Atenção: este post contém 1 milhão de calorias
Por Antonio Carneiro em 20/03/2010 - Categorias: culinária, imagem
Fontes: Littlehoothoot, FoodPorn, Flickr
Fontes: Littlehoothoot, FoodPorn, Flickr
Eu acompanho as tirinhas incrivelmente fofas e inteligentes dos Bichinhos de Jardim, da petropolitana Clara Gomes, há algum tempo. Até fiz um post para apresentá-las aos navegantes do NewsErrado no início de 2008.
De lá pra cá, os Bichinhos cresceram e apareceram ainda mais, porém sempre mantendo sua humildade e bom humor: A autora foi entrevistada na rádio CBN, as tirinhas foram selecionadas numa reportagem da revista Época sobre blogs, concorreram ao Top 100 Webcomics Brasil de maio/08, ficando em primeiro lugar e foram até pirateadas (publicadas sem licença por um jornal impresso). E, em minha opinião, só o que é bom é pirateado! Mas não precisa acreditar em nada do que eu falo, vai até lá no site dos bichinhos e veja você mesmo.
Agora um novo projeto surgiu: o Blog Books. Os blogs mais votados pelo público, em diversas categorias, irão se transformar em livros. Concorrem blogs sobre quadrinhos, humor, economia, entre outros temas.
Ora, isso é o que eu sempre quis: um livro com tirinhas dos Bichinhos de Jardim, pra colocar na prateleira, ler em qualquer lugar e a qualquer hora e, principalmente, emprestar para os amigos e parentes “desconectados”.
A votação vai até o dia 18 de setembro, basta clicar aqui para votar, selecionar seu candidato e confirmar o voto pelo e-mail.
Já que falamos de Walking Dead, vamos aproveitar para comentar um livro bastante inusitado: ele reúne ficção científica e horror em um crossover de fazer inveja aos Marvel Zombies. Nada mais, nada menos que um livro de Star Wars (a boa e velha Guerra nas Estrelas) recheado de zumbis!
O nome do livro é Death Troopers, de Joe Schreiber. A sinopse: uma nave-prisão do Império fica avariada em uma parte afastada e desabitada do espaço. A única esperança para a tripulação e seus quinhentos prisioneiros, entre eles ladrões, rebeldes e assassinos, é um Star Destroyer encontrado à deriva, aparentemente abandonado. Porém quando apenas metade do grupo enviado para lá em busca de peças consegue voltar, traz com ele uma terrível doença que em algumas horas dizima quase todas as pessoas a bordo da nave-prisão. Apenas seis sobrevivem: dois irmãos adolescentes, dois contrabandistas, o sádico capitão dos guardas e a oficial médica chefe. E nada pode prepará-los para o que os espera no Star Destroyer: os mortos estão se levantando, sem alma, incansáveis e com fome!
A notícia original em inglês está no Neatorama, mas o livro já tem até site oficial, com fan-trailer e tudo! O blog do autor também vale uma visita.
Uma das estréias mais aguardadas na TV é a série FlashForward. Tem sido comparada à Lost, o que não sei se é algo positivo, mas até que a premissa é bem interessante. A história foca nos acontecimentos posteriores a um grande “FlashForward”, evento em que o planeta pára por uns 2 minutos e nesse tempo diversas pessoas tem visões do futuro (leia mais detalhes na Wikipédia em inglês). Essa idéia parece uma mistura de Village of the Damned com The 4400.
Com 13 episódios já encomendados pela emissora ABC, a série é baseada em um livro escrito em 1998 por Robert J. Sawyer e ganhou o Prêmio Aurora (a melhor premiação da ficção científica do Canadá). Sawyer escreveu outros 18 livros, inclusive Hominids, vencedor do prêmio Hugo.
Sou assinante da Newsletter da Tor/Forge e na edição de agosto veio uma coluna escrita pelo Robert J. Sawyer, que achei interessante e reproduzo abaixo, devidamente traduzida:
“Estou enfrentando dissonância cognitiva relacionada com FlashForward. O meu romance é sobre ver o futuro, mas encontro-me constantemente voltando para o passado quando eu penso sobre ele.
Vejam, ainda que haja uma série televisiva baseada no meu livro estreando quinta-feira, 24 de setembro de 2009, eu terminei de escrever o romance em 1998 (e a Tor publicou em junho de 1999).
Nos últimos dez anos, eu tinha esquecido muito do que escrevi no livro. Eu nunca releio meus romances depois que eles forem publicados, mas, uma vez que sou um consultor sobre a série televisiva (e até mesmo escrevo um dos episódios), eu rompi com a tradição e, recentemente, li FlashForward novamente.
Para dizer a verdade, nunca foi um dos meus favoritos (de todos os meus livros, Factoring Humanity é o que eu gosto mais). Isto não tem nada a ver com o livro em si, mas sobre como me sentia quando eu escrevi, e por razões que já não lembro, eu não tinha muito prazer de trabalhar em FlashForward.
Mas outros sabiam que FlashForward era especial logo de cara. Ele rendeu a minha primeira “crítica estrelada” no Publishers Weekly, denotando ser um livro de excepcional mérito. E Vince Gerardis, meu agente em Hollywood, estava tão entusiasmado com FlashForward que ele conseguiu me convencer a recusar uma oferta pelos direitos de filmagem de um grande estúdio de Hollywood, porque sentiu que o livro era destinado para coisas ainda maiores.
Neste caso, o meu agente foi melhor em predizer o futuro do que eu! Com toda certeza, FlashForward é o projeto mais aguardado da TV americana neste outono, e estou bastante feliz que esperamos até que Vince fosse capaz de costurar o negócio ideal.
Ainda assim, em defesa da minha própria capacidade em predizer o futuro, gostaria de observar que o assunto pelo qual eu recebi mais e-mails em toda a minha carreira é uma referência em FlashForward que em 2009 o nome do Papa seria Bento XVI. As pessoas sempre perguntam se eu tive meu próprio flashforward permitindo-me acertar em cheio.
Estou encantado com o trabalho de David Goyer, Jessika Goyer, Brannon Braga, e Marc Guggenheim ao adaptar o meu romance. Claro, eles fizeram algumas alterações, que é de se esperar. Mas há uma que eu apreciei bastante: a data do “flashforward” na série de TV foi deslocada de 21 de abril de 2009, que eu especifiquei no livro, para 29 de abril de 2010 – meu quinquagésimo aniversário!
E, você sabe o que mais? Relendo o livro após uma década, eu fiquei – sem falsa modéstia – muito satisfeito. E eu espero que você fique também.”
Robert J. Sawyer
Há 8 anos comemora-se o Dia da Toalha em 25 de Maio. Homenagem merecidíssima ao escritor de ficção-científica/humor Douglas Adams e sua saga literária Guia do Mochileiro da Galáxia (Hitchiker’s Guide to the Galaxy).
Este é um post-relâmpago. Leia mais sobre o assunto na Wikipedia, no site DiadaToalha e no JovemNerd. Ou não, você quem decide.
Passeando pelo Flickr encontrei duas coleções interessantes de capas antigas de livros escaneadas.
Estou postando aqui os de ficção-científica existente em uma galeria bem variada, com diversos gêneros (mas se quiserem ver o resto desta coleção, é só visitar a página original) e também alguns exemplos de capas existentes nesta outra galeria, especializada em livros antigos de ficção-científica.
Esse post vai parecer uma babação de ovo. E de fato é mesmo…
Conheci o Rafael à incontáveis anos atrás. Ele sempre foi mais amigo da minha irmã, do que meu, mas posso dizer que sou tipo um “conhecido” dele. Na época ele era um adolescente e eu um guri novo, ele já desenhava e fazia um certo sucesso por isso. Eu curtia muito os desenhos do Wilbur (personagem criado e morto pelo desenhista), mas não é disso que quero falar.
O real assunto deste post é dizer que o Rafael Grampá está fazendo muito sucesso atualmente, então, é a melhor hora de falar sobre ele, e aproveitar o “hype”.
O cara somente ganhou o Eisner Awards (o Oscar dos quadrinhos) e tá lançando uma nova HQ, chamada “Mesmo Delivery”, que todo o pessoal que curte quadrinhos tá adorando, eu ainda não li, mas já vi algumas imagens e realmente impressiona o nível de detalhismo que ele chegou, absurdamente lindo.
Bom fica o post pra indicar você a ler o blog dele, e conhecer sua obra. Pois daqui uns tempos, ele vai ficar mais famoso ainda, pois já vendeu a história da HQ até pro cinema.
Eu até deveria falar mais coisas sobre a obra dele, mas se interessa essa parte da história pra você, pesquise no Google horas!
É isso mesmo que você leu: a “trilogia” The Hitchiker’s Guide to the Galaxy, que já tinha 5 livros vai ganhar o sexto, intitulado “And Another Thing…“, que poderia ser traduzido como “E outra coisa…”.
Mas como isso é possível, uma vez que o escritor inglês Douglas Adams morreu em 2001, aos 49 anos de idade? A própria viúva dele autorizou essa continuação, ligando para a editora e pedindo para que o livro fosse feito. Esse, inclusive, era o desejo de Adams, que reconhecia que o quinto livro Mostly Harmless (Praticamente Inofensiva) era meio depressivo e ele gostaria de encerrar a série com um tom mais leve e otimista, acrescentando que 6 seria um número melhor que 5.
O escritor que terá a honra e a responsabilidade desse trabalho foi escolhido pela viúva de Adams, Jane Belsnon. Ele recebeu o convite da editora e, fã da série desde sua infância, ficou emocionado, contando que é como se dessem a ele o Super-Poder de sua escolha.
Quem é esse felizardo escolhido? Eoin Colfer, escritor irlandês conhecido pela excelente série de livros Artemis Fowl.
Embora nervoso, sentindo a pressão sobre sua cabeça, ele se dedicou completamente ao projeto, no qual a idéia não é emular o estilo de escrever do Douglas Adams, e sim manter seu próprio jeito de escrever, utilizando os personagens e universo de Adams para poder finalizar melhor a série.
Colfer revelou que em sua cabeça já vinha concluindo o Guia do Mochileiro há muito tempo e agora terá a chance de fazê-lo pra valer, na vida real. O livro deverá ser lançado já em outubro desse ano pela Penguin.
O Guia do Mochileiro da Galáxia foi escrito em 1978, traduzido para 35 idiomas, ganhou 4 continuações, virou série de rádio, mini-série da TV, filme de Hollywood, quadrinhos, estabeleceu o Dia da Toalha e encontrou a resposta para a grande questão da Vida, o Universo e Tudo o Mais: 42.
Pessoalmente, estou achando a notícia ÓTIMA.
Eu li toda a série do Guia do Mochileiro e mantenho os livros originais em inglês e em português na minha estante. Idolatro a série, mesmo considerando que ela tem seus pontos altos e baixos, e o seu criador (um gênio, hilário e doido). Mas sempre achei o último livro o mais fraco de todos.
Também sou fã de carteirinha do Eoin Colfer (que se pronuncia Ouem Cólfer) e seus livros do Artemis Fowl, que li todos em português, emprestados do meu afilhado. Ele criou uma mitologia bem fascinante, histórias interessantes e personagens carismáticos. O primeiro livro já virou graphic novel (quadrinhos) e sempre se falou de uma versão filmada também. O livro mais recente da série ainda não foi lançado no Brasil e chama-se “Artemis Fowl – The Time Paradox”. Outra coisa que chama a atenção são as belas capas destes livros, especialmente nas versões originais. Conheça mais aqui.
Achei ótima a decisão de não se tentar imitar o estilo do Douglas Adams, pois isso seria impossível e ficaria ridículo. Em vez disso, contratou-se outro excelente escritor, que conhece e respeita o trabalho original. Acho que será um fim digno e merecido ao Guia do Mochileiro. E se o trabalho ficar bom, lucrarem muito com essa empreitada e resolverem fazer um sétimo livro nessas condições… eu também não irei reclamar!
Mais um comentário que eu preciso fazer, já que a maioria das pessoas em vez de ler livros apenas assiste às suas versões filmadas: O filme de cinema do Mochileiro, embora tenha contado ainda com auxílio do próprio Adams, tem até seus momentos, mas é fraco, e não chega nem perto do livro. Se você ainda não leu nada, nem o primeiro livro, largue tudo agora mesmo e LEIA. Agora, vai! Fecha a internet e vai pra livraria. Melhor ainda: entre no banner do nosso anunciante e compre on-line (assim ganhamos uma comissão!).
Fonte primária: The Guardian
Baixe ou leia on-line um livro da nova série Battlestar Galactica completamente grátis e sem infringir nenhuma lei! O site TOR está dando e-books e wallpapers gratuitos para quem se increve lá. Mas para quem não gosta de sair se inscrevendo, mesmo de graça, então pode baixar aqui (links fornecidos pelo SF Signal):
Versão HTML, PDF e MobiPocket. Claro que o livro está em inglês, e nós continuamos procurando um curso de inglês para patrocinar o NewsErrado!
Em homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis, o ano de 2008 foi instituído como o Ano Nacional Machado de Assis. Bela homenagem. Ao longo desse ano, diversos lançamentos literários e reedições serão feitos em celebração a um dos mais importantes escritores brasileiros. O NewsErrado não poderia ficar de fora, por isso a dica-newserrada de leitura é um dos contos mais polêmicos desse autor, que apesar da distância temporal parece-nos cada vez mais atual.
O tempo passa, o tempo voa, mas algumas coisas nunca mudam. O “jogo das aparências” é uma delas. Conquistar a respeitabilidade e o sucesso em nossa sociedade parece estar cada vez ligada a seguinte fórmula: “nunca infringir regras e obrigações capitais”. Aliás, esse é o tema do conto A Teria do Medalhão, escrito no século 19.
Humor cortante, ironia ferina e críticas ácidas com grande sutileza, características da fase madura de Machado de Assis estão presente na Teoria do Medalhão, um conto onde um pai apresenta ao seu filho, que acabava de completar 21 anos, uma espécie de roteiro comportamental para chegar a ser um verdadeiro medalhão da sociedade brasileira, a quem caberão cargos e honrarias, poder e riqueza.
Segundo o pai, o modelo apresentado por ele é reconhecidamente eficaz e se seguido disciplinadamente, aos 45 anos (a data exata para se tornar medalhão), o filho tornar-se-ia o ser mais confiável e respeitável, conquistando gregos e troianos. Para isto, entretanto, algumas recomendações são feitas, e devem ser seguidas com aprumo, gravidade e compasso, um resumo da ópera:
…desde a juventude, controlar o ardor e a exuberância, desenvolver idéias rasas, disciplinar o cérebro para a circunspecção oca, conduzir o espírito para o convencionalismo e exercitar a capacidade de pertencer a qualquer partido. E, jamais, NUNCA MESMO, usar a ironia. (*)
As recompensas virão, com certeza, mas no encalço dessa respeitabilidade medíocre não estará, por exemplo, a produção de alguma coisa verdadeira e pensar passa a ser uma atividade inútil. Um exemplo da atitude de um medalhão é a seguinte: em vez de escrever um Tratado Científico da Criação dos Carneiros, compra um carneiro e dá-o aos amigos sob a forma de um jantar, cuja notícia não pode ser indiferente aos seus concidadão. Uma notícia, explica o pai a seu filho, traz a outra: cinco, dez, vinte vezes põe teu nome ante os olhos do mundo.
(*) Vitor Biasoli, professor de História da UFMS (RS) In. ASSIS, Machado. Teoria do Medalhão. Bauru-SP: EDUSC, 2001.
)
Onde ler: Teria do Medalhão, Machado de Assis.
Veja também: as obras desse autor no Domínio Público.
Acho que eu já mencionei, em algum lugar do passado nesse blog, a minha “paixão” pela literatura de viagem do século XVI (16). Mas, o que eu não contei, e agora vou contar, é a minha predileção por um relato: Histoire d’un voyage fait en la Terre du Brésil, escrito pelo protestante francês Jean de Léry e publicado em 1578. Em português, a obra recebeu o seguinte título: Viagem à Terra do Brasil. Como minha defesa está chegando, não consigo pensar em outra coisa…
Bah!…sou muito suspeita para falar desse livro, lido e relido, em português, espanhol, inglês e francês, por mim há uns quatro anos…Mas, acredite, a narrativa é impressionante. Para começar o “contexto” da publicação: conflito entre católicos e protestantes na França e o fracasso das tentativas de colonização francesa no Rio de Janeiro e na Flórida, num momento em que a América, ou o Novo Mundo, era para os europeus, um “lugar onde tudo poderia ser possível”, até mesmo o convívio harmonioso, a paz e o amor, entre católicos e reformados.
Pisando em ovos, eu poderia até arriscar que Histoire d’un voyage… seria uma espécie de “sci-fi” do século XVI, (desculpem-me os fanáticos adoradores do genêro e, também, os historiadores da área!).
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