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Eu Vi: Príncipe da Pérsia

Ontem, eu fui assistir Príncipe da Pérsia no cinema e estava reparando em seus pontos fortes e fracos quando, lá pelo meio da projeção, consegui identificar a curiosa sensação que o filme estava me passando: Nostalgia. Eu estava vendo um legítimo e saudoso filme de Sessão da Tarde!

Com elementos fantásticos e de aventura, o Príncipe da Pérsia nos remete aos filmes do Ray Harrihausen, como Simbad e Aladin, aos filmes da Múmia, com o Brendan Fraser, e os do Allan Quarterman (aquele Indiana Jones dos pobres, com Richard Chamberlain e Sharon Stone). Tudo realizado de forma despretensiosa, sem exageros ou grandiloquências. O resultado agrada e diverte muito mais do que vários filmes criados para serem “o blockbuster do ano”.

O roteiro é simples e absolutamente tudo é previsível. Mas isso não depõe contra o filme. Pelo contrário,  ele assume o papel de diversão leve e não tenta criar o tempo todo reviravoltas mirabolantes que geralmente acabam sendo apelativas e ofendem mais do que supreendem o espectador.

A despretensão do filme, no entanto, não pode ser confundida com descuido ou tosqueira. A produção está perfeita, com capricho nos efeitos visuais (o da Adaga do Tempo é muito legal), figurino, cenários e música. As atuações também estão muito boas e embora sei que o elenco tenha gente conhecida, pessoalmente eu só reconheci o Ben Kingsley (Ghandi).

A Disney teve bastante coragem de bancar um filme baseado num videogame, já que a maioria dessas adaptações geram umas bombas sem tamanho. Não sei se ele é fiel ao jogo, porque eu nunca joguei Prince of Persia, mas o pouco que eu conhecia dele estava lá: Em um ambiente árabe, um cara pula entre telhados, fazendo malabarismo e lutando com espadas contra diversos guardas. A franquia do videogame tem vida longa e atravessou diversas gerações de computador e consoles. Leia mais sobre o jogo que começou tudo no Vintage69.

Enfim, resumindo: Se você tem dúvidas se vale a pena ir ao cinema, pagar ingresso, gastar com um lanchinho depois… Jogue fora suas preocupações e divirta-se com o príncipe persa Dastan.

Ah, e estou torcendo por uma continuação!

UPDATE: Lembrei de uma coisa legal: a invasão à Cidade Sagrada de Alamut, no início, se dá por conta de “evidências”  de que eles estariam armazenando e enviando armas avançadas para uma nação inimiga, praticamente terroristas. Qualquer semelhança à invasão do Iraque pelo Bush não pode ser mera coincidência. Até por conta do resultado da busca por essas armas.

4 thoughts on “Eu Vi: Príncipe da Pérsia

  1. Cara gostei da sua critica. Espero muito uma continuaçao. Não vejo a hora de vê o gigante Guardião do tempo Dahaka nas telonas e o amadurecimento do Prince.

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