Super Heróis prontos para o Reveillon

A tradição de Ano Novo mais antiga no Brasil é passar o Réveillon de branco. Um herói como o Batman não se encaixaria tão bem numa festa alegre e cheia de luz como essa. Mas não se preocupe, nós não ficaremos a mercê dos criminosos. Para os Super Heróis a seguir é réveillon o ano todo!

Mary Marvel, das histórias do Shazam, em ilustração de MatiasSoto

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El Santo, ícone das lutas livre e do cinema mexicano, no traço de el-grimlock

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Surfista Prateado, surgido nas HQs do Quarteto Fantástico, em ilustração de MikeMahle

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Fênix, das histórias do X-Men, desenhada por CrimsonArtz

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Space Ghost, da Hanna-Barbera, no traço de roemesquita

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Emma Frost, dos X-Men, na ilustração de vindication

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Tempestade, também dos X-Men, desenhada por herofan135

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Poderosa Ísis, da série irmã do Capitão Marvel, em capa de HQ

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She-Ra, irmã gêmea do He-Man, por Axel-Gimenez

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Power Girl, a Supergirl de uma Terra Paralela, por JophieIS

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Apocalipse Madonna VIII

Pra quem não se lembra da última parte, pode reler a parte 7 aqui. Quem quer pegar a história desde o início, pode ir pra parte 1.

Quem está chegando agora, o que está acontecendo é o seguinte: A popstar Madonna é a grande atração da festa de Reveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro. O show corria às mil maravilhas até ser interrompido pelo Apocalipse Zumbi!

Será que a Madonna e um pequeno grupo de sobreviventes conseguirão escapar? Confira agora.

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apocalipse zubi madonna

Não tinham tempo de lamentar a perda do companheiro ou iriam acabar como ele. Madonna pensou que talvez o Sushiman estivesse certo: “não podemos nos apegar a nada e nem ninguém se quisermos sair daqui vivos. Depois, em segurança, podemos tentar voltar a ser humanos novamente”.

Apoiados na mesa, o Bailarino, Madonna e o Sushiman nadaram em direção aos barcos que tinham sido atraídos pelo show de fogos do réveillon. Os não-viventes não os seguiram no mar. A maioria deles simplesmente evitava a água e os poucos que tentaram enfrentar o mar, tentando pegar as pessoas que fugiam por ali, eram facilmente derrubados e jogados de volta pelas ondas.

A quantidade de feridos que buscou o refúgio do oceano foi tão grande que mesmo de noite foi possível perceber que o mar se tingiu de vermelho. Madonna não sabia se essas águas tinham tubarão, mas sugeriu que em vez de usarem a mesa como salva-vidas, eles deviam subir nela e usá-la como bote.

O Sushiman aprovou e ainda sugeriu:

– Acho que a gente deve passar direto por esses primeiros barcos e vamos buscar ajuda em outros mais atrás. Os da frente estão ficando abarrotados de refugiados.

E assim fizeram. Quando passavam entre um veleiro e uma das balsas de fogos, uma garota jovem se agarrou a mesa deles. Ela não tentou subir e eles não a enxotaram. Ela parecia bem, mas muito cansada. Por fim, Madonna a ajudou a subir, ignorando os protestos do Sushiman.

Alcançaram um transatlântico. Diversos barcos menores e muitos nadadores se amontoavam ao seu redor, tentando embarcar. Algumas pessoas à bordo jogaram boias, outras tentaram esticar cordas, mas a tripulação os afastou da beirada e avisou que não deixariam ninguém subir a bordo.

Em meio a gritaria, Madonna se identificou, dizendo que os recompensariam se descessem os botes salva-vidas. Ela foi ignorada pela tripulação, mas não pelas pessoas ao seu redor. Elas começaram a gritar que eram o Obama, o Papa e todo mundo importante que conseguiram pensar.

O bailarino apontou para um pequeno barco pesqueiro.

– A gente está perdendo tempo aqui. E quando o navio partir vai ser até perigoso. Vamos pra aquele barco de pesca. O pessoal que vive do mar é muito mais solidário.

De fato, o pesqueiro os recolheu de bom grado, assim como a vários outros sobreviventes. Madonna percebeu que alguns dos feridos recolhidos, após o mar lavar o sangue, apresentavam claramente diversas mordidas feitos pelos não-viventes.

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Continua…
Uhu! Eles já saíram da praia! O que será que os aguarda na “segurança” do mar?

Apocalipse Madonna – Parte VII

Vocês pensaram que essa série de posts tinha sido cancelada sem um final? Nem pensar. Após um “pequeno hiato” continuamos com a história. E não se preocupe, o fim já está todo planejado e não falta muito.

Pra quem não se lembra da última parte, pode reler a parte 6 aqui. Quem quer pegar a história desde o início, pode ir pra parte 1.

Quem está chegando agora, o que está acontecendo é o seguinte: A popstar Madonna é a grande atração da festa de Reveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro. O show corria às mil maravilhas até ser interrompido pelo Apocalipse Zumbi!

Será que a Madonna e um pequeno grupo de sobreviventes que se refugiaram em seu camarim – um contêiner na areia da praia – conseguirão escapar? Confira agora.

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A única iluminação vinha do notebook. O ar condicionado também parou de funcionar, deixando o ar quente e sufocante.

– Os geradores de energia se foram. – Disse o Sushiman. – Alguém ainda acha que ficar aqui dentro é melhor do que tentar escapar?

Dessa vez, a opção pela fuga era consenso. No escuro e no calor seria impossível ficar. Além disso, e se o não-vivente se levantasse e atacasse de novo?

Madonna percebeu que de repente todos estavam falando baixo. A tensão aumentou consideravelmente. Desse jeito, logo alguém iria fazer uma besteira que poderia custar a vida de todos. A popstar tentou quebrar o gelo:

– Antes de mais nada, pessoal, vamos nos conhecer direito. Que tal uma apresentação decente? Estamos presos aqui e eu só sei o que vocês fazem pra viver. Nossas vidas dependem um do outro e nem sei o nome de vocês.

O Bailarino começou a falar, mas foi interrompido pelo Sushiman.

– Eu não quero saber o nome de vocês. Não quero saber se tem filhos, sonhos ou dívidas. Infelizmente, Madonna, sobre você é difícil não saber alguma coisa. Mas não quero saber mais nada de ninguém.

– Eu não posso ficar chamando vocês de “ei, você” ou o “Bailarino”, “Sushiman” e “Guitarrista”.

– Claro que pode. Quanto mais a gente souber um do outro, mais difícil vai ser pra gente sobreviver. – Apontou pro Bailarino – Se eu souber que o nome dele é Carlos, trabalha noite e dia para pagar o tratamento da mãe doente e está a um mês de realizar seu sonho de infância, como vou conseguir deixá-lo pra trás quando os monstros vierem?

O Bailarino tentou cortar baixinho:

– Eu não me chamo Car…

O Sushiman continuou:

– Vocês hesitaram para matar o monstro que tava aqui só por saber que ele se chamava Roberto e tinha uma mulher que enchia o saco dele. Imagina se o Carlos ali virar um não-vivo? Vocês vão ter peito de matá-lo ou vão deixá-lo matar vocês?

– Me matar? Eu não faço mal a uma mosca – O Bailarino respondeu no mesmo tom que antes.

– Eu não concordo, Sushiman. – Disse Madonna. – Mas não temos tempo de discutir. Vamos aproveitar que o barulho lá fora diminuiu e vamos sair daqui.

O Bailarino ainda estava contrariado:

– Sushiman é um apelido mais legal que Bailarino. Parece super-herói japonês.

O Guitarrista entrou no espírito da discussão:

– Eu posso ser Guitar Hero?

O Sushiman atirou uma faca que cravou no corpo do Roberto:

-Vocês estão loucos? Discutindo nomes e apelidos enquanto o mundo está acabando? Vamos trocar segredinhos de diário também? Cantar e dançar até os monstros invadirem o camarim?

– OK, Sushiman, agora to contigo. – Concordou Madonna. – Vamos deixar de papo, é hora de ação. O que vocês acham da gente usar fogo pra abrir caminho?

O bar do camarim estava cheio de bebidas, o que foi uma ótima matéria-prima pra coquetéis molotov. Saindo pelo teto, eles arremessaram os coquetéis na areia, formando uma trilha em direção ao mar. Com o fogo de cada lado da trilha, criaram uma pequena passagem evitada por vivos e não-vivos. Sabiam que o fogo logo apagaria, então precisavam correr.

O Bailarino foi na frente, usando uma mesinha como escudo. Madonna foi em seguida, o Sushiman logo atrás e por último o Guitarrista.

O Bailarino foi rápido e logo chegou na água. Atirou a mesinha com as pernas pra cima, improvisando um salva-vidas pra todos. Madonna alcançou o homem, suas botas enchendo-se com a água fria a cada onda que quebrava.

O músico brandia seu instrumento musical transformado em arma. O fogo estava diminuindo e a trilha estreitou. Ele espetou a cabeça de um não-vivente com a faca amarrada em sua guitarra. Infelizmente, isso fez com que ela ficasse presa um segundo e logo caiu no chão. Ele voltou pra recuperá-la, sendo ultrapassado pelo Sushiman.

– Corre, seu doido. Deixa a guitarra aí!

– Nunca, ela foi um presente do Mark Knopler!

Quando o Sushiman alcançou a água, ouviu os gritos do Guitarrista. Não olhou pra trás. A expressão de horror dos seus companheiros disse tudo. Neste momento, o grupo de sobreviventes ficou menor.

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Não percam os próximos acontecimentos. Prometo que não levarei uma ano para publicar o resto.

Apocalipse Madonna – Parte VI

Mais um capítulo do nosso conto sobre como o Apocalipse Zumbi começou durante um show da Madonna, no Réveillon de Copacabana.

Leia a primeira parte aqui.

O corpo do segurança, antes inerte, agora contorcia-se em espasmos. Emitia estranhos rosnados, bem baixos, porém assustadores. O seu olhar encontrou o grupo. A expressão vazia não mudou, mas surgiu uma determinação. Sentou-se, babando e rosnando alto.

Foi derrubado na hora com um golpe de guitarra. Madonna aproveitou para enrolá-lo novamente no tapete. Ele começou a se debater inutilmente, preso. O sushiman montou sobre ele e começou a enfiar as facas, retirando e enfiando-as rapidamente. Enquanto era esfaqueado, Madonna notou que Roberto – não era fácil enfrentar um não-vivente quando se sabe o seu nome, imagina se fosse alguém conhecido? – continuava debatendo-se violentamente. Parecia não estar disposto a morrer de vez. Só quando uma das facas atravessou-lhe a têmpora, ele parou.

O último golpe quebrou uma de suas facas, mas o sushiman não se preocupou em repô-la. Apenas citou o que o especialista tinha dito na internet: “Acertem a cabeça, queimem tudo e fujam paras as montanhas”.

madonna armada e perigosa

O guitarrista despejou uma garrafa inteira de cachaça sobre o corpo, mas antes que acendesse, foi impedido pela Madonna. A pop-star segurou seu braço:

– Vai tocar fogo no corpo e no camarim!
– Perderemos nosso único abrigo. – reforçou o bailarino.
– Aqui não é seguro, – cortou o sushiman – temos que sair logo dessa ratoeira.
– Eu posso rolar o corpo pra fora e acender lá. – Sugeriu o músico.
– Nós precisamos de um plano. – Disse a pop-star. – O momento do pânico passou. Se quisermos sobreviver, precisamos pensar, e não agir com o coração.

Nesse ponto todos concordaram. Infelizmente, o consenso foi só até aí. O bailarino queria ficar ali dentro o máximo possível. Caso precisassem sair às pressas, havia um alçapão no teto que poderiam usar. O guitarrista e o sushiman queriam sair imediatamente, aproveitando a noite para escondê-los. Queriam fugir da praia de uma vez por todas. O ideal seria alcançarem um dos muitos barcos que assistiam aos fogos do réveillon. De lá, por mar, conseguiriam ir para longe.

Cada um começou a falar ao mesmo tempo, as vozes aumentando e ninguém escutando o outro. De repente, um forte barulho lá fora e as luzes se apagaram.

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Continua na Parte VII. Ainda de graça. Mas se quiserem me mandar dinheiro, biscoitos, elogios e críticas, podem mandar. Menos as críticas.

Apocalipse Madonna – Parte V

O grupo de sobreviventes, não encontrou muita coisa no camarim que pudesse ser transformado em arma. O sushiman  suspirou e tirou de sua jaqueta branca um estojo. Desenrolando-o, revelou um jogo de facas de vários tamanhos. Colocou uma às suas costas, presa na cintura, e manteve as duas maiores em suas mãos. Deixou o estojo aberto, perguntando se alguém estava servido.

Sem hesitar, o guitarrista escolheu uma e amarrou-a em sua guitarra. “Agora minha ‘clava musical’ ficou mais letal”, riu.

O bailarino manteve a arma de festim, mas não quis saber das facas. Acreditava que seria inútil tentar lutar, o melhor seria manter-se ágil e concentrado apenas em correr. Enquanto isso, Madonna terminou de checar a munição da sua arma e prendeu o chicote ao cinto.

De alguma forma, ela sentia-se responsável pelo grupo. Se não fosse por seu show, nenhum deles estaria aqui, neste momento. Claro que ela não era culpada pelo surgimento desta epidemia monstruosa, mas ainda assim sentia uma pontada de culpa por atrair e expor milhões de pessoas a ela:  fãs, músicos, cozinheiros, vendedores, policiais, médicos, eletricistas, etc. Ela decidiu que sua missão pessoal seria não só escapar, mas garantir a segurança do seu grupo. Não podia salvar todas as pessoas, mas estas três sobreviveriam.

Alguém mais cínico poderia dizer que ela busca apenas aliviar a consciência, ou que está pensando apenas em si mesma, já que está sozinha em uma terra desconhecida e manter os três por perto podem aumentar suas chances de escapar. Quem sabe o que o nosso subconsciente está pensando? Talvez fossem análise válidas. Mas no meio dessa incerteza toda, ela sabia que precisava viver, e que faria tudo para que o trio também escapasse ileso.

Foi nesse momento que escutaram um celular tocando. Levaram um susto, lembrando em seguida que a vítima do não-vivente, enrolada em um tapete junto à porta, tinha um celular.

celular zumbi

Todos correram em direção ao celular, essa era a chance de pedirem socorro. Madonna chegou primeiro e atendeu logo. Antes mesmo que dissessem algo, ela se identificou, disse onde estava, quantas pessoas estavam com ela e prometeu uma recompensa milionária se fossem salvos.

O único problema é que a Madonna esqueceu que nem todo brasileiro fala inglês e muito menos ela entende português. Uma voz feminina começou a responder em português e ela passou logo o celular pro bailarino.

– Que voz de mulher é essa, Roberto? Eu aqui preocupada com você e tu já se aninhou com uma gringa DE NOVO? Sem vergonha!! Essa foi a última vez, esqueça que eu existo, Roberto! – E desligou.

– Acho que o resgate não vem. – traduziu o bailarino. – Culpa do Roberto – apontou para o falecido.

Foi olharem para o segurança que um susto maior tomou conta deles. Ele abriu os olhos e começou a se mexer.

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Continua na Parte VI. De graça.

Apocalipse Madonna Parte IV

Siga os links para ler as partes I, II e III

O bailarino da Madonna conseguiu acessar alguns portais de notícia estrangeiros. Um tal de Dr Jorge Romano, xenobiologista latino-americano, havia previsto a existência desse tipo de epidemia, onde os seres vivos eram transformados em não-viventes através de contaminação sanguínea. As vítimas permaceciam num terceiro estágio de vida, não estavam  completamente mortos, mas não tinham vida como nós a definimos. Por isso, ele tomou emprestado de alguns cultos religiosos obscuros o termo não-vivente. O cientista fez uma comparação com os estados da matéria: “Antigamente só conhecíamos líquido, sólido e gasoso, depois aprendemos que existe o plasma. Da mesma forma, além da vida e da morte, descobrimos a não-vida”. Com todo seu conhecimento, no entanto, ele não sabia o que seria necessário para “curar” os contaminados. O que deveríamos fazer, segundo sua opinião? “Atirem na cabeça, queimem tudo, joguem água benta e, se tudo falhar, corram pras montanhas!!”

apocalipse zumbi com madonna

Um site americano tinha imagens ao vivo, mostrando um repórter a bordo de um helicóptero:

– O caos tomou conta da orla! Essa é a maior tragédia da história do reveillon de Copacabana, superando o naufrágio do Bateau Mouche em 1988 e a explosão dos fogos na areia, na virada do milênio. Milhares estão sendo empurrados e pisoteados. Armas são improvisadas: fogos de artifício, garrafas de bebidas alcoolicas e facões roubados dos quiosques. – Enquanto o repórter falava, a câmera ia mostrando tudo.

– Quem nós vemos agora – continuou ele – é o Prefeito da cidade. Ele foi rápido em perceber o perigo, abandonando a Área VIP juntamente com outras duas pessoas. Parece ser um guarda-costas e um ator norte-americano. Sim, é Sean Bean, famoso por sua atuação em Guerra dos Tronos e Senhor dos Anéis. Eles alcançaram a proteção no alto de uma torre de som, mas um outro grupo está tentando escalá-la também. Estão erguendo as mãos, pedindo ajuda desesperadamente. O prefeito está dizendo algo ao seu guarda-costas. Espera! O guarda-costas sacou uma pistola e abriu fogo contra as pessoas! É terrível, eu não acredito no que estou vendo. As câmeras estão gravando isso? Dá um zoom ali, rápido. Agora podemos ver que quem não morreu, desistiu de tentar subir naquela torre e correu em todas direções. Muitos foram pegos pelos tais não-viventes. Alguns destes monstros cercaram a torre de som. O que o prefeito está fazendo? Parece que ele está sinalizando para nós. Quer que tentemos resgatá-lo com nosso helicóptero de reportagem. Estúdio, está me ouvindo? O que nós fazemos?

Enquanto o repórter aguardava uma resposta da produção, os não-viventes subiam desajeitadamente a torre, balançando-a quase o tempo todo. Eles alcançaram o pé do segurança. À primeira dentada, ele soltou as barras, caindo no meio dos não-viventes. Os que haviam começado a escalar se jogaram atrás dele, ansiosos por um banquete mais fácil.

Sem esperar a resposta que nunca vinha, o repórter falou: “Comandante, é nossa chance, vamos pegá-los!” A produção podia não chegar a um consenso quanto ao resgate, mas nesse momento foi rápida para cortar pra uma imagem externa, feita a partir de uma câmera instalada no topo de um hotel. A aeronave desceu, planando a poucos metros do solo. Mantinha ainda uma certa distância da torre, evitando ficar colado nela. O helicóptero balançava muito, aparentemente mais devido ao estado emocional do piloto do que pelo vento. O ator Sean Bean não quis correr o risco de ser deixado pra trás pelo prefeito: desferiu um soco no político, correu para o alto da caixa de som e tomou distância. O pulo não seria fácil, mas ele estava acostumado a fazer muitas cenas de ação sem dublê. Correu e pulou. No instante que estava no ar, um rojão estorou perto da cabine, fazendo com que o piloto instintivamente se movesse em busca de proteção. Sean Bean caiu bem em cima do rotor de cauda, sendo fatiado na hora. Pedaços do ator voaram em todas as direções. Um dos pés acertou em cheio o prefeito, que se levantava do soco recebido. Desequilibrando-se, a autoridade caiu no meio dos não-viventes, sumindo no meio de mãos e dentes contaminados. O helicóptero começou a girar e caiu no chão mais adiante, explodindo em seguida.

O grupo de Madonna escutou e sentiu a explosão, muito perto dali. A internet saiu do ar.

Fim da Parte IV. Nas duas últimas partes, mostramos o que acontecia ao redor dos nossos sobreviventes, refugiados no camarim da Madonna. Na parte V, o foco retornará a eles e mostrará o que eles farão para tentar escapar. Conseguirá o guitarrista fugir com vida? Será que o bailarino vai “dançar”? Será que o sushiman irá fatiar zumbis? Irá a Madonna receber o cachê por este show? Não perca nesta mesma zumbi-série, neste mesmo zumbi-blog.

Apocalipse Madonna Parte III

Madonna e três outros sobreviventes – um bailarino, um guitarrista e um sushiman – estavam trancados no camarim enquanto o apocalipse zumbi assolava o Reveillon de Copacabana. Pela internet, eles tomavam conhecimento dos acontecimentos.

Os portais de notícias estavam fora do ar, provavelmente congestionados. Antes que alguém sugerisse qualquer coisa, Madonna já tinha aberto o YouTube e procurava videos feitos pela multidão.

A situação no interior do bairro não era melhor do que na praia. Ônibus e carros aceleravam, atropelando pessoas e não-pessoas. No entanto, nos pontos de saída do bairro, eram impedidos de passar. O bloqueio que durava até as duas da madrugada já existia há alguns anos e, desde o ano em que alguns carros foram flagrados ignorando a proibição de saída, a pista ficava bloqueada por viaturas policiais. Um dos vídeos mostrou um ônibus avançando a toda velocidade contra os carros de polícia. Sem saber o que estava ocorrendo, os policiais atiraram, matando o motorista. O ônibus, sem controle, tombou e acertou um poste. O engarrafamento resultante terminou por tornar a fuga motorizada impossível. Em pouco tempo, as criaturas alcançaram os motoristas presos no congestionamento.

apocalipse zumbi brasil

Um outro vídeo mostrava a multidão invadindo os prédios. Aqueles protegidos por antigas barras de ferro resistiram. Mas os muitos que trocaram por alumínio ou vidro logo se viram ocupados pela turba. Logo depois das pessoas, com as grades derrubadas, entravam as criaturas. Da janela alguns moradores atiravam objetos pesados ou líquidos ferventes, replicando as táticas de defesa medievais. Quando essa resistência parava era comum observar depois de alguns minutos pessoas caindo ou pulando das janelas.

Na praia, um dos vídeos mostrava a multidão correndo, esmagando quem ou o que ficasse no caminho. A força desse “estouro de manada” conseguiu matar muitas criaturas. No entanto, estas pareciam brotar dentre os corpos caídos. Um posto salva-vidas teve seu portão derrubado, mas os policiais do Bope, armados de fuzis, resistiram bravamente. Entretanto, quando até a munição das pistolas estava acabando, os policiais formaram duas organizadas fileiras, uma de frente pra outra. Segundos antes de serem alcançados pelos monstros, dispararam uns contra os outros, como dois pelotões suicidas de fuzilamento.

Clicaram então em um dos vídeos mais vistos, intitulado “Como o inferno começou – Rio de Janeiro”. Com legendas mal traduzidas em inglês, uma senhora dizia em entrevista que a culpa toda era do genro dela. Enquanto segurava um terço e beijava uma cruz, ela explicou que o marido de sua filha era sargento do exército e serviu nas forças de paz da ONU no Haiti. O infeliz seria macumbeiro. Ela já tinha tentado de tudo para ele parar, já que essas coisas não são de Jesus. Mas o genro já estava muito avançado nessas heresias e se recusava a ver o pastor. Descobriu que ele frequentava os rituais vudu na ilha do caribe. Quando voltou, em plena noite de 31 de dezembro, tentou misturar os rituais de magia negra que testemunhou com as umbandas ou candomblés que ele já praticava. Depois de um transe e convulsões, que ninguém parecia levar muito a sério, ele se virou pro lado e mordeu o pescoço de alguém, quase arrancando-o a dentadas. Um preto velho gritou algo como “É a Não-Vida, ele despertou os não-viventes!” antes de ser mordido também. Ela disse então que naquele momento agarrou a filha e saiu correndo, sem ver mais nada. Não havia dúvidas pra ela que foi assim que tudo havia começado, embora ela não soubesse explicar como os “não-viventes” se multiplicaram tão rápido, afetando quem estava muito bem há poucos instantes.

A tensão dentro do camarim aumentava a cada vídeo assistido. Madonna não sabia se a versão da sogra do militar era verdadeira ou não, e no momento isso não fazia a menor diferença. O importante era conseguirem sair dali. As batidas nas paredes e na porta eram mais escassas, porém não o suficiente para que arriscassem abrir a porta.

O sushiman lembrou-se que talvez os portais de notícias estrangeiros ainda estivessem no ar, e poderiam ter informações melhores. Ele ainda acreditava que só entendendo o inimigo conseguiram sobreviver. Deu alguns endereços para o bailarino digitar, enquanto ele e a Madonna começaram a inventariar suas armas. O guitarrista juntava comida e bebida.

Fim da terceira parte. Aqui não vimos muito da Madonna, mas o caos criado pelo pânico e pelos ataques zumbis já alcança porporções catastróficas. Na parte IV, eles precisarão definir se continuam entrincheirados no camarim ou se elaboram um o plano de fuga.

Apocalipse Madonna Parte II

O que acontece quando o apocalipse zumbi começa no show da Madonna, durante a festa de reveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro? Leia aqui a  parte 1.

zumbi yin yang

Madonna correu em direção ao bailarino vestido de traficante. Ele era brasileiro, e se queria sair dali com vida, iria precisar de um guia local. Até alcançá-lo, já tinham se juntado a ela um dos guitarristas e um sushiman. O músico girava a guitarra à frente deles como se fosse uma espada medieval de duas mãos. Isso conseguiu abrir passagem até saírem da área do palco. Uma fumaça espessa tomava conta do lugar. Um incêndio, pensou Madonna. Mas na verdade era apenas a fumaça dos efeitos especiais. Sem ninguém para desligar os controles, a fumaça continuou sendo borrifada, dificultando a visão.

“Temos que sair daqui logo,” falou ela. Olhando para os containeres que serviam de apoio ao show, o guitarrista sugeriu que se trancassem no que fora o camarim da Madonna. “Tem uma porta de aço, ar condicionado, comida… podemos esperar a confusão passar em segurança”, disse ele. A idéia de ficar trancada em um pequeno cubículo enquanto o mundo desabava a sua volta não a agradava. Mas, de qualquer forma, correram para lá, nem que fosse para ter tempo de pensar no que fazer.

Assim que desceu da estrutura montada para o palco e pulou na areia, um vendedor de refrigerantes agarrou seu braço, gritando coisas ininteligíveis em português. Com um golpe rápido do chicote, ela conseguiu fazer com que o homem largasse seu braço. Um outro grupo corria em sua direção, mas ela sacou a arma e deu dois tiros de festim pro alto, fazendo o grupo mudar a direção, mas não o ritmo da sua correria.

Quando abriu seu camarim, ficou petrificada: um corpo estava caído sobre seu tapete artesanal de 20 mil dólares, enquanto uma outra pessoa mordia e devorava pedaços de sua vítima. “Canibais,” pensou Madonna, “estamos sendo atacados por alguma seita canibal!”. Mas assim que o atacante parou de comer e olhou em sua direção, ela percebeu que não havia nada de humano ali. Recuou, sem tirar os olhos da ameaça, que avançou lentamente em sua direção. Sangue cobria o rosto e a roupa do monstro. A pop star apontou a arma, mas isso não teve o efeito esperado. Deu um tiro pra cima e nada. Apontou bem na cabeça da criatura, que se encontrava a menos de 1 metro e atirou. Claro que não fez nada, já que a bala era de festim, mas a falta de um reflexo de defesa a surpreendeu . Suas unhas arranhavam os braços enluvados da cantora, quando esta deu um passo à frente, socou o cano da arma nos olhos brancos e vazios e atirou. Mesmo sem ter um projétil no revólver, o gás quente expelido em alta velocidade, estourou o globo ocular, jogando gosma pra todo lado e, melhor, acabou derrubando o monstro.

Ainda no chão, a criatura balançava a cabeça, tendo fortes espasmos. Mas seu grupo não esperou pra saber se estava morta ou não. O bailarino puxou-a pelos pés e deixou do lado de fora da porta do camarim. Assim que todos entraram, trancaram a porta e arrastaram um móvel contra ela. A única janela no camarim não abria, pois era blindada, e tinha película escura, mas também ganhou uma barricada improvisada.

O corpo do infeliz morto pela criatura continuava no centro do camarim. Madonna reconheceu o colete preto como sendo da equipe de segurança. Revistou-o rapidamente e encontrou uma pistola, que nem chegou a ser usada. Jogou a arma de festim pro bailarino e colocou a pistola no seu coldre. Havia um celular, mas travado com senha de acesso. Com a ajuda dos homens, enrolou o morto no tapete arruinado e colocaram junto à porta, reforçando a barricada.

– Infelizmente, até o tumulto passar ele tem que ficar aqui. – disse o guitarrista. – Vamos por o ar condicionado no máximo senão vamos morrer assados. Alguém liga uma TV aí.

– Não tem televisão no meu camarim, mas podemos tentar a internet, ela funcionava bem antes disso tudo.

Felizmente, a rede sem fio ainda não tinha caído, e através de um notebook, o grupo conseguiu acessar notícias e assistir vídeos curtos sobre o pandemônio que os cercava. Precisavam entender melhor a situação. Pânico só leva a decisões impensadas e à morte. No entanto, era difícil ignorar as pancadas e gritos ao seu redor. As batidas eram fortes e frequentes. O mini-bunker improvisado aguentava bem por enquanto, mas era óbvio que mais cedo ou mais tarde teriam que sair dali.

Aguardem em breve a Parte 3 dessa história, onde Madonna e seu grupo de sobreviventes assiste a alguns vídeos do caos que os cercam. Será que conseguirão encontrar uma informação sobre como esse terror aconteceu? E como conseguirão fugir do camarim cercado por zumbis e uma multidão enlouquecida?

Apocalipse Madonna – Parte I

Existe lugar melhor para começar o Apocalipse Zumbi do que em um show da Madonna em pleno Réveillon de Copacabana?

apocalipse zubi madonna

Madonna correu para o centro do palco, sacando desajeitadamente o revólver. Chutando com força, ela acionou uma alavanca que elevou a plataforma principal, na tentativa de evitar que fosse cercada e sobrepujada pelos atacantes. Mas não podia hesitar, o tempo era curto: O primeiro a ser atingido foi o maltrapilho que carregava um fuzil. Mirou no próximo: um senhor de terno impecável e maleta executiva, que vinha pela esquerda. Um tiro certeiro e o homem caiu. Mais um tiro e ela conseguiu derrubar o último adversário: um jogador de futebol com uniforme da Argentina.

O público foi ao delírio. Gritos, fogos, aplausos. Sua produção acertou de novo, o que não é surpresa, já que Madonna não trabalha com amadores, só com os melhores. O encerramento de sua turnê mundial não poderia ser melhor: um espetáculo para mais de um milhão de pessoas no réveillon de Copacabana. A música final, uma regravação de Bang, Bang (My Baby Shot Me Down), contava com bailarinos vestidos como os piores inimigos do país anfitrião perseguindo-a durante a música toda, mas finalmente sendo abatidos pela cantora. Nos EUA, eles estavam vestidos de terrorista árabe, comunista soviético e tubarão de Wall Street. No Brasil, eles estavam de traficante, político corrupto e jogador da seleção argentina.

Mas o show ainda não acabou de verdade. Estão programados 3 músicas para o Bis. Nos bastidores, ela arrancou em único gesto a roupa que usava, ficando apenas com sua lingerie extravagante de Like a Virgin, as luvas de couro que iam além do cotovelo e as botas de salto alto que alcançavam a coxa. Com dois ou três rápidos gestos, seu estilista mudou completamente seu penteado, enquanto uma moça passava gel em seu corpo e o cobria com purpurina verde e amarela, as cores nacionais do Brasil, segundo disseram à Madonna.

Ela estava prestes a voltar quando seu produtor a impediu. Disse que estava ocorrendo alguma coisa. Um tumulto dos grandes no público. Madonna não se impressionou. Um calor de matar, uma multidão bebendo, celebrando, a música hipnotizando e sensualizando sem parar. Não seria o primeiro show desse tipo a contar com um tumulto. Claro que pela quantidade de gente aqui, as coisas poderiam ficar sérias. Mas se tem uma coisa que Madonna sabe fazer é segurar as rédeas e tomar o controle de qualquer situação. Entrou no palco disposta a acabar com qualquer balbúrdia que pudesse eclipsar seu show. Os críticos não iriam perdoá-la se a turnê terminasse de forma desastrosa, mesmo tendo sido um sucesso absoluto até agora.

Mas assim que pisou no palco, ela percebeu que algo estava errado. Não era o empurra-empurra ou a briga ocasional que ela conhecia. Lá no fundo, onde nem conseguia enxergar direito, as pessoas pareciam disparar morteiros umas contra as outras. A uma distância média, via a massa de pessoas vestidas de branco correndo em direção aos prédios ou ao mar. Outra massa empurrava mais gente ainda pra frente, em direção a onde ela estava. Perto, iluminadas pelos holofotes do show, ela podia ver a expressão de terror de quem estava sendo esmagado entre a multidão e o cordão formado por grades, seguranças parrudos e policiais de choque. Um helicóptero de uma emissora de TV circulava no alto, como um urubu que farejou carniça. Além do cordão de segurança ficava a enorme área VIP (Madonna nunca viu um demarcação tão grande para supostos Vips). Estes já tinham nocauteado os seguranças à sua frente e escalavam as grades para alcançar o palco.

Madonna voltou pros bastidores. Precisava cair fora dali, pois com certeza a situação estava fora de controle. Algum golpe de estado, atentado terrorista, tiroteio entre bandidos ou o que quer que seja a ameaça corrente neste país estava acontecendo. Ela afivelou o cinturão que usava na música anterior, que continha um pequeno chicote e a arma com munição de festim. Ninguém precisava saber que as balas eram falsas, na confusão, uma arma é uma arma. Correu em direção ao bailarino vestido de traficante. Ele era brasileiro, e se queria sair dali com vida, ela iria precisar de um guia local.

Fim da Parte I. Fique ligado, em breve continuaremos com as aventuras de Madonna, Caçadora de Zumbis.

Champanhe em papercraft!

O papercraft ou papelmodelismo está na moda. E em época de reveillon nada melhor que essa bela garrafa de champagne feita de papel. Ela enfeita a mesa na hora do brinde e logo depois pode virar papel picado pra jogar pela janela, celebrando a vinda do ano novo!

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Fonte: paper-replika (página do download aqui). A senha para abrir o arquivo é “paper-replika.com”