Tirinha de Star Wars
Por Antonio Carneiro em 07/01/2009 - Categorias: humor, perigo, sci-fi, tirinhas

Clique na imagem para ampliá-la e leia logo abaixo a tradução. Autor: Eldelgado, via DeviantArt.

luv_sux_2_by_eldelgado

- Olá, garoto. Vejo que você gosta de Guerra nas Estrelas, né?
- Xim, muito!
- Eu também, sabia que sou colecionador? Tenho tudo que você pode imaginar desse filme. Jogos, video-games, cópias dos filmes… até tenho uma versão tamanho infantil do traje de escrava da Princesa Leia em Retorno de Jedi.
- Xério?
- Claro. Quer brincar? Eu faço o Jabba.
***
- Mas você não tinha dito que essa roupa te trazia recordações da sua infância? Quem vai entender?

Sinestesia: sinta, cheire, ouça e deguste as cores
Por Alexandre Salau em 08/05/2008 - Categorias: ciência, curiosidades

Pode parecer papo de doidão, mas tem gente que percebe as cores como se fossem cheiros, sabores, sons e até sentimentos. E não é de forma figurada.

Imagine-se lendo este texto e cada letra dele assume uma cor diferente diante de seus olhos, ou então ao olhar um belo por-do-sol com seus tons de alaranjado e vermelho, sentir o sabor de um doce. Estas são só algumas das manifestações da Sinestesia, uma condição neurológica especial do cérebro que interpreta de forma diversa os sinais vindos de nossos órgãos sensoriais, notadamente a visão.

ouvindo_coresNão é considerada uma doença ou defeito mental, apenas uma forma diferente do cérebro interpretar os sinais. No passado era considerada apenas o fruto de mentes muito criativas e inventivas, ou então pura loucura mesmo. Atualmente são objeto de muito estudo para ajudar-nos a compreender o funcionamento de nossos sentidos e sua interpretação no cérebro.

No cérebro de um sinestésico as cores têm propriedades que não podemos imaginar, por exemplo o vermelho pode ser sólido, o amarelo é brilhante, uma barra de chocolate lembra a cor púrpura e tem aroma de azul escuro. Em alguns casos o tato pode ser associado, como uma pancada no canto da mesa que remete à cor marrom ou o laranja da confusão.

Isto não são conceitos culturais como dizer que vermelho é quente e branco é paz. São percepções fisiológicas com respostas químicas cerebrais, são realmente percebidas desta forma e de uma maneira particular a cada caso.

A causa

Embora já seja aceita como uma condição real e não apenas imaginação exagerada, a causa da sinestesia é desconhecida. Algumas hipóteses já foram levantadas e compõem parte do campo de estudos do assunto:

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Nanofibras curam danos nos nervos da coluna
Por Alexandre Salau em 13/04/2008 - Categorias: ciência, notícia

Injetado diretamente nos nervos da espinha de ratos paralisados, o novo material restaurou o movimento das patas traseiras.

nanogel_fiber_x220 Um novo material líquido desenvolvido pela equipe do Dr. Samuel Stupp contém moléculas que se auto-montam como nanofibras que servem de “andaimes” nos quais o nervo pode crescer (ao lado foto feita com microscópio eletrônico mostrando a estrutura de nanofibras que se forma).

Quando um nervo é rompido as células formam cicatrizes nas extremidades danificadas, impedindo que os neurônios reconectem-se. Pesquisas anteriores conseguiram recuperar o movimento das pernas traseiras de ratos paralisados mas sempre envolveram algum tipo de cirurgia para implantar o material na região afetada.

O novo método obtém o mesmo efeito apenas sendo injetado diretamente nos nervos da espinha que foram cortados. O material é biodegradável e em aproximadamente oito semanas as nanofibras decompõem-se em nutrientes que são absorvidos pelo corpo.

O tratamento

Os ratos receberam o tratamento 24 horas após os nervos de sua coluna serem rompidos. Foi observado que as nanofibras reduziram as cicatrizes nas extremidades dos nervos e permitiram o crescimento de novos neurônios, tanto do tipo motor (cérebro-membros) quanto de neurônios sensores (membros-cérebro). Ainda promoveram o desenvolvimento da mielina, um tipo de isolante que melhora a eficiência na condução dos sinais pelo nervo.

Após nove semanas do início do tratamento os ratos conseguiram recuperar parte do controle das pernas e sustentarem o próprio peso, não é uma cura mas é um grande avanço na direção certa.

O próximo passo é desenvolver um material que seja aprovado pelo FDA (órgão que controla medicamentos e alimentos nos EUA) para testes em humanos. Até o momento testes com culturas de células humanas não demonstraram quamquer toxicidade.

Outros usos

Um tipo semelhante de material fo usado pela mesma equipe para desenvolver, por exemplo novos vasos sangüíneos, ossos e células nervosas do cérebro.

Fonte: Technology Review by MIT

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