sobre MINHOCAS FAMOSAS!

Embora a Wikipédia ensine que a palavra Worm (minhoca ou verme em inglês) tem origem nobre, significando Serpente ou Dragão (Orm no antigo idioma nórdico e Wyrm em anglo-saxão), elas acabaram sendo muito injustiçadas e mal retratadas posteriormente. Chamar alguém de verme rastejante é um insulto terrível, não um elogio.

A lista disponível na Wiki sobre minhocas é muito interessante, indo de seres mitológicos até personagens de videogames. Entretanto, a maioria retratada ali foge do que quero mostrar. Por exemplo, apresenta os vermes de areia de Duna, os grabóides de Ataque dos Vermes Malditos (Tremors), a Serpente de Midgard, que assassinou o deus Thor, entre outros. São criaturas aparentadas e poderosas, mas estão bem longe da simples e comum minhoquinha.

Não é fácil fazer uma lista dessas, com as “minhocas caseiras” mais famosas. Muitas são simplesmente coadjuvantes nas histórias, sendo caçadas por pintinhos atrapalhados ou sendo usadas de isca em uma pescaria do protagosnista. A maioria nem fala ou nome tem. Mas vamos ver o que consigo lembrar. Se vocês pensarem em mais alguma relevante, podem me dizer.

- EarthWorm Jim, divertido herói do jogo de mesmo nome.

- As minhocas guerreiras, do jogo Worms

- Os mascotes do blog Capinaremos


- A minhoca ridicularizada pelas Cobras, das tirinhas do Veríssimo

- Mauro Minhoca, dos Bichinhos de Jardim

As desventuras de um protestante francês na Terra dos Canibais…
Por Carol K. em 07/06/2008 - Categorias: livros, polemica, religiao

A fam�lia selvagem.( Léry, 1580, p.107).

Acho que eu já mencionei, em algum lugar do passado nesse blog, a minha “paixão” pela literatura de viagem do século XVI (16). Mas, o que eu não contei, e agora vou contar, é a minha predileção por um relato: Histoire d’un voyage fait en la Terre du Brésil, escrito pelo protestante francês Jean de Léry e publicado em 1578. Em português, a obra recebeu o seguinte título: Viagem à Terra do Brasil. Como minha defesa está chegando, não consigo pensar em outra coisa…

Bah!…sou muito suspeita para falar desse livro, lido e relido, em português, espanhol, inglês e francês, por mim há uns quatro anos…Mas, acredite, a narrativa é impressionante. Para começar o “contexto” da publicação: conflito entre católicos e protestantes na França e o fracasso das tentativas de colonização francesa no Rio de Janeiro e na Flórida, num momento em que a América, ou o Novo Mundo, era para os europeus, um “lugar onde tudo poderia ser possível”, até mesmo o convívio harmonioso, a paz e o amor, entre católicos e reformados.

Pisando em ovos, eu poderia até arriscar que Histoire d’un voyage… seria uma espécie de “sci-fi” do século XVI, (desculpem-me os fanáticos adoradores do genêro e, também, os historiadores da área!).

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Fórmula 1 2008: As ultrapassagens voltarão?
Por Alexandre Salau em 03/04/2008 - Categorias: F1, carros, esporte, nostalgia, video

A falta de ultrapassagens tem sido a maior das reclamações dos fãs da F1, será que a proibição do controle de tração vai fazer com que elas retornem?

Vimos que na Austrália foi um festival de erros e na Malásia uma corrida chata mas, em ambos os casos notou-se claramente que a pilotagem depende muito mais do piloto do que do carro, isso abre possibilidades para erros mas também para manobras mais arrojadas,coisa que anda em falta nos últimos anos.

Para 2009 está prevista a volta do pneu slick (liso), isto deve transferir boa parte da estabilidade nas frenagens que hoje depende da aerodinâmica para os pneus, possibilitando ir mais adiante na ousadia no fim das retas. Até lá vamos ver como a falta de recursos eletrônicos vai tornar mais divertida o nosso passatempo dos domingos.

Para recordar coloquei aí do lado um vídeo com algumas das melhores ultrapassagens da F1.

Destaque para aquela do Hakkinen sobre Schummacher em Spa aproveitando o pobre do Zonta retardatário. O duelo Gilles Villeneuve vs. Rene Arnoux em Dijon merece destaque como a melhor seqüência de disputa de posição de todos os tempos, e nem valia a vitória. Nos tempos modernos destaque para a disputa entre Massa e Kubica no GP do Japão de 2007, debaixo daquele temporal, foi uma disputa digna de entrar para a história, se bem que o controle de tração fez milagres nesta aí.

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Outras cenas de ultrapassagens nos links abaixo:

Fonte: Youtube, minha memória

200 anos da vinda da Família Real
Por Antonio Carneiro em 08/03/2008 - Categorias: Brasil, cultura, video

Hoje comemora-se 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Tem gente que não tem idéia da importância e do significado desse fato, que foi um marco tão ou mais importante que o grito de independência em 1822.

As melhorias e o desenvolvimento, não só para o Rio de Janeiro onde a família real ficou, como para o Brasil todo foram tão importantes que eu vivo agradecendo à Napoleão por ter saído guerreando pela Europa, enfrentando as antigas monarquias.

Para vocês terem um idéia da importância desse período, a professora Alessandra Nóbrega preparou este curto e instrutivo video.

Onde é isso?
Por Antonio Carneiro em 05/03/2008 - Categorias: cultura, fotografia, lugares

Quem consegue acertar onde fica essa construção? Seria em Atenas ou Roma? Washington ou Paris? Cidade do México, Rio de Janeiro ou São Paulo? Talvez em Buenos Aires, ou quem sabe Berlim?

Who can guess where this building is located? Could it be in Athens or Rome? Washington or Paris? Mexico City, Rio de Janeiro or Sao Paulo? Maybe it’s in Buenos Aires, or perharps Berlin?

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Castelo Himeji
Por Antonio Carneiro em 16/01/2008 - Categorias: cultura, lugares

 

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O Japão não é só anime, manga e bugigangas de alta tecnologia. O lado histórico da terra do sol nascente é fantástico. E um belo exemplo disso é o Castelo Himeji, tombado como patrimônio histórico e cultural da Unesco. Este é o exemplo mais bonito e bem preservado da arquitetura medieval japonesa. A fortaleza inicial data de 1346, mas a aparência que vemos hoje foi fruto de uma obra do início do século XVII.

Essa fortaleza branca teve grande importância política e histórica, entretanto nunca precisou passar por uma batalha e provavelmente esse é um dos motivos pelo qual a construção permanece intacta. A cidade de Himeji (que fica a uma hora e meia de trem de Osaka) foi fortemente bombardeada pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. As bombas lançadas pelos B29s não acertaram o castelo, felizmente.

Japan is not just anime, manga and high-tech gadgets. The History of the land of the Rising Sun is fantastic. A good example of this is the Castle Himeji, which is in the UNESCO list of World Cultural and Heritage Sites. This castle is not only very beautiful, but it’s the best preserved example of medieval castle architecture in all of Japan. The early fortress was built in 1346, but the castle as we see today is the result of a rebuilding that took place in the beginning of the 16th Century.
This with fortress had a great political and historical importance, but was never actually used in a battle and thus has remained in its present shape for over three hundred years. The city of Himeji (distant about an hour and a half from Osaka) was heavely bombed by the North-Americans during World War II. Fortunately, the bombs dropped by the B29s didn’t hit the castle.

Entre as curiosidades destaco o mapa do complexo, que entre torres, muros e fossos, tem uma praça onde os samurais cometiam Harakiri: é a Harakirimaru, localizada no canto inferior direito.
Among the curiosities, one highlight is the map of the complex: not only can you see the towers, walls and moats, but also the square where samurais committed Harakiri. The Harakirimaru is located on the lower right corner.

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Também interessantes são as técnicas de construção usadas pra melhorar a defesa do castelo contra invasões. Obviamente ele foi feito estrategicamente no alto de uma colina. Fossos, muros e torres são defesas padrão. Mas me chamou a atenção armadilhas como locais pra soldados se esconderem e pegar os inimigos pela retaguarda e uma série de aberturas por onde flechas e rifles eram disparados.

Além destas engenhosas armadilhas, que você pode conferir neste video do site da Unesco, está o uso de vielas estreitas - que não deixam passar um grande número de tropas inimigas ao mesmo tempo - e cheias de ladeiras e curvas, como um labirinto que confunde o invasor não familiarizado com o caminho. Em outras palavras… as mesmas dificuldades que a polícia carioca enfrenta ao invadir uma favela!

The construction techniques used to improve the defense against invasions were also very interesting. Obviously, the castle was build strategically on top of a hill. Moats, walls and towers are standard defense. But what attracted my attention were the traps, like some hidden places where the defending soldiers could hide and attack the invaders from behind, and the Hazama, holes through which guns and arrows were fired.
Besides this crafty traps, that you can check it out on this video from UNESCO website, they had narrow and steep passageways – that don’t let a great number of soldiers pass at the same time – full of curves like a labyrinth, confusing an enemy not familiarized with the corridors and alleys.
This castle and the difficulties it imposes to invading troops reminded me at the same time of the White City from The Lord of The Rings and the favelas (shantytowns) from Rio de Janeiro.

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Fontes: Unesco, Columbia University, Himeji Tourist Information.
Imagens buscadas pelo Flikr e GoogleImages. Se você é autor de alguma delas e não deseja vê-las aqui, por favor contacte-nos.
Sources: Unesco, Columbia University, Himeji Tourist Information.
The images were captured from Flikr and GoogleImages. If you’re the author of any of them and don’t want to see them here, please contact us.

A Origem Não Contada do Halloween
Por Antonio Carneiro em 31/10/2007 - Categorias: curiosidades, dia comemorativo, inutilidade

Irlanda, cidade de Derry (ou Londonderry): Hoje ela é a segunda maior cidade irlandesa, tendo a maior concentração de católicos neste país de maioria protestante. Em 1972, foi palco do massacre conhecido como Bloody Sunday – Domingo Sagrento (lembrado na famosa canção do U2). O que pouco se fala, no entanto, é que esta cidade também foi palco de outro crime violento, um que deu origem à festa atual do Halloween.

Nesta cidade, no século XIX, vivia o cavalheiro Jack Hall. De família nobre, porém decadente, este homem casou-se no início de 1822 com Eve Samhain, moça de família endinheirada, porém que sofria o estigma de ser católica. O casamento deveria beneficiar ambas as famílias. Porém, a pobre moça sofreu um acidente ainda neste ano e veio a falecer.

A sogra de Hall, que estava acostumada a viver com o casal, continuou morando com o rapaz. Entretanto, talvez por culpá-lo inconscientemente pela morte da filha, talvez pela diferença religiosa (Hall era protestante), ela vivia brigando com ele.

Dizia que ele era um perdedor nato, que se aproveitava do dinheiro herdado da filha e que ele jamais chegaria a lugar nenhum. Não importa o que ele fizesse a sogra jamais estava satisfeita e insistia que ele jamais venceria na vida.

Jack Hall agüentou um ano inteiro ouvindo as provocações da sogra. Mas um dia ele não suportou mais, descontrolou-se e matou a mulher de forma bárbara. Com um machado ele decepou a cabeça da sogra e jogou-a fora. Psicólogos disseram que ele teria feito isso para não ter que ouvir mais suas reclamações ou olhar para sua cara nunca mais, nem enquanto fosse vivo e nem depois que morressem. O mais chocante é que além de matar a sogra, ele escreveu na parede de casa, com o sangue da vítima: HALL WIN (Hall vence).

Esse assassinato foi em 31 de outubro de 1823.

O que se segue não é confirmado, mas muitas versões confirmam que Jack Hall foi preso no dia seguinte, e teria alegado legítima defesa. A sogra seria uma bruxa verdadeira e já teria sido responsável pela morte da própria filha. Lembrem-se que isso aconteceu no início do Século XIX, e uma acusação destas ainda era considerada pelo Juiz, embora cada vez menos.

O braço feminino da Associação Católica Irlandesa não admitiu isso. Primeiro, o crime envolvia um protestante matando uma católica. Segundo, não iriam mais tolerar a matança de mulheres sob a acusação estúpida de bruxaria.

Além de buscar ajuda com o Arcebispo e até mesmo de professores de ciência, elas organizaram uma grande passeata de protesto que atravessou a cidade. E para chamar a atenção do absurdo, vestiram-se todas como bruxas. A pressão fez efeito e o juiz condenou Jack Hall à pena capital: por ironia a morte se daria por decapitação.

Todo ano, as pessoas saíam pelas ruas, no dia 31 de Outubro para relembrar o evento. Alguns vestiam-se de bruxas ou assombração para homenagear a família Samhain. Outros defendiam que Jack Hall foi injustiçado e colocavam em suas janelas cabeças esculpidas em argila. Muitas vezes uma vela era posta do lado ou no interior da cabeça com a função de velar pela alma de quem seria a verdadeira vítima, na opinião destes.

Obviamente, essas esculturam eram destruídas pelos manifestantes. Então, os partidários de Jack passaram a utilizar materias mais baratos. A abóbora, além de barata, tinha cor semelhante à argila alaranjada que era usada antes. Essas cabeças ficaram conhecida até hoje como Jack O’Lantern.
Com o tempo esse episódio ficou conhecido como Dia das Bruxas, ou popularmente, “HALLWIN” (reparem que o correto seria Hall Wins, mas as pessoas mantinham o erro de gramática original). Daí para Halloween, ao longo das décadas, foi um pulo.

Dia Internacional da Animação
Por Antonio Carneiro em 28/10/2007 - Categorias: animação, arte, cinema, cultura, dia comemorativo, nostalgia, video

 

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Hoje, dia 28 de outubro, é o Dia Internacional da Animação. Comemora-se este ano os 115 anos do cinema de animação ocidental (a base do “projetor” Zoetrope foi inventada na China em 180 dC): Em 28 de outubro de 1892, em Paris (3 anos antes da famosa apresentação do cinematográfo pelos Irmãos Luimére), deu-se a primeira exibição pública de imagens animadas, no Museu Grevin. O autor da façanha foi o professor de ciências francês Charles-Emile Reynaud, que exibiu suas obras pioneiras: Pauvre Pierrot (pobre pierrot), Le Clown et ses Chiens (o palhaço e seus cachorros) e Un Bon Bock (uma boa cerveja). Essas obras consistiam cada uma em 300 a 700 imagens coloridas pintadas a mão e duravam 15 minutos. Os três filmes foram exibidos por um bom tempo no programa Pantomimes Lumineuses, através da invenção de Reynaud, uma evolução do Zoótropo e da Lanterna Mágica: o Praxinoscópio.

Já existiam formas de animação anteriormente, mas eram vistas como bugigangas e passatempos de alguns endinheirados com muito tempo nas mãos. Estes foram os primeiros a utilizar-se de uma história, direção, desenvolvimento e outros aspectos presentes no cinema até hoje.

Provando que nem tudo está disponível no You Tube, nenhum desses três pequenos filmes animados podem ser encontrados lá. Mas não é preciso chorar, pois o You Tube tem outra obra de Reynaud, Autor d’une Cabine (1895 segundo o IMDB e 1894 segundo o YouTube):

Para saber mais sobre o surgimento do cinema de animação leia aqui,e para ver uma rápida história do cinema em geral visite este site.

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