Foi-se o tempo em que corrida de F1 era coisa de pilotos e mecânicos. Hoje os supercomputadores são tão importantes quanto o motor dos carros, veja o que as equipes têm.
No começo os computadores eram usados para desenhar os carros, depois passaram a analisar dados coletados de diversos sensores (dezenas), chegou a um ponto onde eles praticamente controlavam o carro inteiro, o piloto só precisava virar o volante e frear, todo o resto era feito pelo computador, até acelerar e trocar as marchas. Isto foi banido nos últimos anos e hoje nem tem mais controle de tração e suspensão ativa.
Mas os computadores foram ganhando outras atribuições fora das pistas, desde muito tempo eles são parte das ferramentas de projeto e desenho de cada peça dos carros e hoje chegam a substituir até os caríssimos túneis-de-vento usados nas pesquisas de aerodinâmica.
Hoje em dia a maior parte da aderência e estabilidade do carro depende da aerodinâmica. A coisa chegou a tal ponto, com tantos apêndices espalhados pelo carro direcionando ou defletindo o ar, que a FIA resolveu banir ou limitar a maioria deles para 2009, falarei mais sobre isto amanhã. (na foto ao lado está o Albert, como é conhecido o computador da BMW Sauber)
O fato é que para simular o fluxo de ar ao redor do carro ou dentro da câmara de combustão dos cilindros, é preciso um poder de processamento gigantesco. Por isto quase todas as equipes tem hoje supercomputadores à sua disposição. Isto é algo novo, de uns 5 ou 6 anos apenas e lembro que uma das primeiras a investir pesado na área foi a BMW Sauber, quando ainda era apenas Sauber, nota-se hoje os frutos deste trabalho. Veja à seguir o que cada equipe tem.
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