Apocalipse Madonna VIII

Pra quem não se lembra da última parte, pode reler a parte 7 aqui. Quem quer pegar a história desde o início, pode ir pra parte 1.

Quem está chegando agora, o que está acontecendo é o seguinte: A popstar Madonna é a grande atração da festa de Reveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro. O show corria às mil maravilhas até ser interrompido pelo Apocalipse Zumbi!

Será que a Madonna e um pequeno grupo de sobreviventes conseguirão escapar? Confira agora.

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apocalipse zubi madonna

Não tinham tempo de lamentar a perda do companheiro ou iriam acabar como ele. Madonna pensou que talvez o Sushiman estivesse certo: “não podemos nos apegar a nada e nem ninguém se quisermos sair daqui vivos. Depois, em segurança, podemos tentar voltar a ser humanos novamente”.

Apoiados na mesa, o Bailarino, Madonna e o Sushiman nadaram em direção aos barcos que tinham sido atraídos pelo show de fogos do réveillon. Os não-viventes não os seguiram no mar. A maioria deles simplesmente evitava a água e os poucos que tentaram enfrentar o mar, tentando pegar as pessoas que fugiam por ali, eram facilmente derrubados e jogados de volta pelas ondas.

A quantidade de feridos que buscou o refúgio do oceano foi tão grande que mesmo de noite foi possível perceber que o mar se tingiu de vermelho. Madonna não sabia se essas águas tinham tubarão, mas sugeriu que em vez de usarem a mesa como salva-vidas, eles deviam subir nela e usá-la como bote.

O Sushiman aprovou e ainda sugeriu:

– Acho que a gente deve passar direto por esses primeiros barcos e vamos buscar ajuda em outros mais atrás. Os da frente estão ficando abarrotados de refugiados.

E assim fizeram. Quando passavam entre um veleiro e uma das balsas de fogos, uma garota jovem se agarrou a mesa deles. Ela não tentou subir e eles não a enxotaram. Ela parecia bem, mas muito cansada. Por fim, Madonna a ajudou a subir, ignorando os protestos do Sushiman.

Alcançaram um transatlântico. Diversos barcos menores e muitos nadadores se amontoavam ao seu redor, tentando embarcar. Algumas pessoas à bordo jogaram boias, outras tentaram esticar cordas, mas a tripulação os afastou da beirada e avisou que não deixariam ninguém subir a bordo.

Em meio a gritaria, Madonna se identificou, dizendo que os recompensariam se descessem os botes salva-vidas. Ela foi ignorada pela tripulação, mas não pelas pessoas ao seu redor. Elas começaram a gritar que eram o Obama, o Papa e todo mundo importante que conseguiram pensar.

O bailarino apontou para um pequeno barco pesqueiro.

– A gente está perdendo tempo aqui. E quando o navio partir vai ser até perigoso. Vamos pra aquele barco de pesca. O pessoal que vive do mar é muito mais solidário.

De fato, o pesqueiro os recolheu de bom grado, assim como a vários outros sobreviventes. Madonna percebeu que alguns dos feridos recolhidos, após o mar lavar o sangue, apresentavam claramente diversas mordidas feitos pelos não-viventes.

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Continua…
Uhu! Eles já saíram da praia! O que será que os aguarda na “segurança” do mar?

Apocalipse Madonna – Parte VII

Vocês pensaram que essa série de posts tinha sido cancelada sem um final? Nem pensar. Após um “pequeno hiato” continuamos com a história. E não se preocupe, o fim já está todo planejado e não falta muito.

Pra quem não se lembra da última parte, pode reler a parte 6 aqui. Quem quer pegar a história desde o início, pode ir pra parte 1.

Quem está chegando agora, o que está acontecendo é o seguinte: A popstar Madonna é a grande atração da festa de Reveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro. O show corria às mil maravilhas até ser interrompido pelo Apocalipse Zumbi!

Será que a Madonna e um pequeno grupo de sobreviventes que se refugiaram em seu camarim – um contêiner na areia da praia – conseguirão escapar? Confira agora.

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A única iluminação vinha do notebook. O ar condicionado também parou de funcionar, deixando o ar quente e sufocante.

– Os geradores de energia se foram. – Disse o Sushiman. – Alguém ainda acha que ficar aqui dentro é melhor do que tentar escapar?

Dessa vez, a opção pela fuga era consenso. No escuro e no calor seria impossível ficar. Além disso, e se o não-vivente se levantasse e atacasse de novo?

Madonna percebeu que de repente todos estavam falando baixo. A tensão aumentou consideravelmente. Desse jeito, logo alguém iria fazer uma besteira que poderia custar a vida de todos. A popstar tentou quebrar o gelo:

– Antes de mais nada, pessoal, vamos nos conhecer direito. Que tal uma apresentação decente? Estamos presos aqui e eu só sei o que vocês fazem pra viver. Nossas vidas dependem um do outro e nem sei o nome de vocês.

O Bailarino começou a falar, mas foi interrompido pelo Sushiman.

– Eu não quero saber o nome de vocês. Não quero saber se tem filhos, sonhos ou dívidas. Infelizmente, Madonna, sobre você é difícil não saber alguma coisa. Mas não quero saber mais nada de ninguém.

– Eu não posso ficar chamando vocês de “ei, você” ou o “Bailarino”, “Sushiman” e “Guitarrista”.

– Claro que pode. Quanto mais a gente souber um do outro, mais difícil vai ser pra gente sobreviver. – Apontou pro Bailarino – Se eu souber que o nome dele é Carlos, trabalha noite e dia para pagar o tratamento da mãe doente e está a um mês de realizar seu sonho de infância, como vou conseguir deixá-lo pra trás quando os monstros vierem?

O Bailarino tentou cortar baixinho:

– Eu não me chamo Car…

O Sushiman continuou:

– Vocês hesitaram para matar o monstro que tava aqui só por saber que ele se chamava Roberto e tinha uma mulher que enchia o saco dele. Imagina se o Carlos ali virar um não-vivo? Vocês vão ter peito de matá-lo ou vão deixá-lo matar vocês?

– Me matar? Eu não faço mal a uma mosca – O Bailarino respondeu no mesmo tom que antes.

– Eu não concordo, Sushiman. – Disse Madonna. – Mas não temos tempo de discutir. Vamos aproveitar que o barulho lá fora diminuiu e vamos sair daqui.

O Bailarino ainda estava contrariado:

– Sushiman é um apelido mais legal que Bailarino. Parece super-herói japonês.

O Guitarrista entrou no espírito da discussão:

– Eu posso ser Guitar Hero?

O Sushiman atirou uma faca que cravou no corpo do Roberto:

-Vocês estão loucos? Discutindo nomes e apelidos enquanto o mundo está acabando? Vamos trocar segredinhos de diário também? Cantar e dançar até os monstros invadirem o camarim?

– OK, Sushiman, agora to contigo. – Concordou Madonna. – Vamos deixar de papo, é hora de ação. O que vocês acham da gente usar fogo pra abrir caminho?

O bar do camarim estava cheio de bebidas, o que foi uma ótima matéria-prima pra coquetéis molotov. Saindo pelo teto, eles arremessaram os coquetéis na areia, formando uma trilha em direção ao mar. Com o fogo de cada lado da trilha, criaram uma pequena passagem evitada por vivos e não-vivos. Sabiam que o fogo logo apagaria, então precisavam correr.

O Bailarino foi na frente, usando uma mesinha como escudo. Madonna foi em seguida, o Sushiman logo atrás e por último o Guitarrista.

O Bailarino foi rápido e logo chegou na água. Atirou a mesinha com as pernas pra cima, improvisando um salva-vidas pra todos. Madonna alcançou o homem, suas botas enchendo-se com a água fria a cada onda que quebrava.

O músico brandia seu instrumento musical transformado em arma. O fogo estava diminuindo e a trilha estreitou. Ele espetou a cabeça de um não-vivente com a faca amarrada em sua guitarra. Infelizmente, isso fez com que ela ficasse presa um segundo e logo caiu no chão. Ele voltou pra recuperá-la, sendo ultrapassado pelo Sushiman.

– Corre, seu doido. Deixa a guitarra aí!

– Nunca, ela foi um presente do Mark Knopler!

Quando o Sushiman alcançou a água, ouviu os gritos do Guitarrista. Não olhou pra trás. A expressão de horror dos seus companheiros disse tudo. Neste momento, o grupo de sobreviventes ficou menor.

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Não percam os próximos acontecimentos. Prometo que não levarei uma ano para publicar o resto.

Homenagem ao Cinema dos anos 50

Sou fã do trabalho do ilustrador norte-americano Dusty-Abell, em especial os desenhos em que ele reúne diversos personagens em uma única imagem. Em um post anterior, entre trabalhos de outros artistas, postamos uma ilustração dele reunindo Godzilla, Robô Gigante, Ultraman e outros.

Abaixo, ele homenageia o cinema de terror e ficção-científica dos Anos 50. Quantos filmes você reconhece a partir destes personagens? Se ficou em dúvida com algum, pode checar as respostas aqui.

ficção científica e terror dos anos 50

Eu Vi: Guerra Mundial Z

Definindo Guerra Mundial Z em uma palavra: TENSÃO!

filme guerra mundial z

Acho que nunca fiquei tão tenso em filme de zumbi, e olha que REC não foi brincadeira! A primeira parte, quando o protagonista vivido por Brad Pitt está com sua esposa e filhas pequenas, acho que fiquei mais nervoso por identificação familiar. Mas o filme do início ao fim joga o público em situações de tensão forte, com poucos momentos para respirar. Alívio cômico? Não lembro de nada nesse sentido.

Achei interessante que nesse filme eles usam a palavra zumbi. Ao contrário da maioria das produções desse tipo, não é um mundo sem mitologia zumbi, em que ninguém ouviu falar em mortos-vivos. Mas esse conhecimento, do tipo “atire na cabeça” é praticamente inútil diante das criaturas apresentadas, que eu definiria como Super Zumbis. Eles representam uma mega-ameaça em que enfrentá-los é suicídio e tentar escapar tarefa quase impossível. Ah, você já viu zumbis que correm antes? Eles não são nada perto da força e agilidade destes aqui. Se em The Walking Dead ou A Noite de Mortos Vivos qualquer um determinado poderia enfrentar (ou fugir) de um grupo de 20 zumbis, aqui 3 são o suficiente para você pular, imagina um tsunami deles.

Algumas pessoas irão dizer que esses monstros não são zumbis. Por quê? Porque não são do estilo Romero? Ora, até o Mestre já alterou suas criaturas, não existe um livro de biologia oficial com regras dos monstros. Quem quiser criar um vampiro, zumbi ou lobisomem misturando regras consagradas com novas é bem vindo a fazê-lo, desde que o produto final tenha sentido e fique bom.

Esses seres estão mortos (não são vivos infectados), animados por um vírus parasita que tem como única intenção infectar mais pessoas, espalhando-se e sobrevivendo. Assim, não vi nenhuma cena de canibalismo típica dos zumbis atuais. Mas isso não torna o filme menos aterrorizante. Produções atuais também costumam focar mais nos sobreviventes e suas dificuldades de viver em mundo apocalíptico, como escassez e violência humana. Não há tempo para isto aqui. O perigo enfrentado é realmente dos zumbis, que muito rapidamente infectam o mundo todo, com alguns bolsões de sobrevivência em massa (Coréia do Norte sempre escapa: ironicamente ser uma ditadura de ferro ajuda a resistir ao apocalipse) e inúmeros focos de sobrevivência isolados.

Sabemos que o final inicialmente planejado foi refeito. Não é difícil imaginar como era o original e se fosse como eu acredito, ainda bem que mudaram! Achei o atual ótimo. Ainda existe espaço pra continuação caso a bilheteria seja boa, mas depois de toda a tensão que sofremos, era preciso um alívio, uma luz.

É um filme sem muito “gore” (sangue e tripas), mas que recomendo para fãs de zumbis, histórias apocalípticas e filmes que o façam prender a respiração e agarrar os braços da poltrona.

Músicas de Terror – Edição Nacional

Top 7 músicas de terror brasileiras.

Eu gostei da ideia de compilações temáticas de vídeos musicais, como o post com músicas para levantar o astral e músicas steampunk. Então, resolvi espanar a poeira de uma velha ideia minha: post com musicas nacionais de terror. Excluindo o óbvio, como bandas heavy metal, ainda deu pra achar material interessante. Uma curiosidade: das sete músicas que encontrei, 3 foram usadas como temas de novelas, uma de filme e uma de programação infantil.

Pra começar, um clássico que foi tema da novela Roque Santeiro: Mistérios da Meia Noite, com Zé Ramalho.

Se Zé Ramalho arrasou com música de Lobisomem, os vampiros contra-atacam com Rita Lee: Doce Vampiro.

Falando nos dentuços, não podemos esquecer de As Sete Vampiras, do Leo Jaime, trilha de filme “terrir” com o mesmo nome:

Muita gente não nota, mas essa música tem fantasmas,assombrações e olhos no retrato seguindo a gente: romance nada, a música Fixação, do Kid Abelha, é terror puro!

Um vampiro, um lobisomem, um saci pererê. Estão em Canção da Meia-Noite com Almôndegas, tema da antiga novela Saramandaia.

Tema da novela Vamp, Noite Preta com Vange Leonel tem seus tons sombrios.

Pra encerrar, nada mais brasileiro que A Cuca Te Pega, com Cassia Eller, da trilha do Sitio do Picapau Amarelo.

Apocalipse Madonna – Parte VI

Mais um capítulo do nosso conto sobre como o Apocalipse Zumbi começou durante um show da Madonna, no Réveillon de Copacabana.

Leia a primeira parte aqui.

O corpo do segurança, antes inerte, agora contorcia-se em espasmos. Emitia estranhos rosnados, bem baixos, porém assustadores. O seu olhar encontrou o grupo. A expressão vazia não mudou, mas surgiu uma determinação. Sentou-se, babando e rosnando alto.

Foi derrubado na hora com um golpe de guitarra. Madonna aproveitou para enrolá-lo novamente no tapete. Ele começou a se debater inutilmente, preso. O sushiman montou sobre ele e começou a enfiar as facas, retirando e enfiando-as rapidamente. Enquanto era esfaqueado, Madonna notou que Roberto – não era fácil enfrentar um não-vivente quando se sabe o seu nome, imagina se fosse alguém conhecido? – continuava debatendo-se violentamente. Parecia não estar disposto a morrer de vez. Só quando uma das facas atravessou-lhe a têmpora, ele parou.

O último golpe quebrou uma de suas facas, mas o sushiman não se preocupou em repô-la. Apenas citou o que o especialista tinha dito na internet: “Acertem a cabeça, queimem tudo e fujam paras as montanhas”.

madonna armada e perigosa

O guitarrista despejou uma garrafa inteira de cachaça sobre o corpo, mas antes que acendesse, foi impedido pela Madonna. A pop-star segurou seu braço:

– Vai tocar fogo no corpo e no camarim!
– Perderemos nosso único abrigo. – reforçou o bailarino.
– Aqui não é seguro, – cortou o sushiman – temos que sair logo dessa ratoeira.
– Eu posso rolar o corpo pra fora e acender lá. – Sugeriu o músico.
– Nós precisamos de um plano. – Disse a pop-star. – O momento do pânico passou. Se quisermos sobreviver, precisamos pensar, e não agir com o coração.

Nesse ponto todos concordaram. Infelizmente, o consenso foi só até aí. O bailarino queria ficar ali dentro o máximo possível. Caso precisassem sair às pressas, havia um alçapão no teto que poderiam usar. O guitarrista e o sushiman queriam sair imediatamente, aproveitando a noite para escondê-los. Queriam fugir da praia de uma vez por todas. O ideal seria alcançarem um dos muitos barcos que assistiam aos fogos do réveillon. De lá, por mar, conseguiriam ir para longe.

Cada um começou a falar ao mesmo tempo, as vozes aumentando e ninguém escutando o outro. De repente, um forte barulho lá fora e as luzes se apagaram.

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Continua na Parte VII. Ainda de graça. Mas se quiserem me mandar dinheiro, biscoitos, elogios e críticas, podem mandar. Menos as críticas.

Visões Artísticas: My Little Pony

Fanart de MLP: FIM.

Em um post anterior eu já tinha falado do fenômeno pop que é a nova animação do My Little Pony: Amizade é Mágica. Essa série extrapolou o público feminino infantil, alcançando até o público masculino adulto, tendo o ex-presidente Bill Clinton como um dos seus fãs. Destacamos abaixo o interessante trabalho do ilustrador Shepherd0821 homenageando essa animação.

1) Pra começar, algo que muitos artistas gostam de fazer: a humanização dos personagens. Pela ordem temos a patricinha Rarity, a caipira Apple Jack, a feiticeira estudiosa (no meu tempo a gente falava CDF) Twilight Sparkle, a velocista Rainbow Dash, a festeira desmiolada Pinkie Pie e a tímida amantes de animais Fluttershy.

MLP humano

2) Agora, como seria a protagonista Twilight humana, desenhada por estúdios diferentes:

twilight estilos diferentes

3) Outro crossover muito realizado, MLP x Vingadores, ainda na versão humanizada. O destaque é pro pequenino dragão Sparkle no papel de Hulk.

vingadores x my little pony

4) Esse crossover eu nunca tinha visto: MLP humanizado x Dragon Ball Z. Você consegue identificar todos os personagens?

MLP x DBZ

5) Eu não via Gundam, mas parece ser meio Transformers. Achei isso bem interessante.

MLP gundam

6) De volta à sua forma de Pony, aqui cada uma é um personagem de filme de terror.

MLP terror

7)Falando em terror, guardei o melhor pro final: Como seria o desenho se fosse feito pelo Tim Burton

MLP Tim Burton

É isso aí! Visitem a página original do ilustrador que ainda tem mais por lá!

Apocalipse Madonna – Parte V

O grupo de sobreviventes, não encontrou muita coisa no camarim que pudesse ser transformado em arma. O sushiman  suspirou e tirou de sua jaqueta branca um estojo. Desenrolando-o, revelou um jogo de facas de vários tamanhos. Colocou uma às suas costas, presa na cintura, e manteve as duas maiores em suas mãos. Deixou o estojo aberto, perguntando se alguém estava servido.

Sem hesitar, o guitarrista escolheu uma e amarrou-a em sua guitarra. “Agora minha ‘clava musical’ ficou mais letal”, riu.

O bailarino manteve a arma de festim, mas não quis saber das facas. Acreditava que seria inútil tentar lutar, o melhor seria manter-se ágil e concentrado apenas em correr. Enquanto isso, Madonna terminou de checar a munição da sua arma e prendeu o chicote ao cinto.

De alguma forma, ela sentia-se responsável pelo grupo. Se não fosse por seu show, nenhum deles estaria aqui, neste momento. Claro que ela não era culpada pelo surgimento desta epidemia monstruosa, mas ainda assim sentia uma pontada de culpa por atrair e expor milhões de pessoas a ela:  fãs, músicos, cozinheiros, vendedores, policiais, médicos, eletricistas, etc. Ela decidiu que sua missão pessoal seria não só escapar, mas garantir a segurança do seu grupo. Não podia salvar todas as pessoas, mas estas três sobreviveriam.

Alguém mais cínico poderia dizer que ela busca apenas aliviar a consciência, ou que está pensando apenas em si mesma, já que está sozinha em uma terra desconhecida e manter os três por perto podem aumentar suas chances de escapar. Quem sabe o que o nosso subconsciente está pensando? Talvez fossem análise válidas. Mas no meio dessa incerteza toda, ela sabia que precisava viver, e que faria tudo para que o trio também escapasse ileso.

Foi nesse momento que escutaram um celular tocando. Levaram um susto, lembrando em seguida que a vítima do não-vivente, enrolada em um tapete junto à porta, tinha um celular.

celular zumbi

Todos correram em direção ao celular, essa era a chance de pedirem socorro. Madonna chegou primeiro e atendeu logo. Antes mesmo que dissessem algo, ela se identificou, disse onde estava, quantas pessoas estavam com ela e prometeu uma recompensa milionária se fossem salvos.

O único problema é que a Madonna esqueceu que nem todo brasileiro fala inglês e muito menos ela entende português. Uma voz feminina começou a responder em português e ela passou logo o celular pro bailarino.

– Que voz de mulher é essa, Roberto? Eu aqui preocupada com você e tu já se aninhou com uma gringa DE NOVO? Sem vergonha!! Essa foi a última vez, esqueça que eu existo, Roberto! – E desligou.

– Acho que o resgate não vem. – traduziu o bailarino. – Culpa do Roberto – apontou para o falecido.

Foi olharem para o segurança que um susto maior tomou conta deles. Ele abriu os olhos e começou a se mexer.

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Continua na Parte VI. De graça.