Vem aí… Águia de Fogo
Por Antonio Carneiro em 04/07/2009 - Categorias: nostalgia, seriados, tv

O canal TCM Classic Hollywood é o único que justifica plenamente a minha assinatura de TV a cabo.  Especializado em seriados, mini-séries e filmes antigos, ele apresenta pérolas que eu não conseguiria achar nem na internet para baixar. Especialmente porque a maioria das produções exibidas conserva sua dublagem original (embora tenha SAP disponível para quem tem fobia a qualquer dublagem, inclusive as clássicas).

A partir de 07/07/09, o canal exibirá Águia de Fogo (Airwolf). Todas as terças e quintas, às 20h30, um episódio diferente irá ao ar.


Foram produzidos 79 episódios distribuídos em 4 temporadas. A última temporada é meio estranha, pois trocaram o elenco e as cenas do helicóptero em voo são reutilizações. Mas as 3 primeiras são muito boas, com produção cara e elenco interessante.

Seriado típico da Guerra Fria, como foi em parte Profissão Perigo (McGyver) e o Homem de 6 Milhões de Dólares, estou curioso em ver como ele resistiu ao tempo e às mudanças políticas. Eu assistia na Globo, nos anos 80 (saudosa época em que ela transmitia diversas séries americanas) e curtia desde o “Rede Globo Apresenta…” até o “Rede Globo Apresentou…”. Tenho certeza que ao menos as cenas de ação devem continuar excelentes.

Eu adoro helicópteros e lembro que babava pelo Trovão Azul até que surgiu o Águia de Fogo. O primeiro era um calhambeque comparado a essa maravilha. Além de ser bonito, esse helicóptero fazia loopings, acionava turbinas supersônicas, tinha modo silencioso, enganava radares, era equipado com um arsenal de fazer inveja ao Rambo e não tinha medo de enfrentar os melhores aviões de caça. Leia na wiki sobre a aeronave fictícia e sobre a real (um Bell 222 modificado). Inclusive seu nobre e trágico final, quando foi vendida, tornou-se uma ambulância aérea e se acidentou, matando todos ocupantes.

Assista o video da abertura, com sua trilha sonora inesquecível. Leia mais sobre Águia de Fogo na Wiki, no TCM (e baixe wallpapers da série), na Mofolandia e na Arca do Velho. Vai Hawke, vai Dominic Santini!

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Bactérias radioativas vivem abaixo da superfície
Por Alexandre Salau em 07/05/2008 - Categorias: ciência, curiosidades

Bactérias que vivem no subsolo profundo, sem luz do sol e se alimentam de rochas radioativas tornam cada vez mais difícil definir o que é vida.

Grand Prismatic PoolExtremófilo é o nome dado a organismos que vivem em condições extremas, como no subsolo congelado da Antartida, nas encostas vulcânicas, nos desertos de sal ou no fundo do mar perto de fossas sulfurosas e onde não chega luz solar.

Mas nem isso se compara a estas bactérias recentemente descobertas em escavação de mais de 3 quilômetros de profundidade, onde jamais a luz solar chegou. Mesmo assim elas conseguem sobreviver graças a uma nova fonte de energia, a radioatividade do interior da Terra.

Estas bactérias extremófilas possuem uma biologia que poderia ser considerada até alienígena para nós. No ambiente onde elas vivem a radiação proveniente do decaimento do Urânio quebra as moléculas de água as transformando em peróxido (água oxigenada) que ao se misturar com pirita (o ouro-dos-tolos) libera ions que são aproveitados pelo seu refinado paladar e metabolismo altamente diferenciado. Em resumo, elas vivem sobre o Urânio, bebem água oxigenada e comem rocha.

Mas não se preocupem os que imaginam que seres microscópicos expostos à radiação irão crescer e invadir a superfície, destruindo Nova York (todos os monstros vão para Nova York). Estas pequenas maravilhas da natureza tem um ciclo reprodutivo centenas de milhares de vezes mais lento que suas contrapartes convencionais, dividindo-se a cada 300 anos.

Mesmo asim são seres muito bem adaptados a condições extremas e que podem servir de modelo para pesquisas de exobiologia (sobre possíveis seres vivos em outros planetas).

Fonte: The Daily Galaxy

Atol das Ilhas Bikini se recupera de testes nucleares
Por Alexandre Salau em 21/04/2008 - Categorias: ciência, curiosidades, ecologia, lugares

BravoC1600c20Meio século após testes na remota região do Pacífico, veja como está a vida submarina e o poder de recuperação da natureza.

A mais de 50 um teste atômico chamado Castle Bravo, com uma bomba de hidrogênio de 15 megatons,  (quase 1000 vezes maior do que a de hiroshima) devastou o Atol das Ilhas Bikini, vaporizando 3 ilhas. A temperatura da água subiu a 55 mil graus e no local ficou uma cratera de 2 Km de diâmetro e 75 metros de profundidade, o topo da nuvem da explosão atingiu 40 Km de altura em apenas 6 minutos.

aitutakiAntes do teste (obviamente) todos os habitantes do local foram relocados para as Ilhas Kili, nas proximidades. No início dos anos 70 o governo dos EUA os levou de volta para o local original mas teve que remove-los novamente porque a radioatividade ainda era alta. Eles foram indenizados em 100 milhões de dólares.

O Atol é parte das Ilhas Marshall, um local remoto no meio do Oceâno Pacífico, com paisagens paradisíacas e destino turístico famoso, hoje a área de Bikini raramente recebe visitantes e deve permanecer assim por um bom tempo.

Na paz da solidão, a natureza mostra sua força

080416-bikini-corals-02080416-bikini-fish-02Recentemente uma expedição de cientistas foi ao que restou do atol para verificar as condições da cratera da explosão. Sem saber o que esperar, ficaram deslumbrados com o grau de recuperação dos recifes de coral que em apenas meio século já cobriram mais de 80% da cratera e sustentam uma rica diversidade, apesar de menor do que antes dos testes nucleares mas mesmo assim surpreendente.

Todo o ecosistema parece estar se recuperando muito bem, o que mostra a resistência e capacidade de recuperação da natureza se for deixada em paz. Os mergulhadores atribuem à pouca movimentação humana na área esta recuperação tão forte.

Por outro lado, em terra firme, os cientistas dizem não ser possível consumir as frutas nativas que continuam altamente contaminadas pela radiação.

Fonte: LiveScience, Nuclear Weapon Archive

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