Pra quem não se lembra da última parte, pode reler a parte 7 aqui. Quem quer pegar a história desde o início, pode ir pra parte 1.

Quem está chegando agora, o que está acontecendo é o seguinte: A popstar Madonna é a grande atração da festa de Reveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro. O show corria às mil maravilhas até ser interrompido pelo Apocalipse Zumbi!

Será que a Madonna e um pequeno grupo de sobreviventes conseguirão escapar? Confira agora.

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apocalipse zubi madonna

Não tinham tempo de lamentar a perda do companheiro ou iriam acabar como ele. Madonna pensou que talvez o Sushiman estivesse certo: “não podemos nos apegar a nada e nem ninguém se quisermos sair daqui vivos. Depois, em segurança, podemos tentar voltar a ser humanos novamente”.

Apoiados na mesa, o Bailarino, Madonna e o Sushiman nadaram em direção aos barcos que tinham sido atraídos pelo show de fogos do réveillon. Os não-viventes não os seguiram no mar. A maioria deles simplesmente evitava a água e os poucos que tentaram enfrentar o mar, tentando pegar as pessoas que fugiam por ali, eram facilmente derrubados e jogados de volta pelas ondas.

A quantidade de feridos que buscou o refúgio do oceano foi tão grande que mesmo de noite foi possível perceber que o mar se tingiu de vermelho. Madonna não sabia se essas águas tinham tubarão, mas sugeriu que em vez de usarem a mesa como salva-vidas, eles deviam subir nela e usá-la como bote.

O Sushiman aprovou e ainda sugeriu:

– Acho que a gente deve passar direto por esses primeiros barcos e vamos buscar ajuda em outros mais atrás. Os da frente estão ficando abarrotados de refugiados.

E assim fizeram. Quando passavam entre um veleiro e uma das balsas de fogos, uma garota jovem se agarrou a mesa deles. Ela não tentou subir e eles não a enxotaram. Ela parecia bem, mas muito cansada. Por fim, Madonna a ajudou a subir, ignorando os protestos do Sushiman.

Alcançaram um transatlântico. Diversos barcos menores e muitos nadadores se amontoavam ao seu redor, tentando embarcar. Algumas pessoas à bordo jogaram boias, outras tentaram esticar cordas, mas a tripulação os afastou da beirada e avisou que não deixariam ninguém subir a bordo.

Em meio a gritaria, Madonna se identificou, dizendo que os recompensariam se descessem os botes salva-vidas. Ela foi ignorada pela tripulação, mas não pelas pessoas ao seu redor. Elas começaram a gritar que eram o Obama, o Papa e todo mundo importante que conseguiram pensar.

O bailarino apontou para um pequeno barco pesqueiro.

– A gente está perdendo tempo aqui. E quando o navio partir vai ser até perigoso. Vamos pra aquele barco de pesca. O pessoal que vive do mar é muito mais solidário.

De fato, o pesqueiro os recolheu de bom grado, assim como a vários outros sobreviventes. Madonna percebeu que alguns dos feridos recolhidos, após o mar lavar o sangue, apresentavam claramente diversas mordidas feitos pelos não-viventes.

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Continua…
Uhu! Eles já saíram da praia! O que será que os aguarda na “segurança” do mar?

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