Não consegui esperar e acabei assistindo a pré-estréia do filme Indiana Jones e o reino da caveira de cristal.
É verdade que quando saiu o terceiro filme da série há, mais ou menos, 19 anos atrás eu, ainda, era uma pirralha e desconhecia as aventuras do arqueólogo. Mas, graças a Sessão da Tarde, e sua programação variada, eu virei fã (e me formei em História! rs).
Quem não viu o filme não se preocupe pois não é um post-spoiler!
Para começar, como todos os filmes anteriores, a diversão é garantida. Aquelo tipo sexy e rústico do jovem Indy, deu lugar a um “funny old man”. Um figurão que só não tende ao ridículo, no auge dos seus 65 anos, porque é o Indiana Jones (Dr. Henry Jones Jr.)
Não se pode agradar a todos, mesmo. Principalmente depois de duas décadas de espera (não para mim…rs). O difícil é falar do filme, sem adiantar alguma informação…por isso vou falar do que gostei.
Quase tive um treco quando o Indy começou a falar da lenda de Orellana (para quem não sabe, estudo os viajantes estrangeiros na América no século XVI). Discussões ontológicas, epistemológicas e historiográficas à parte…achei muito legal…porque é um tema pouco explorado pelo cinema. E surpreendentemente interessante: misturar todas as especulações arqueológicas sobre as ruínas maias e todo achismo do senso comum ainda vai dar muito o que discutir entre os historiadores e estudiosos da área!
A fotografia ficou excelente…a sensação é que nada escapou ao diretor na tentativa de dar “continuidade” ao clima dos filmes anteriores. Não faltaram as piadas bem humoradas (ou mal-humoradas) do Indy, as grandes escapadas (the great scape), romance, briga, traição, discussões familiares (alguém lembra dos diálogos do Dr. Jones, o pai, e o Indy…então…sem adiantar muito, existe uma espécie de reatualização..já adiantei, né!), sobrou até para o Eisenhower e para o Gordon Childe.
E, o final, surpreende…meio tosco…mas desligue o celular e o cérebro e vá assistir ao tio Indy! E, a caveira não é de quartzo maciço!