Cosplay: Meninas Super Poderosas Pós Apocalípticas

Essa série de fotografias uniu duas coisas que eu curto, cosplay e pós-apocalipse, de forma bem inusitada: como ficariam Docinho, Lindinha e Florzinha, as Meninas Super Poderosas, crescidas e em pleno cenário apocalíptoco? De bônus, aparece até o Professor Utônio, tão “badass” como as meninas.

É, Macaco Louco, parece que você conseguiu destruir o mundo, mas se cuida porque esse grupo vai te achar e elas não estão pra brincadeiras!

post_apocalyptic_powerpuff_girls_06 post_apocalyptic_powerpuff_girls_01 post_apocalyptic_powerpuff_girls_02 post_apocalyptic_powerpuff_girls_03 post_apocalyptic_powerpuff_girls_04 post_apocalyptic_powerpuff_girls_05

Via Geek x Girls

Lotus F1 Mad Max

F1 Mad Max: velocidade, garra e a sobrevivência do mais forte

Nos filmes de Mad Max podemos ver vários tipos de motos, carros e caminhões adaptados à dura vida pós-apocalipse. Até carcaça de fusca colada no alto de um caminhão tem. Mas nunca vimos um carro de corrida… até agora. A Lotus preparou um modelo especial pra aquela corrida até o fim do mundo: é o Lotus F1 Team Mad Max Hybrid.

Segundo a fabricante, o carro expressa o conceito de um modelo da Fórmula 1 em um cenário apocalíptico, onde a humanidade está em decadência e recursos naturais são motivos de conflitos. “Não importa quais serão as regras da Fórmula 1 do futuro pós-apocalíptico, estaremos lá para competir”

Equipada com pneus off-road, espinhos, crânios e até lança-chamas (que duvido ser operacional, mas seria muito legal se funcionasse), esse é o carro ideal para trazer o público de volta para a Fórmula 1!

Claro, esse carro foi construído apenas para promover o lançamento do quarto filme da franquia australiana e foi apresentado em um evento da Warner Bros em Barcelona. Ninguém tem a intenção de colocá-lo para competir de verdade. Mas eu posso sonhar, não posso?

lotus F1 mad max 05 lotus F1 mad max 06 lotus F1 mad max 07 lotus F1 mad max 08 lotus F1 mad max 01 lotus F1 mad max 02 lotus F1 mad max 03 lotus F1 mad max 04

Fonte: Top Gear

Arte Inspirada em Mad Max

Mad Max e um pouco de fanart criativa

O filme Mad Max Fury Road trouxe de volta às telas um dos universos pós-apocalípticos mais cultuados: o do anti-herói Mad Max, que batalha nas estradas desérticas povoadas por gente estranha em carros esquisitos e em que a vida vale menos que um barril de gasolina ou um copo d’água.

Aproveitando a volta do Max, mesmo que interpretado por outra pessoa que não o Mel Gibson (e vou te dizer, o filme é muito bom, mas senti falta do intérprete original do personagem), organizamos uma coleção de várias ilustrações baseadas nos quatro filmes.

Mecha Max

Cara, no próximo filme podiam dar um jeito de aparecer um Mecha! Não importa se não é  muito verossímil, com certeza seria bem legal. Esse aqui foi imaginado por FlyingDebris.

Mad_Max_mech_by_flyingdebris

Economizando Recursos

O consumo de combustível em um mundo pós-apocalíptico foi a preocupação principal de TwistedMethodDan, que percebeu que um carrinho menor e mais econômico seria mais sensato.

1169___09_09___mad_max_peel_by_twistedmethoddan-d49ca1x

Mad Max Brazuca

Se o apocalipse atingiu todo o planeta, o Brasil também seria afetado. O lucio-ashihara fez sua aposta sobre qual carro o “Marcos Maluco” iria pilotar no deserto brasileiro.

Mad_Max_Brasil_by_lucio_ashihara

Mad Pixar

Que tal uma versão de Mad Max para toda família?  Badcop69 recriou o Interceptor que o herói pilota no segundo filme na versão Carros.

mad max cars

Videogame

O que aconteceria se o mundo de Mario Kart sofresse o mesmo apocalipse que o mundo de Mad Max? Fasslayer responde.

mad max mario kart

Heroína

Imaginou se a nave da super-heroína Poderosa (Power-Girl, uma versão da Super Girl de um universo paralelo) tivesse alcançado a Terra depois do apocalipse do Mad Max? Kid Notorius imaginou.

mad_max_powergirl_by_kidnotorious-d73pdp2

Vilão

Cada um dos filmes da franquia teve um vilão marcante. KR-Whalen ilustrou Immortan Joe, o vilão da mais nova encarnação de Mad Max.

mad max

Cena em Destaque

O filme tem várias cenas incríveis, mas esse ataque retratado por davidstonecipher é um dos melhores.

mad_max__fury_road_in_full_color_by_davidstonecipher-d7ulrbk

Oceanmaker: Curta de animação

Pode haver esperança num mundo pós-apocalíptico? Confira em Oceanmaker

Sem diálogos, Oceanmaker é uma premiada animação de 10 minutos que mostra a luta de uma mulher contra piratas aéreos que disputam a água das nuvens. O cenário é um mundo pós-apocalipse onde os oceanos secaram e quase toda esperança por dias melhores se foram. O curta é uma história fechada em si, mas o objetivo do diretor é realizar um longa metragem com essa história.

Entre as curiosidades desse drama recheado de aventura estão a escolha de uma protagonista que foge ao padrão étnico típico e o local escolhido para produzir o vídeo: com o intuito de atrair os melhores animadores, o criador, diretor e produtor Lucas Martell bancou a viagem e estadia da equipe em uma ilha paradisíaca na costa de Belize. Outra curiosidade é que até 22/04/15 – Dia da Terra – o vídeo só estava disponível através de pagamento, sendo liberado de graça a partir dessa data. Quem pagar por ele, no entanto, recebe conteúdo extra e ajuda o planeta através do plantio de uma árvore em seu nome.

Conheça um pouco mais dos bastidores no site FXguide e assista a animação aqui mesmo:

Vídeo: The Last Woman on Earth

Curta o curta: A Última Mulher na Terra

O diretor Stephen Sprinkles gastou a fortuna de 500 dólares neste curta metragem de 5 minutos estrelado por Kate Kelton, da série Bullet in the Face e o resultado ficou bem legal.

Uma mulher chega ao escritório e percebe algo diferente: Não há ninguém lá. Será que ela é a última mulher na Terra? O que você faria nessa situação, em pleno escritório e ninguém pra vê-lo e julgá-lo?

Conto: Apocalipse dos Vampiros

Esse conto é continuação do Apocalipse Zumbi que escrevi no começo do ano, mas pode ser lido separadamente sem prejuízo de entendimento. O foco aqui são os vampiros.

Há cerca de um ano atrás a Humanidade perdeu a inocência. Os monstros deixaram de habitar a fantasia de cabeças férteis para invadirem ruas e lares, destruindo famílias, cidades e até mesmo pequenas nações.

Hordas de zumbis, de fazer inveja ao cineasta George Romero, fizeram quase tanto estrago como a fracassada tentativa da humanidade em resistir. Incompetência, debates  irrelevantes, guerras entre si… Foram várias as razões que atrasaram a resposta humana, permitindo que os mortos-vivos ameaçassem de extinção não só a nossa raça, mas diversas outras que co-habitam o nosso planeta. E foi uma dessas outras raças que reagiu, conseguindo virar o jogo.

Não foram golfinhos ou macacos, mas um grupo de aliados misteriosos que provocou a derrota da praga zumbi: vampiros. Sim, aqueles tradicionais monstros sanguessugas que não podem sair ao sol e não resistem a um suculento pescoço existem de verdade e vivem escondidos entre os humanos há muito tempo.

Bem sucedidos em sua ação contra os zumbis, eles reuniram-se para definir os próximos passos. Uma reunião que interessava diretamente à Humanidade, já que poderíamos nos tornar aliados, escravos ou prato principal.

vampiro dracula terror nosferatuCom o copo erguido, propondo um brinde, o Diretor Presidente Vladimir Santos, iniciou o debate em clima de união, mesmo tendo certeza que em breve as diferentes opiniões à mesa fariam surgir um clima de extrema hostilidade.

– Amigos, antes de qualquer coisa, eu gostaria de parabenizar as nossas Tropas de Elite, que valentemente arriscaram suas vidas e suas identidades ocultas no combate à Praga Zumbi. Rápida e eficientemente, eles conseguiram eliminar tantos desmortos que até mesmo o que sobrou dos exércitos humanos  deu conta de extingui-los. Mais um desastre ambiental foi evitado.

– Sim. – Concordou um nobre europeu de sotaque espanhol – Se eles não agissem rápido, logo poderíamos enfrentar um sério problema de falta de alimentos.

Copos foram erguidos enquanto alguns vampiros gargalhavam. Outros, no entanto, estavam sérios e não conseguiam ou não queriam aparentar estarem relaxados. Charles dos Anjos, um jovem que trajava roupas mais informais do que a ocasião exigia, foi o primeiro a apresentar suas críticas.

– Não tenho dúvidas quanto à rapidez, mas não colocaria minha mão na água benta a respeito da sua eficiência.

Todos se sentaram, e vestiram seus mais sérios semblantes. O debate real iria começar. A secretária do Diretor Presidente, anotava o que cada um falava, mas não podia emitir sua própria opinião. Quando tantos Vips estão reunidos assim, ela sabia ficar no seu lugar, procurando não chamar a atenção para si. Ela já vira muita discussão civilizada acabar em banho de sangue e chuva de estacas.

– O que quer dizer, Chuck? – Perguntou Vladimir.

– Bem, existem vários relatórios que indicam que humanos presenciaram de perto a ação das nossas tropas, testemunhando o que deveria ser “impossível”. Sem falar nas conversões não autorizadas: Alguns elementos indisciplinados nas tropas não resistiram e fizeram a festa no pescoço de vários humanos. Mas o que é pior: não apenas sugaram seu sangue, mas o fizeram de forma descuidada, transformando-os em vampiros também. Vampiros sem acompanhamento, educação ou orientação.

– E por que isso seria um problema? – Perguntou o nobre espanhol, chamado Don Callas. – A população humana foi bem reduzida. Eles não podem mais negar a existência de mortos-vivos. Eu acredito que finalmente é chegado o momento de sairmos das sombras. Vamos revelar nossa existência e entregar um ultimato: ou eles aceitam a convivência entre humanos e vampiros com um mínimo de civilização, ou simplesmente vamos continuar o trabalho dos zumbis! Mataremos mais alguns milhões deles, até que se entreguem à escravidão. E nessa batalha final, quanto mais vampiros tivermos em nossas fileiras, melhor. Orientados segundo o antigo livro do Comitê ou frescos e inexperientes.

– Como você acha que eles iriam aceitar a convivência? Nós precisamos matá-los para viver! – retrucou o jovem.

– E daí? Eles vivem matando a si mesmos! Em uma única guerra morrem mais humanos do que nós mataríamos em um ano. E o clamor público pela pena de morte aos seus marginais? Nós poderíamos propor nos alimentarmos apenas destes condenados, ou de soldados inimigos. Os índices de suicídios e de eutanásia também não podem ser ignorados. Mais refeição pro nosso povo. – Os líderes a sua volta começaram a discutir, alguns discordando outros apoiando, mas ele continuou a falar, sem se deixar interromper. – E não seria apenas como soldados ou carrascos que poderíamos trabalhar. Nossa resistência vital poderia ser aproveitada em trabalhos perigosos ou insalubres para os humanos. Grandes profundidades, áreas radioativas, são incontáveis as oportunidades. Eles teriam tanto a ganhar quanto nós.

– E o que nós teríamos a ganhar? – Perguntou um ancião careca, de orelhas pontudas e longas unhas. Alemão, Herr Wagen falava com dificuldade devido à sua avançada idade. – Nós sempre vivemos nas sombras, manipulando a Humanidade conforme nossos interesses. Por que mudar isso agora? Por que nos arriscarmos a revelar nossas identidades e nossas fraquezas?

Outro vampiro, o americano George Forest, apoiou o rumo que Don Callas apontou:

– Porque agora é o momento da mudança. Não temos nada o que temer. A força dos humanos sempre esteve em sua organização e nos seus números. Agora eles estão assustados, semi-destruídos… E não esqueça que nós os salvamos dos zumbis. Podemos aparecer como heróis. Ajudaremos na reconstrução. E tudo o que pedimos em troca é um pouco de sangue. E obediência.

O primeiro jovem retomou a palavra:

– Parece que há um tremendo senso de urgência para que não tenhamos tempo de pensar calmamente nas conseqüências da revelação. Mas não sei por que eu me espanto ao ver essa defesa contundente para mudarmos a nossa postura milenar. Afinal, foi um vampiro quem soltou o primeiro zumbi, não foi, Sr. Forest?

Agora sim, a reunião pegou fogo. Alguns vampiros se levantaram e começaram a gritar. Herr Wagen chegou a buscar uma estaca em seu paletó, mas suas mãos trêmulas deixaram-na cair no chão.

– O que está insinuando, moleque? – O americano exigiu satisfações.

Tirando um envelope pardo da maleta, mas que permaneceu fechado, o jovem Anjos disse que teria provas da existência de uma criação clandestina de zumbis, contrariando as normas do Comitê. E ela estaria localizada em terras pertencentes à esposa de George Forest. E mais, se antes dos ataques os satélites registraram a existência de cerca de 400 zumbis na propriedade, agora existiriam apenas meia dúzia deles por lá.

O tumulto que se seguiu foi interrompido pela voz dissonante da secretária. Espantados que a criaturinha tenha se manifestado, eles olharam em sua direção, que repetiu o que dissera:

-Lordes, senhores… um humano está aí fora, exigindo audiência.

– Um humano?! – Repetiu Vladimir, o C.E.O. – E exigindo alguma coisa?!

– Está vendo? – Aproveitou George Forest. – Se deixarmos, é isso que nos espera. Esses humanos são muito arrogantes. Deixe ele entrar e vamos trucidá-lo, bebendo seu sangue como brinde para os novos tempos.

– Ele disse que é Larry Page, criador do Google. – Completou a secretária, abrindo a porta para que ele entrasse.

Um silêncio se fez entre os presentes, que se sentaram e ficaram olhando o humano petulante entrar no ninho de vampiros como se fosse dono do lugar. Casualmente dedilhando um tablet, ele começou a falar, prendendo o olhar em cada um deles por alguns instantes, transmitindo uma força interna que chegou a intimidar alguns vampiros mais jovens.

– Por que a surpresa, senhores? Obviamente, vocês deveriam imaginar que eu sabia da sua existência já por algum tempo. Há poucas coisas neste mundo que podem ser mantidas em segredo de mim. Quando meu sócio, Sergey Brin, foi zumbificado na minha frente, em pleno escritório, eu dediquei meus maiores esforços à pesquisa do sobrenatural, monstros e assombrações em geral. Tenho estado de olho em vocês desde então. Gostaria de parabenizá-los pela solução contra o Apocalipse Zumbi. Parece óbvio que os mortos não incomodariam os mortos-vivos, mas eu não tinha pensado nisso. Os zumbis nem percebiam a presença dos seus esquadrões de extermínio. E mesmo que algum os mordesse por acaso, o sangue de vampiro é imune à mordida zumbi.

Apertando mais alguns botões, ele continuou:

– Na verdade, foram vocês que me deram uma idéia. Naquele momento, vocês estavam ajudando. Mas como fazer para enfrentá-los se vocês se virassem contra nós?

Se afastando da porta, abriu espaço para a entrada de uma criatura enorme cheia de cicatrizes, a carne morta reanimada costurada de forma esteticamente desagradável, porém funcional. Um verdadeiro monstro de Frankenstein, trajando roupas negras, com o logotipo do robozinho Android no peito. Um chip em seu cérebro atendia aos comandos do tablet e o fato dele estar clinicamente morto garantia imunidade à mordida dos vampiros. O espanhol Don Callas pulou em cima do monstro, tentando atacá-lo, mas foi destroçado na hora, sem emoção de qualquer tipo, nem raiva, piedade ou alívio. O monstro aplicou apenas a força e eficiência necessárias para eliminar seu alvo.

– Sua criatura é forte, humano, – levantou-se George Forest, sorrindo. – Mas é uma só. Tem idéia de quantos vampiros existem? Só essa diretoria reunida tem condições de acabar com seu monstrinho.

Larry também sorriu:

– Ao contrário do Doutor Frankenstein, que contava apenas com um velho laboratório e um ajudante corcunda, o Google tem diversos laboratórios espalhados pelo mundo, investindo em medicina, biotecnologia e até exploração espacial. Temos bilhões de dólares para gastar. Ninguém domina o MEU mundo além de mim!!

Ao toque de um botão, a sala foi inundada por dezenas de “Franks”, que marcharam em direção aos vampiros. Seguiram-se pedidos de clemência, ameaças, tentativas de suborno. Mas todas as vozes acabaram sendo engolidas pelos gritos agonizantes dos mortos-vivos, e pela risada do humano que ousou desafiar os monstros dos nossos pesadelos.

Bunker antigo ou cenário de Star Wars?

Seria um cenário perdido de Guerra nas Estrelas ou uma construção da II Guerra Mundial?

ruína de bunker

Ok, quem respondeu que este é um bunker americano da década de 40 acertou, obviamente. É uma construção bem intrigante, criada antes da invenção do radar. Esta estação de triangulação e observação fazia parte da rede de defesa do porto de São Francisco, na Califórnia. Existiram 6 instalações desse tipo na costa de rochedos chamada Devil’s Slide (escorregador do diabo): militares usavam binóculos e compassos para acompanhar e relatar a movimentação de navios. Combinando as informações recebidas dos vários postos, era possível determinar com precisão a localização de cada navio.

devils slide

bunker star wars california

Essa estação específica sofreu muito com o tempo: a pedra erodiu, deixando o bunker “pendurado”. Hoje em dia não tem utilidade prática e é até perigoso entrar nela.

ruína em Devil's Slide

Esta é outra das seis estações:

ruína da segunda guerra mundial

Aqui outra relíquia da Segunda Guerra Mundial, na costa oposta dos EUA, em Nova Jersey: nesta, além de procurarem por navios e submarinos inimigos, havia artilharia pesada pronta para entrar em ação. E novamente, parece com algo saído de Guerra nas Estrelas.

ruína da 2a Guerra Mundial

Se gosta de fotos de ruínas e locais abandonados, o site Artifical Owl (de onde tirei essas) é o lugar pra você.

Conto apocalíptico… com zumbis!

Pequena história sobre mortos-vivos e o fim da civilização como a conhecemos.

Pessoal, uma pequena pausa nos posts habituais para um pouco de literatura. Sim, porque conto de zumbis também é literatura. Essa é uma pequena idéia que me veio na cabeça e fui pensando nessa história. Na hora de escrever, ela foi se “escrevendo sozinha” e surgiram alguns detalhes, enquanto outros sumiam. Quem gostou, não entendeu ou odiou, comente. Prometo que quando virar zumbi eu deixo seus miolos por último.

* * *

horda de zumbis

Enfim, ele chegou. O Apocalipse Zumbi chegou. Veio de mansinho, foi crescendo e tomou conta do mundo. E nada desses zumbis moderninhos, que correm velozes e furiosos. Eram os clássicos mortos-vivos, lentos, silenciosos, decompostos e com muita fome. Não buscavam apenas miolos, mas qualquer pedacinho suculento de gente.

Bem, tecnicamente, os zumbis não devoravam somente gente, mas qualquer ser vivente. Os primeiros a desaparecerem das cidades foram os gatos, cães vira-latas e pombos. Depois os ratos. Tinha gente que estava até gostando da idéia e começaram campanha na internet – Salve um Zumbi – com camisetas e recolhimento de donativos. Quando a população de rua, como mendigos e pivetes, começou a desaparecer, houve certa polêmica, mas a campanha “Salve um Zumbi” ganhou ainda mais força.

Claro que nem todo mundo estava alienado dos perigos dessa ameaça. Zumbis já fazem parte do nosso folclore por tempo suficiente para que algumas pessoas percebessem o risco e tomassem providências. Fugiram para as montanhas. E nunca mais se ouviu falar delas.

Quando algumas pessoas da classe-média começaram a desaparecer, particularmente atletas madrugadores ou jovens boêmios, a zumbi-mania começou a dar lugar a revolta. Grupos foram organizados para localizar e exterminar ninhos de zumbis, porém esbarraram nos defensores dos direitos humanos. Afinal, um zumbi ainda seria um ser humano. Decomposto, ressuscitado e com fome canibal, mas ainda uma pessoa, nossos amigos e parentes. Uma longa batalha jurídica ocorreu, enquanto os zumbis saíam da sombra e começavam a se banquetear cada vez mais frequentemente.

Por fim, as mais altas cortes e tribunais reconheceram que os direitos humanos acabam quando a pessoa morre. Mesmo a alegação de que se fosse assim, Jesus não teria direito algum quando ressuscitou não foi levada em consideração. Zumbis não eram gente, estava decidido.

Antes mesmo que os grupos de caça fossem organizados, surgiram os ecologistas: Se zumbis não eram humanos, então eram uma raça inteiramente nova, uma espécie desconhecida, e esta não poderia ser exterminada. Deveriam ser estudados, compreendidos, e não destruídos. Já levamos muitas espécies à extinção, matamos “perigosos” tigres e tubarões, e isso nunca ajudou em nada, só piorara as coisas. Talvez os zumbis tenham surgido como uma resposta da Natureza a nossas constantes agressões.

E assim, o combate aos mortos-vivos foi mais uma vez freado. Eles se proliferavam, enquanto a humanidade enfrentava cada vez mais obstáculos para uma reação: burocracia, corrupção, politicagem, oportunismo, manipulação religiosa ou simplesmente incompetência fez com que os zumbis cada vez mais conquistassem terreno.

Os homens foram sendo empurrados para áreas  mais distantes, fugindo dos zumbis. A essa altura, já eram tantos que nem mesmo uma nova determinação de enfrentá-los adequadamente obteve sucesso. Não tínhamos mais polícia organizada e as Forças Armadas apanhavam feio. Cada nova vítima se transformava em um soldado inimigo – se não fosse completamente devorada, é claro. Ninguém poderia nos ajudar mais. Esse seria o nosso fim, como previsto não pela Bíblia ou por Nostradamus, mas por Romero.

E então, surgiu uma reação eficiente. Uma explosão no coração de “zombietown”, varrendo da face da terra milhares de mortos-vivos de uma só vez. Duas explosões, agora em outro ninho zumbi. Quem teria feito isso? Ouviram falar que alguns árabes tinham tentado ataques suicidas, mas os homens-bombas eram devorados antes de chegar ao centro dos ninhos, sem causar dano significativo. Aviões, mísseis… Não sobraram muitos depois que os homens desesperados apontaram suas armas uns aos outros e provocaram mais mortes do que qualquer horda zumbi.

A distância, os combatentes anti-zumbi que restavam puderam observar alguns homens e mulheres andando entre os mortos-vivos e derrubando-os um a um. Primeiro com armas de fogo, depois com antiquadas espadas e machados. Curiosamente, não havia combate. Eles andavam calmamente por entre os zumbis, como se esses não os percebessem ali. Andavam até um, matavam e passavam para outro. Em pouco tempo, fizeram uma limpa naquela área. Antes que os soldados conseguissem alcançá-los, porém, eles sumiram.

Logo, histórias semelhantes começaram a pipocar. Os zumbis estavam sendo exterminados por um pequeno grupo que conseguia andar por entre eles sem serem molestados. Em comum, essas histórias só tinham o fato que os ataques se davam à noite e que em menos de 12 horas, todos os zumbis da área eram liquidados por esse misterioso e silencioso grupo.

A humanidade foi, aos poucos, retomando seu espaço. Curiosidade, no entanto, é uma das características que nos torna humanos. Não bastávamos sermos salvos. Tínhamos que saber quem eram nossos salvadores. Falar com eles, agradecer, perguntar como eles conseguiam fazer o que ninguém mais conseguia.

Espiões foram enviados às áreas infestadas de zumbis, para conseguir observar esse misterioso grupo e talvez até fazer contato. Era uma missão muito arriscada, quase suicida, mas não faltaram voluntários. Poucos retornaram. Os que conseguiram voltar, nada relataram de útil.

Uma curiosidade sobre esses espiões sobreviventes: todos voltavam abatidos, anêmicos e desenvolveram uma grave fotofobia. Exames minuciosos foram feitos e nenhuma doença foi detectada. Apenas duas pequenas perfurações em seus pescoços. Não eram mordidas de zumbis, não devia ser nada pra se preocupar…

Miniaturas Pós-Apocalípticas

Maquetes do fim do mundo

Esse post combina duas paixões minhas: miniaturas e cenário pós-apocalíptico. Sem manipulação de qualquer forma, Lori Nix – uma fotógrafa de Nova York que trabalha em parceria com uma escultora de vidros – constrói miniaturas e as fotografa. Como ela mesma diz: sua habilidade está em construir seu próprio mundo ao invés de sair pelo mundo afora para fotografar o que já existe. Sua inspiração vem do jornal The New York Times, de artigos de revistas e de livros de ficção-científica. Enquanto viaja no metrô Brooklyn – Manhattan as imagens começam a surgir em sua mente.

A série abaixo é intitulada The City, tem miniaturas entre 50×60 cm as menores e 182 cm de diâmetro as maiores. Cada cena leva cerca de 7 meses para ser construída e 3 semanas para ser fotografada. Tudo é feito para ser visto por um ângulo específico de câmera, previsto desde o início: o que pode variar é a iluminação e o posicionamento de objetos até que a fotógrafa esteja plenamente satisfeita com o resultado. A série teve início em 2005, mas a artista já disse que ainda não está concluída, pois ela ama o tema.

Control Room Museu library Beauty Salon Teatro

Uma outra série dela chama-se Acidentally Kansas e retrata desastres diversos na área do Kansas, desde uma inundação até a queda de um avião.
Eu recomendo uma visita ao site oficial dela para ver mais fotos dessas e outras séries.

Casas alagadas Acidente de avião

Eu conheci esse trabalho ontem, visitando o Ueba, que havia publicado o post do Pipoca de Bits. Isso prova que os blogueiros não deveriam visitar o Ueba apenas para ver se o seu conteúdo foi publicado (a propósito, embora tenha sido um post bem simples, o nosso saiu no mesmo dia), mas principalmente para conhecer o que existe de mais interessante por aí. Aliás, acredito que essa é a missão prioritária do Ueba, seja para blogueiros ou internautas em geral.